Tuesday, March 11, 2008

Reportagem sobre a China no cangote do Tibete: e se o sinal fosse invertido?

Reportagem da revista Época (janeiro de 2008), extensa, conta as agruras tibetanas em mãos chinesas desde a invasão. Ela fala da política chinesa de terra arrasada, conta das manobras chinesas para destruir os traços da cultura local que ainda insiste em resistir ao estupro ideológico chinês; narra como os chineses lidam com o turismo interno - preferencial, é lógico - e o externo - severamente controlado, é lógico também... - de modo a evitar as péssimas influências estrangeiras e o mau comportamento dos simpatizantes da causa tibetana que, eventualmente, teimam em defender suas convicções "separatistas".
É chinês para cá, chinês para lá, tudo muito direitinho, com todos os "efes e erres" de uma reportagem bem feita: estatísticas, entrevistas oportunas, lindas fotos etc. Vamos, agora, ao espírito da coisa: em nenhum momento do texto aparecem as palavras comunista ou comunismo, deu para entender? As idéias totalitárias são chinesas, as manobras políticas são chinesas, a opressão burocrática é chinesa, a "grife" da mão de ferro que esmaga os tibetanos é exclusivamente chinesa. Não há a mais leve alusão ao regime comunista que inspira o comportamento "humanitário" dos... chineses!
Invertam os sinais da matéria de Época, imaginem os americanos - ou gente dessa banda infecta - cometendo todos esses delitos execráveis e façam suas apostas para avaliar o grau de incidência das palavras "imperialismo", "capitalismo" e "extrema direita" no texto dessa hipotética reportagem.
É isso aí, como sempre dizemos por aqui: toda manipulação das pobres gentes começa e acaba nas garras do discurso. E dá-lhe língua de pau!!!
PS: quem quiser dar uma olhada na causa tibetana espie aqui.
Imagem: a portentosa muralha da China, expressivo símbolo para os que entendem símbolos...

Marx, o Groucho

Sunday, March 09, 2008

Um pouco de Fritz Perls e invasão de territórios...


I do my thing and you do your thing. I am not in this world to live up to your expectations And you are not in this world ...

Essas palavras são de Fritz Perls, pai da Gestalt-terapia. Traduzindo, o trecho nos diz que não estamos no mundo para satisfazer as expectativas alheias nem vice-versa. Assim, cada um trata de si e Deus de todos, o que não significa, em momento algum, que devemos chafurdar em solipcismo neurótico, muito antes pelo contrário: somente quando estamos realmente atentos ao nosso "eu" é que podemos entrar em contato vibrante, direto e transparente com o "outro", o que caracteriza um estado de autêntica liberdade de expressão. Tudo o que foge a isso corre o risco de cair no chavão, no repeteco requentado, no clichê estéril, na manipulação do ambiente, na representação, enfim, de tudo o que verdadeiramente não somos.
Em teatro tal idéia é mais nítida ainda, em especial para os que o estudam a sério. Saber a diferença entre representar e interpretar é o divisor de águas entre um bom e um mau ator. Ora, todos nós estamos o tempo todo nessa encruzilhada: ou estamos NOS interpretando ou estamos representando algum papel completamente incompatível como o nosso ser. Essa segunda instância é a mais corriqueira, é claro. Por conta dela, vive-se numa intragável atmosfera de falsidade e hipocrisia, onde qualquer senso de realidade é mero acidente de percurso.
Toda essa lenga-lenga psicológica vem a propósito da enjoativa patrulha ideológica que a esquerda costuma "perpetrar" contra os que discordam de suas idéias emboloradas: eles realmente se metem onde não são chamados, bem-vindos ou requisitados. É uma turma que precisa de tratamento urgente, uma terapia que os faça compreender o básico do enunciado de Perls, em bom português camoniano: metam-se com as suas coisas enquanto nos metemos com as nossas. Qualquer ultrapassagem desses limites existenciais nos autoriza a ação imediata, a retaliação, o bombardeio do território que fica pra lá de Marrakesh, como Uribe no Equador, hehehe...
(Ei, turma da Geografia fajuta, não vão pôr Marrakesh na América bolivariana, please!)
Imagem: Fritz Perls, de bom humor...
Marx, o Groucho

Wednesday, March 05, 2008

Víboras em sala de aula..


Lá vamos nós de novo para a sala de aula, ouvindo a mesma lenga-lenga de sempre, o mesmo discurso tosco, boçal, de alunos que, em sua esmagadora maioria, não sabem direito o que é certo ou errado em NENHUM contexto. Alunos que arrotam auto-suficiência e impudica arrogância como se já tivessem nascido com o dom da sabedoria-sem-esforço-algum. Eles não lêem nada mas sabem tudo.
Eles são orgulhosos desse pseudoconhecimento inato e o atiram ao rosto do professor sem a menor cerimônia. Eles pisam e esmagam a voz dos pouquíssimos colegas que escaparam da peste que os contaminou - eles são os embriões dos tiranetes do futuro.
Eles não sabem o que são valores. Eles desconhecem o que é hierarquia. Eles ignoram o que é história, tradição, cultura geral. Eles destilam seu ódio gratuito a tudo aquilo que solenemente juraram não estudar porque dá um imenso trabalho a seus parcos neurônios embotados pelo consumo de drogas: lógica, religião, hitória das civilizações, filosofia, gramática... Eles confundem, em conseqüência dessa catastrófica falta de educação, alhos com bugalhos, as essências com os acidentes, os meios com os fins, as causas com os efeitos e, sobretudo, libertinagem com liberdade.
Eles cospem chavões como se fossem máximas do oráculo de Delfos, eles são as pequenas víboras gestadas pela sistemática infiltração esquerdopata na esfera educacional de Banânia ao longo de décadas. Eles são os canalhas de amanhã, instalados no poder.
Pobre país o nosso, incubadora maldita de seres acéfalos.

