Friday, March 30, 2007

Desabafo de um professora sobre os bolsistas proiniciar...

Este post me foi enviado por uma amiga, professora da UERJ. Vale a pena ler:

Bela Oriane,
sou professora da UERJ. Tive bolsistas "Proiniciar", e vários alunos que entraram pelo sistema de cotas. As bolsas "Proiniciar" são uma obra-prima de demagogia e populismo, um engana-trouxas como poucas vezes se viu em instituições públicas: os alunos mais pobres (em ordem decrescente) ganham, durante seu primeiro ano de estudos, uma bolsa acadêmica. Requisito: devem ser orientados por professores doutores (claro, como estão tão adiantados um professor só com mestrado não serve), e desenvolver uma pesquisa. Foram-me designados 3 bolsistas proiniciar, ano passado. Três moças semi-analfabetas. Eu não tinha a menor idéia do que fazer com elas. Li diversas vezes o edital relativo às bolsas, para saber o que poderia propor; o dito cujo, porém, é um primor de evasão. Basicamente, não explica nada. Quais são as obrigações do bolsista? Desenvolver o quê? Um trabalho acadêmico? Como esperar que um aluno que entrou por cota desenvolva uma trabalho acadêmico logo no primeiro ano? Seria muito mais honesto se a bolsa fosse assumidamente assistencialista, e não se desfarçasse com tintes intelectuais. Resultado: das 3 moças, duas não fizeram absolutamente NADA. A terceira era, a primeira vista, a mais burra de todas, mas ao menos realizou, male male, as cada vez mais banais tarefas que eu lhe passava (fichamentos de textos em português, quase sempre). As outras duas nem sequer apareciam na minha aula; uma desapareceu inteiramente, e a outra apareceu para fazer a prova, na qual tirou zero, naturalmente. Resultado: não assinei o relatório final das duas. Não as inclui no meu lattes. A diretora do instituto veio me procurar, lacrimejante, dizendo que, se não assinasse, elas provavelmente teriam que devolver o dinheiro que receberam. Que devolvam. E, se não devolverem, que sejam processadas pelo Estado. São ladras. Não tenho pena, mas raiva. Tenho um aluno paupérrimo, que mora em Jacarepaguá e trabalha em uma imobiliária, que é brilhante, esforçado, e não tem bolsa de nenhuma espécie. É branco, tem até olhos verdes, como vai ter bolsa?!? Um último comentário: eu sou a única, em meu departamento, a defender o fim das bolsas Proiniciar e o fim do sistema da cotas. Acho até que há colegas que pensam como eu, mas ninguém ousa falar nada. Vivemos numa ditadura, num arremedo de estado policial, em que a liberdade de pensamento e expressão se vê ameaçada constantemente. Depois do episódio Proiniciar, eu cheguei até mesmo a temer que algo me acontecesse. Teria sido uma vítima, aí sim, do racismo e do preconceito.

Terrível, não? Detalhe: esta bolsa é só para os afro-descendentes e vem criando constrangimentos e um mal-estar entre os alunos pobres que não são beneficiados pelo programa...
Oriane

27 comments:

william said...

O que choca mesmo é ver que pessoas que foram privilegiadas, que ganharam suas oportunidades com a exclusão de outras, simplesmente desprezam o que lhes foi dado. Mas nem às aulas assistiam! Acham que haverá cotas em tudo na vida? É tão difícil perceber que, exceto naqueles casos de apadrinhamento, só se chega a algum lugar renunciando à satisfação de inúmeras vontades? Claro que seria agradável não viver sob o jugo da necessidade, e ter satisfeitas todas as vontades. Seria agradável, mas não é possível. Estamos obrigados a escolher umas coisas, em desfavor de outras. Quem optar por passar a noite fazendo trabalhos; assistir a aulas enfadonhas; gastar os domingos tentando entender os raciocínios em que se perdeu; pesquisar, pesquisar e pesquisar, para defender uma posição, e concluir que ela está errada; adiar o estudo do que lhe interessa para resolver uma questão prejudicial; quem fizer tudo isso, perde. É claro que perde! De noites de sono ao prazer de dar opiniões sobre todas as coisas, a tudo isso se renunciou! Ainda não inventaram nenhum instrumento que ponha o conhecimento diretamente no cérebro, como no filme Matrix, sem necessidade de esforço daquele que obtém o conhecimento. Os ricos, os que estudaram em escola particular, os que fizeram cursinho pré-vestibular, nenhum desses teve acesso imediato ao conhecimento.

