Thursday, July 10, 2008

Logofobia, preguiça, Farenheit 451 e algemas: tudo a ver.


Estudar é tão bom! Aprender é tão libertador! Pena que milhões de paquidermes se dediquem furiosamente ao culto da deusa Preguiça - aquela que manda "colar" a prova do vizinho, hehehe... -, abdicando de tamanho prazer, o da busca pelo verdadeiro conhecimento.
Pois bem, o supradito preâmbulo embromativo é para dizer aos adeptos, quase sempre fanáticos, da esquerdopatia mundial que a grande falha de suas vidas está nessa ojeriza patológica aos estudos objetivos. Por que objetivos? Porque aos "subjetivos" eles se dedicam entusiasticamente. Explicando: estudos subjetivos são aqueles necessários - pragmaticamente falando - à manutenção de um conjunto de idéias mantenedoras do status quo de uma ideologia ou neurose qualquer. Por exemplo, os nazistas se dedicaram ao estudo das "raças" para fomentar o ódio aos judeus. Sob esse ângulo, a dedicação aos estudos passa a ser apenas um meio para se alcançarem determinados alvos político-ideológicos, diferentemente de um outro tipo de conhecimento, que, sendo um fim em si mesmo, espana o marasmo mental instalado a partir da estupidez discursiva gerada por subjetivismos de toda ordem. O fato é que esse embotamento racional, legítima logofobia, explica, em parte, o estado de decadência civilizatória em que nos debatemos. Os sintomas são tantos que seria enfadonho enumerá-los. Basta-nos lembrar que todo o horror instaurado pela craca do "politicamente correto" talvez seja o mais alarmante de todos.
Insistimos: na origem dessa desgraceira toda, uma imensa preguiça nos acena, sorridente, prometendo risonhos amanhãs, em que o mal-estar causado por filmes como Farenheit 451 será uma vaga, inexplicável lembrança. As massas amantes da abulia, na glória de sua infausta rebelião (lembrando, sempre, Ortega y Gasset...), terão pisoteado todo o acervo civilizatório que séculos de amor ao conhecimento autêntico - e, sobretudo, à sabedoria que ele pode proporcionar - conseguiram acumular.Enquanto isso, em Banânia, Tarso Genro cospe sofismas na TV e o povão pede mais...algemas - com metáfora, por favor!

Imagem: cena de Farenheit 451, 1966, filme de François Truffaut baseado em livro de Ray Bradbury . - sinopse aqui.

Marx, o Groucho, vestido de bombeiro...

2 comments:

william said...

Marx, é bom ver que você voltou, e voltou em forma!

bjs

Ricardo Rayol said...

absolutamente correto, sem contar que no mundo do entretenimento musical a reciclagem cover é a tônica, os atuais são incapazes demais.