Thursday, July 19, 2007

Mais detalhes

Um detalhe bizarro: em conversa com o executivo os controladores de vôo disseram que para operar idealmente precisariam contratar mais 600 operadores. O governo disse que não tinha dinheiro. Poucos meses depois contratou mais de 600 pessoas para cargos de confiança. Detalhe, o pessoal desses cargos, a maioria, é da tal SEALOPRA. Pessoas cuja qualificação é: amizade com o rei, galera da cumpanherada etc. Cada um destes apaniguados deve ganhar umas dez vezes o que ganha cada controlador de vôo.

Outra coisa: o que Franklin Martins fazia numa reunião de emergência sobre o caos aéreo? Procurava uma desculpa? Inventava uma ação para botar a culpa em alguém? Ah sim, agora já sabemos: ele estava lá para fabricar o tal laudo do IPT que os petralhas andam brandindo para dizer que o governo federal ( ah, o uso estratégico das minúsculas) não teve culpa.

Os aeroportos foram maquiados por um governo incompetente que só pensa em auto-propaganda.

Conheço alguns pilotos e gente ligada à aviação que me apontam algumas questões graves: a anac autorizou ( será que o burocrata levou uma graninha?) muito mais rotas comerciais do que os aeroportos e aviadoras suportavam.
Por pressão das aviadoras todos os vôos passam por Congonhas, o aeroporto com menos infra.
A anac destituiu o DAC, que era eficiente, nos seus cargos só há indicados políticos que não entendem do assunto.

Família Constantino e família Amaro, aviadoras e governo: vocês têm sangue nas mãos.


Oriane

2 comments:

diotima said...

Como, de uma forma geral, o nível de segurança em viagens aéreas é altíssimo, acidentes só costumam ocorrer por uma constelação desafortunadamente precisa de causas. O acidente com o concorde da Air France em Charles de Gaulle, alguns anos atrás, foi fruto de uma soma de improbabilidades. Seguramente, esse também é o caso do acidente em São Paulo: falha dos freios, reação lenta do piloto, pouca visibilidade... Entre as causas, porém, certamente estão a parca infraestrutura do aeroporto, a proximidade assassina entre o fim da pista e as avenidas e prédios que a circundam, e a ausência do grooving. Sem esses últimos elementos, o acidente poderia talvez ter se reduzido a uma mera derrapagem, produzindo no máximo algumas contusões e um enorme susto entre os passageiros e seus familiares. E esses elementos são responsabilidade do governo. A manipulação política da dor ocorre desde que o mundo é mundo. Há poucas coisas mais fáceis que isso, para um profissional minimamente treinado. Só nos resta esperar que a politicagem não paralise, distorça ou obscureça as investigações. Participo do seu luto, bela Oriane.

Anonymous said...

O que o Frank fazia na reunião ? Oras, oras ...
Será que vocês não perceberam que o governo pouco se lixa para vidas perdidas DESDE que não seja arranhada a imagem do PETRALHA MOR , digo .. ah voces sabem quem.
NNF