Há uns dois anos, quando discutia com um colega de esquerda, perguntei a que horas ele tinha acordado. "Às cinco", ele me respondeu. E a que horas ia dormir? "Meia-noite". Ele estudava administração e direito, tinha aula na GV às 7h, e na FDUSP até as 23h15. Encerrei a discussão dizendo para que, onde eu então morava, havia gente de trinta anos de idade que acordava às 10h e ia para a rua empinar pipa.

Por favor, que ninguém peça que eu me explique, pois não tenho como explicar. Como é que eu vou saber por que umas pessoas têm suas almas moldadas para o esforço e a renúncia, e outras não? Não sei, ora! Não tenho idéia de como se formam as almas! Apenas fico chocado.

(E antes que alguém pense que falei tudo isso para poder me orgulhar de mim mesmo, vou logo avisando: sou um tremendo preguiçoso.)

Clau said...

Oriane, manda pro Reinaldo Azevedo, ele vai adorar isso.

E Groucho, gostou dos dvds?

Beijos

Serjão said...

Cara Professora: Vim por recomendação da Clau e não perdi a viagem. Ótimo o seu post.
Cada vez mais me convenço que já estamos em algum tipo de socialismo onde a nivelagem tem que acontecer mesmo à forceps. São não for pela excelência vai por baixo mesmo. O caso das cotas é um exemplo clássico. E no caso das suas bolsistas há um agravante: veio fácil. Se tivessem se esforçado para conseguir o curso dariam valor. Mas como veio na mão, não ligaram a mínima. É como o filho do papai que ganhou o carro de presente e o arrebenta andando em alta velocidade. E parabens a vc que segurou as pontas assumindo uma posição correta. O que me pergunto é o que ganham os departamentos formando pessoas de baixo nível que a médio prazo terão a qualificação dos professores sem o mérito de seus integrantes. Escrevi com pressa mas acho que deu para entender. Se não me desculpe.

Abração

Serjão said...

Voltei para corrigir um engano. Não é vc a professora da UERJ mas ela é sim sua amiga. Me perdoe. Gostei tanto do texto que voltei para lê-lo. Aí percebi.

Sorry

PATRICIA M. said...

William, Oriane: ninguem valoriza o que ganha de graca da vida. So valorizamos aquilo que vem atraves de nosso esforco pessoal. Mas o nosso governo populista (e o de varios outros paises) compram votos com esse tipo de coisa. No final das contas, ambos sao ladroes: os que deram e os que receberam. Roubaram dos contribuintes para seu beneficio proprio.

Aqui nos EUA, voce acha que a situacao dos negros melhorou nesses ultimos 25 anos de "mamata"? De discriminacao positiva? Logico que nao, neguinho aqui (com o perdao do trocadilho) se acostumou a ganhar tudo de graca! Eh essa a natureza humana! Sao ainda a rale da sociedade! Os hispanicos, atraves do trabalho duro, estao ultrapassando os negros em quesitos socio-economicos...

Nao acredito em assistencialismo de forma alguma!

lisa said...

Tenho minha opinião sobre isso, não creio que os bolsistas entram na universidade de forma fácil como muitos disseram aí, provavelmente vocês nunca passaram dificuldade na vida por isso pensam assim o ensino público é um horror um aluno chegar ao menos passar pelo sistema de cotas significa que ele estudou muito pra isso porque é muito dificil.
Bom e quanto essa professora, nossa! que tanta cultura ela tem?não?! chamar uma pessoa de burra, é a maior ignorancia que existe, porque ninguém é burro simplesmente não está preparado, e sinto muito no que vou dizer, mas muito menos ela está preparada para ser professora desse programa, se estivesse conseguiria ao menos que as meninas tivessem algum interesse , porque o bom professor faz nascer interesse no aluno.

mmcarlos said...

