Friday, December 15, 2006

A máfia, versão tupinicóide...


A máfia nos EUA - na época dos "Intocáveis" -, especialmente ativa em Chicago, entre outras práticas rentáveis, cobrava proteção dos comerciantes, alegando as razões típicas desse estado paralelo: ou paga ou morre. Essa idéia simples e genial é adotada, hoje, pelo tráfico de drogas em vários lugares de Banânia, mas sua arrecadação não chega à sombra dos pés daquela outra, feita pelo Estado brasileiro, por meio de impostos e taxas. A única diferença entre as duas amáveis cobranças está no fato de que pode-se fugir da opressão do tráfico, por exemplo, mudando-se de local de trabalho ou de residência- ou, ao menos, escolhendo-se um local em que o pedágio seja mais barato. No caso da máfia tupinocóide, a saída é muito mais cara e, hoje em dia, terrivelmente cansativa se for feita por via aérea. Claro! Só saindo do país você escapa da avalanche de pagamentos que é obrigado a fazer diariamente para satisfazer o estômago voraz dos burocratas estatais.
Outra diferença fundamental: a organização criminosa original não enganava ninguém com ideologias boçais, promessas de um mundo melhor, estabilidade social, paraíso terrestre e outras enganações do gênero, donde se conclui que os nossos gangsters ganham longe no quesito hipocrisia abjeta.
O mais apavorante de tudo isso é saber que as pessoas reagiam, horrorizadas, a Al Capone e a outros mafiosos menos ilustres, pois tinham consciência do crime que eles praticavam, ao passo que, na entorpecida Bullshitland, ninguém dá a mínima bola para o permanente achaque estatal, similar ao praticado por flanelinhas de luxo que nos levam o dinheiro sob o pretexto de "tomar conta do nosso veículo". Pior: não tomam conta de nada - coisíssima nenhuma #@&#!!! - e, se você não pagar direitinho a extorsão, ainda furam o seu pneu...
Pode ser sadia e respeitável uma sociedade que admite ser sistematicamente roubada pelo Estado sem esboçar a mínima reação? Uma sociedade estúpida que fica satisfeita, aqui e ali, com algumas migalhas que lhe são jogadas a título de uma obviamente necessária manutenção da galinha dos ovos de ouro? Por Tutatis, até quando, Catilina???

Marx, o Groucho

1 comment:

Claudia said...

É meninas, eu desconto imposto na fonte - a alíquota mais alta. Não tenho escolha. Sofro com o achincalhamento de flanelinhas, guardas de trânsito e muitos outros cobradores indiretos.
Este aumento dos deputados foi a gota d'água. Nunca votei nulo e decidi, a partir de hoje, nunca mais votar em político algum.
Precisamos fazer algo - já mandamos outros para casa por muito menos, está na hora de nos mobilizarmos, está na hora de irmos às ruas e manifestarmos nosso repúdio à estas práticas.
Chega de sacanagem com nossos impostos!