Esta pessoa que se esconde atrás de um um falso nome e profissão, declarando mentiras sob o rótulo de desabafo deve se cuidar para não ser ela mesma processada pelo estado e pelos alunos.

Anonymous said...

ATENÇÃO VOU DENUNCIAR O BLOG A POLICIA FEDERAL QUE EH ONDE EU TRABALHO POR DISCRIMINAÇÃO E OUTROS TIPOS DE CRIMES VIRTUAIS, VCS SAUM USN BABACAS

Anonymous said...

Jura que este texto foi escrito por uma professora universitária?
Fiquei chocada ao ler o texto!
Eu não gostei da forma aqual ela expôs suas verdades...
"Burras"???Três alunas Burras, "a mais Burra"...
O que é ser burro?

Tô sem tempo de escrever...
Mas queria demonstrar minha indignação em relação a esse texto desta professora é lastimável...

Salomão UERJ said...

Os afro-descendentes do PROINICIAR realmente não deveriam participar dos tais projetos de iniciação científco-acadêmcia.Deveriam ter um acompanhamento pedagógico-acadêmico ao longo do primeiro ano de permanência na UERJ.Por que não transferiram as 3 bolsistas para uma das oficinas que o PROINICIAR oferece?

Rafael Dias said...

Como pode uma professora chamar uma aluna "burra"?? Gostaria de saber que professora é esta...
Esse texto é falso. Não foi escrito por um professor da Uerj.

Jnn said...

Vamos considerar o seguinte: se a maioria dos negros são pobres, se a maioria dos pobres estudam em escolas públicas, se a maioria das escolas púbicas sofrem pela falta de professores. Vamos a partir de então fazer a seguinte reflexão.
Será que é realmente fácil um aluno da classe popular entrar em um Universidade pública como esta senhora acha?
Sinceremente, eu acho que ela nunca passou pelas situações acima descritas.
Se estes alunos tem dificuldade no primeiro ano de faculdade, é pelo fato do Estado não ter oferecido um ensino de base que fosse de qualidade e não simplismente porque não são "esforçadas".

Anonymous said...

"Burra"? O problema do planejamento do PROINICIAR é do governo e as bolsistas são ladras? Sabe o nome disso? Ba-ba-qui-ce classista, senhora doutora, sob o nome de liberdade de expressão. Quer uma solução? Peça as contas e vá pescar, aliás, numa UERJ em que faltam verbas, a estrutura desaba, os banheiros não são organizados e nada funciona, a senhora posa com seu título de doutora para falar mal de cotistas? Afinal, qual mesmo seu curso?

Anonymous said...

Achei péssimo o post. Por acaso todos que foram a favor do fim das cotas tem noção o que é estudar numa escola pública? Trabalhar durante oito horas e depois ainda estudar? Ter uma casa mais ou menos, uma família pra ajudar, morar longe, enfrentar horas de ônibus pra chegar na faculdade? Acredito que não! Sei que oferecer cotas para negros é sim uma forma de preconceito, mas fazer o que se a própria sociedade os exclui?! Essa foi uma forma "meio estabanada" de inclusão. Para quem não sabe as bolsas proiniciar são para negros, alunos provenientes de escolas públicas (TODO o ensino numa escola pública) e indígenas. Não é porque essa três alunas que a professora se refere não tinham interesse é que todos alunos não tenham, por que generalizar?! Já que é pra generalizar todos os que passaram sem ser por cotas são maconheiros, porque nunca vi um cotista fumando já os outros... Pelo amor de Deus, vamos parar de julgar o próximo sem saber ao certo da sua condição, da sua vida. Porque a tal professora não procurou ajudar as três moças, ORIENTAR, não era esse o dever dela?! Me desculpem qualquer coisa.

Soyanni said...

Sinceramente eu acho que a senhora tem a total liberdade de achar o que quiser da bolsa do proiniciar porém, senti em sua fala um tom um tanto quanto rascita. As vagas destinadas para cotitas estam distribuidas entre negros, estudantes de escolas públicas, deficientes físicos e índios. Percebi que o seu discurso foi um ataque direto e agressivo aos alunos negros substimando-os. Os alunos oriundos de escolas públicas, em sua grande maioria, são carentes, não tiveram grana para estudar em boas escolas ou pagar excelentes cursos pré-vestibular e concorrer de igual para igual com os alunos de classe média. Infelizmente o retrato da educação pública de nosso país conduz a esse tipo de circunstância. Acho que a senhora deveria ter pensado mais nisso antes de fazer esse desabafo. Se a bolsa é de cunho assistencialista ou uma política populista ou não para mim neste momento não vem ao caso, o importante é que é ela a grande responsável pela queda da evasão dos alunos carentes em universidades públicas. Uma vez ouvi de um professor que o mais difícil, para um aluno pobre, não era passar no vestibular mas sim se manter na faculdade devido a todos os gastos com passagem, xérox, alimentação e que o mais complicado era ter que trabalhar e estudar e ver a grande maioria dos seus amigos sendo bancados pelos pais tendo a obrigação apenas de estudar. Os alunos cotitas não são filhos de pai rico nem de família influente por isso acho a bolsa bastante válida e atravéz dela será possível mudar a idéia de que faculdade de qualidade é coisa para rico.

Anonymous said...

Acho incrívelmente fácil julgar o próximo quando não se passa pela situação. Corrigindo o que foi dito pela autora do texto, as bolsas não são somente para afro-descendentes, mas todo aluno cotista. Por ser professora da UERJ deveria saber disso, mas enfim.
Curso dois cursos em duas faculdades e teno um excelente desempenho acadêmico. Ingressei na universidade estadual pelo sistema de cotas e faço iniciação científica desde o primeiro período (que me levou ao prêmio de iniciação à ciência da universidade). Hoje recebo o que muitos chamam de ajuda populista. Contudo sem tal ajuda me manter na universidade seria impossível. É muito fáciol generalizar opniões como "ninguem dá valor ao que vem de graça"... Eu faço jus a todo o meu esforço e na minha opnião o estado deve investir e assegurar o aluno carente na universidade. É muito fácil expressar este tipo de opnião quando se tem pais que ajudam, seja garantindo a xerox, o livro u a alimentação, mas muitos dos aluno carente não tem condições para se manter, nem pais ou parentes que ajudem, como é o meu caso e o de praticamente todos do meu período que recebem a bolsa.
Muitas pessoas estão em uma universidade por status outras porque acreditam que a vida academica é capaz de mudar a condição social e economica pessoal. Na minha opinião os inclusos no segundo caso não devem pagar pelo erro dos inclusos no primeiro caso.

Anonymous said...

Acho incrívelmente fácil julgar o próximo quando não se passa pela situação. Corrigindo o que foi dito pela autora do texto, as bolsas não são somente para afro-descendentes, mas todo aluno cotista. Por ser professora da UERJ deveria saber disso, mas enfim.
Curso dois cursos em duas faculdades e teno um excelente desempenho acadêmico. Ingressei na universidade estadual pelo sistema de cotas e faço iniciação científica desde o primeiro período (que me levou ao prêmio de iniciação à ciência da universidade). Hoje recebo o que muitos chamam de ajuda populista. Contudo sem tal ajuda me manter na universidade seria impossível. É muito fáciol generalizar opniões como "ninguem dá valor ao que vem de graça"... Eu faço jus a todo o meu esforço e na minha opnião o estado deve investir e assegurar o aluno carente na universidade. É muito fácil expressar este tipo de opnião quando se tem pais que ajudam, seja garantindo a xerox, o livro u a alimentação, mas muitos dos aluno carente não tem condições para se manter, nem pais ou parentes que ajudem, como é o meu caso e o de praticamente todos do meu período que recebem a bolsa.
Muitas pessoas estão em uma universidade por status outras porque acreditam que a vida academica é capaz de mudar a condição social e economica pessoal. Na minha opinião os inclusos no segundo caso não devem pagar pelo erro dos inclusos no primeiro caso.

Leandro said...

Boa noite,

Fico muito triste em ler o texto dessa professora.
Sou cotista e fui admitido da UERJ devido à reserva de vagas aos estudantes oriundos das escolas públicas, e realmente devo admitir que fiquei reprovado em quase todas as matérias no meu primeiro período. Gostaria de dizer que graças a professores muito bons que tive pude me recuperar e pude lutar bastante mesmo trabalhando às vezes mais de 9 horas por dia e dormindo pouco para ganhar um dinheiro e pagar as minhas dívidas. Professora gostaria de compartilhar com a senhora a minha bolsa do PROINICIAR se a senhora acha que R$ 250,00 é dinheiro isso só ajuda com os custos dos quatro ônibus q pego todos os dias no percurso casa faculdade.
Esse ano graças a professores que pensam diferente da senhora estou me formando como Engenheiro Elétrico e estou ciente que se não fosse a reserva de vagas para pessoas da rede pública eu provavelmente seria um auxiliar de escritório para o resto de minha vida.
A senhora deveria parar de ser hipócrita e não tentar comparar um aluno que estudou a vida toda em escola particular teve uma boa alimentação , vai todo dia de carro para casa, tem tudo que quer a hora que quer porque tem papai e mamãe para dar com um estudante da rede pública que desde muito jovem geralmente tem que começar a trabalhar muitas vezes como auxiliar de pedreiro para levar um pouco de dinheiro e auxiliar com a renda da casa. A senhora provavelmente nunca passou fome, mas é muito triste comer arroz com ovo e agradecer a Deus porque não faltou alimento na sua mesa.
Professora infelizmente estamos no Brasil e este pais é completamente desequilibrado em relação a divisão de renda. O programa PROINICIAR e as reservas de cotas são uma maneira de empurrar pessoas como eu para a faculdade, felizmente temos dois tipos distintos de pessoas, aquelas que apanham tem ódio e estudam e aquelas que apanham e jogam tudo para o alto e vão lavar carros.
Concordo que o Brasil deveria investir muitos milhões em ensino, inclusive no salário dos professores e nas escolas públicas, entretanto a senhora deve concordar que a escola pública deveria ser acessível para aqueles que não têm condições de estudar em uma PUC, entretanto o que mais eu vejo todos os dias na UERJ são alunos da classe média alta e alunos com condições financeiras muito boas estudando de graça enquanto poderiam estar pagando uma faculdade particular. Nessa altura a Universidade pública não é mais acessível às pessoas que realmente não tem condições de pagar uma particular e por isso se não são feitos investimentos em base o governo que em meu ponto de vista é BURRO agiu de forma correta retirando as vagas de alguns mauricinhos e patricinhas e obrigando eles a pagarem por uma faculdade particular em detrimento de pessoas que realmente não podem pagar.

Rodrigo Reduzino said...

Concordo com a Professora, inclusive pediria auditoria para algumas pesquisas na UERJ, que só existe na prestação de conta da UERJ sem muro(são inventadas), até brincamos em vez de CEMIC seria CENIc de cenicidade, é uma encenação, há muito venho chamando atenção para esta desqualificação dos cotistas, que se materializar no processo avaliativo, lembrando aqui o "EPISTEMICÍDIO" da Drª Sueli Carneiro, o diferente é desqualificado antes de abrir a boca, devido o seu pertencimento racial. Não me choca em saber que aluno de extensão inclusive de iniciação a pesquisa são utilizados como capachos por professores ditos Doutores, esta ética deve condizer com seu tempo de estudo, inclusive com dinheiro que nós pagamos a esta pessoa.

Professora você é tão criminosa como qualquer um que é conivente com esta situação, como professora sua postura deveria ser outra, inclusive orientá-los para não servir de massa de manobra e de fato se empoderar, mas pelo jeito com seu Dr. e salário em dia o gerenciamento de miséria deve muito te interessar? Com certeza sua área de estudo e projeto que coordena deve ter relação direta com a transformação da sociedade... Bela hipocrisia!

Teoria de Tudo (ou quase) said...

Então vivemos em um ambiente controlado, onde todos têm acesso aos mesmos conteúdos...as escolas públicas não estão sucateadas, quem não tem um desempenho satisfatório no primeiro período é burro mesmo, e os 'doutores' os podem classificar como tais... and I think to myself: what a wonderful world!!!!

Não posso crer que uma pessoa que teve acesso à educação tenha escrito esse texto!!!!
Um educador tem por obrigação ser um agente FACILITADOR DO CONHECIMENTO. É certo que as camadas mais pobres da sociedade têm sido vitimas de uma espécie de doutrinação estagnadora, a qual visa "conscientizá-los" de que não são capazes sem a "ajuda" de alguém, de forma que muitos tomam essa sugestão como verdade absoluta. Mas é sempre bom ressaltar que é devido a uma educação "burrificante", onde os professores preferem rotular os alunos a assumir SUA RESPONSABILIDADE em mudar esse quadro.
Não queremos cotas para sempre. Queremos, através da oportunidade que as cotas nos proporcionaram, sermos capazes de dar a nossos filhos a base educacional que o Estado não foi competente para nos fornecer, e garantir que eles possar competir em pé de igualdade com qualquer pessoa. não queremos ser uma classe privilegiada. Só nos cansamos de ser párias.

Ediwan
Cotista e ex-monitor de cálculo
(somos burros mesmo???)

Alan said...

Querida Professora...
Vá abrir um pouco a mente...

Auxilie, não critique.
Venda sonhos, não os destrua.
Estimule! Foque e desenvolva as qualidades de seus alunos!
Ninguém é "burro"! Todos são capazes!
Se tiver de começar do zero, pois começe!

O verdadeiro educador não se importa no grau inicial de seus educandos, mas sim no grau final e o esforço dedicado...

Compreenda!

Seja indulgente!

E não se esqueça... Venda Sonhos...

Mostre possibilidades...

Faça sua parte, mesmo que pareça mínima ou sem efeito!

Anonymous said...

Uauuu!!! É a filha do Hitler ou a reencarnação dele...
Deixe-me ver; "A mais burra era a primeira", seria a mais escura?

Pessoas não se aborreçam,isso não é um desabafo é a revelação do que pais burgueses podem fazer com uma pessoa, esse ser deve ter passado a vida ouvindo os pais dizerem frases do tipo: " Tinha que vir dessa rale! Ah, esses pretos imbecis"
Essa gente ralou e rala muito pra sustentar poses De " Reis, senhores, e agora de doutores!
Nada mais justo, justissimo que agora seu pai banque a sua escola de qualidade, com professores preparados( prefiro acreditar que a culpa é dos seus pais do que de professores, espero que não haja mais doentes reprimidos por ai),com bom ambiente, ar condicionado, data show...E banque a minha universidade calorenta, sem conforto.
Talvez a culpa não seja nem da criação, mas apenas falta de sexo mesmo, só uma pessoa mal amada no lugar errado.
Uerj é um sonho, essa instituiçao não merece uma pessoa tão incompetente!
" veio fácil, se tivessem se esforçado..."
Um profissional esforçado, cmpetente apresenta resultados positivos, o resultado dessa história deveria ser: " As tres alunas se recuperaram, graças a muito esforço dedicação de ambas as partes, hoje são excelentes alunas;
Mas, cada um produz o que é capaz!

Gisele said...

Estou chocada com este post!
Sou aluna cotista e graças a este sistema estou no 5º periodo de ADM da UERJ com CR acima de 8 (oito) e nunca fui reprovada em nenhuma materia. Acredito que existem casos e casos. Não sou negra mas, ingressei pela reserva de vagas para alunos de escola pública.
Esta oportunidade foi incrivelmente importante para que eu pudesse com um ensino deficiente da escola pública conseguir entrar em uma faculdade publica, pois meus pais não podia pagar p/ mim um bom pré-vestibular(fiz um comunitário)ou pagar uma faculdade particular... sempre escutei minha mãe dizer q ñ ia ter como pagar a passagem e os materiais escolares. Mas, graças a essa pequena bolsa consegui superar bem o 1º e 2º periodos da faculdade estagiando na empresa júnior sem ganhar bolsa auxilio a não ser a de cotista. E hj me considero outra pessoa, estou me superando a cada dia que passa...ainda mais na UERJ com tanta diversidade, aprendi a lidar com todos os tipos de pessoa! AMO A UERJ! O sistema de cotas é interessante se for bem administrado pq sei q algumas pessoas que entraram através dele ñ mereciam tanto qto outras.

Felipa said...

Esta professora é uma vergonha para classe.
E caso ela não saiba, as bolsas do proiniciar não são apenas para afrodescendentes, mas para alunos oriundos de escolas públicas e índios.
Sou professora e não acredito que alguém que lecione, seja capaz de se referir aos alunos como "burras" e "ladras".
Por que não abandona a UERJ e vai dar aula na PUC? Ah, desculpe na PUC também não dá, porque com o Projovem a universidade está cheia de negros e pobres, todos "burros".

Anonymous said...

Bom-dia! Sou formada pelo curso de LETRAS da UERJ e ingressei pelo sistema de cotas. É difícil acreditar que esse texto pertence realmente a uma professora da UERJ, tendo em vista o conceito e o respeito que a uerj conquistou ao longo dos anos. Quando entrei na faculdade, tive que suportar pessoas que pensavam que reserva de vagas significa tirar a vaga de alguém. Como posso estar tirando as vagas de alguém concorrendo a apenas dezoito vagas, que é a quantidade de vagas que eles separam para estudantes de rede pública (na FFP) e fazendo a mesma prova igual à todos? Me formei dentro de quatro anos e nunca repeti matérias. Dou aulas desde que estava no 2º período na faculdade, já tive alunos brilhantes e também com extremas dificuldades em relação ao aprendizado,porém,jamais me referi a um deles dessa forma. Acho que não é para isso que passamos no vestibular.Sou filha de um pai anlfabeto e uma mãe que tem o fundamental completo, mas sempre me deram uma boa educação e um ótimo exemplo de um carácter limpo e dígno.Jamais escolheria a profissão de professora se não gostasse da mesma e se fosse para tratar meus alunos assim, acho que antes de culpar os alunos preciso avaliar se o fracasso deles não culpa minha, entende professora? Sou grata a todos os professores que tive dentro da uerj, pela oportunidade de acreditar em meu potencial e trabalharem em cima disso. Acho que "burras" é muito chulo para estar em um vacabulário de um profissional de uma universidade tão conceituada, mas se a uerj não tem bons alunos, porque não vais dar aulas somente em universidades privadas? Fui COTISTA e não me envergonho disso, vou para minha segunda graduação esse ano, vou fazer enfermagem na UFF e NÃO é por COTAS, mas se fosse, também não teria problema algum em dizer.Enfim, reflita melhor, professora, veja se está na profissão adequada, pois ainda está em tempo de mudar antes de continuar envergonhado e humilhando pessoas que estão recebendo suas primeiras oportunidades na vida, essas pessoas podem se tornar como você no futuro e produzirem os mesmos frutos. Abraços a todos!

Anonymous said...

Triste que ainda existam professores que classifiquem o intelécto de um aluno pela sua presença na aula, ou porque este aluno não quer fazer um trabalho que lhe é forçado para não perder miseros centavos do governinho de merda que ela trabalha. A verdade é que a UERJ é uma merda de instituição, a prova disso é que a professora doutorada não sabe o que fazer com alunos,como ela mesma disse. Não teve aula pra aprender a dar aula? Não sabe fazer a aula ser interessante? Então vc também é uma oportunista que toma o dinheiro do Estado e finge que dá aula. Porque não abre uma boutique em Ipanema e coloca um cartaz racista na porta do seu estabelecimento? A dívida que este país tem com os pobres e com os que verdadeiramente brasileiros -os tem sobrenome de brasileiros- é muito grande minha senhora. Aposto que vc não deve ser "da Silva" e que seu paizinho estava ao lado dos militares na ditadura. Este seu discurso de "vamos pensar" só revela a hostilidade com que vc trata as pessoas, e hostilidade não faz parte de um ser bem educado. Sua bruta!

Anonymous said...

Quem é a Professora? Talvez, tal estória é uma invenção da sua cabeça.

Péssima postagem!!!