Marx. o Groucho

Monday, March 03, 2008

Chega de bandalha no Itamaraty!


Uma dica do Reinaldo sobre mais um vexame de Banânia:

"Envie seu protesto ao Itamaraty e ao Senado contra a o apoio covarde do governo brasileiro às Farc e aos filoterroristas Chávez e Correa. Em linguagem respeitosa, envie o seu protesto ao Itamaraty contra a posição do governo brasileiro em face da agressão de que é vítima o povo colombiano. Envie os e-mails para os seguintes departamentos:

- Assessoria de Imprensa do Gabinete do ministro Celso Amorim
imprensa@mre.gov.br
- DEA - Divisão da Organização dos Estados Americanos
dea@mre.gov.br
- DHS - Departamento de Direitos Humanos e Temas Sociais
dhs@mre.gov.br

Envie, depois, uma cópia de seu protesto para a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado. Não é preciso mandar cópia a todos os membros. Basta que ela chegue ao senador Heráclito Fortes (DEM-PI), o presidente.
O e-mail do senador é este:
heraclito.fortes@senador.gov.br
Espalhe esses endereços na rede."


Imagem: o palácio do Itamaraty, no Rio de Janeiro, ex-símbolo de dignidade diplomática...

Marx, o Groucho, enjoado de tanta baixaria...

Saturday, March 01, 2008

O hábito não faz o monge nem o presidente...


Cargos não conferem autoridade automática a quem os ocupa se não houver respeito ao ritual que eles exigem, ou seja, um conjunto de parâmetros normativos pelos quais seus eventuais ocupantes devem se pautar, demonstrando que estão realmente à altura da responsabilidade de que foram investidos. Parece complicado? Não, não é. O Keiser, trocando em miúdos, não tem carta branca para pisotear a função de que foi democraticamente investido. Sua conduta como chefe executivo "destepaiz", simplesmente porca em todos os sentidos, o desinveste de suas prerrogativas presidenciais. Seu discurso tosco, boçal até a medula, petulante, desafiador, cada vez mais delirante em sua euforia megalômana de "dono da bola" e ungido do deuses, precisa encontrar, no que resta de lucidez desta pobre sociedade brasileira, uma resposta contundente, desassombrada, justa, corajosa e, sobretudo, eficiente.Alguém tem de dizer que o rei está nu, com a mão no cofrinho público, a cabeça nas nuvens do Aerolula e os pés na jugular de quem sustenta verdadeiramente esta nação. Mas isso tem de ser feito às claras, sem rapapés e meias palavras, o que é pura perda de tempo quando o inimigo já dominou quase todo território disponível, a começar pelas consciências maltrapilhas que se recusam a enxergar a desfaçatez desse títere da esquerdopatia mundial.

Marx, o Groucho

Friday, February 29, 2008

Toma lá, dá cá...


Curto e grosso:
No post abaixo, um texto do blog Coturno Noturno, a verdade incontestável, dessas que doem pela auto-evidência, é a de que o povo em Banânia está ainda boiando em primitivismo emocional pré-psicótico. Só isso explicaria a sua pontual opção pelo pior, pelo mais medíocre, pelo mais simplório cinismo, pela ignorância crassa, pela lei do menor esforço, em suma, tudo aquilo que poderia ser resumido pela língua inventada por Marisa Orth no programa "Toma lá, dá cá", uma variação muitissimo hilária da tradicional "língua do pê": TRUFFAUT É FÓ !!! - ou, em "javanês castiço", TRUFÔ é FÓ. O truque é simples: falam-se apenas as primeiras sílabas das palavras, o que dá aos ouvidos a impressão de que se está falando um idioma esquisitíssimo. No caso em questão, o nome do cineasta francês foi pronunciado para dar o adequado clima ao personagem que começou o rápido e ininteligível diálogo com La Orth, um sujeito com pinta de intelectual dos anos 60, impagável...
Na verdade, é preferível falar essa língua excêntrica, que propositalmente confunde a interlocução, do que a nossa maltratada inculta e bela, cada vez mais estraçalhada pelo Apedeuta-mór e seu séquito de cretinos. Uma voz ou outra se levanta, como a do ministro Marco Aurélio Mello, mas, no pé em que as coisas se encontram, é preferível dar nome aos bois com todas as letras, não poupando suscetibilidades de gente canalha que não está nem aí para as pessoas que NABABESCAMENTE a sustentam. Eufemismo com eles, não!!! Vamos ser denotativos, por favor!

Marx, o Groucho


A arrogância em pessoa ou uma ode à ignorância...


Esta é ótima, tirada do "Coturno Noturno".

"A arrogância desse senhor que está presidente, há muito ultrapassou todos os limites. Um verdadeiro atentado à nossa inteligência. O seu desprezo pelas pessoas com nível superior é indescritível. Lembrando, ao ser empossado como presidente, no primeiro mandato, falou:” não tenho nível superior, mas tenho o diploma de presidente”. Declaração típica de uma pessoa recalcada. Ele sabe que essas legiões de anônimos formados pelas universidades, entraram por mérito, geram nossas riquezas e são o alicerce do País. Mesmo assim, seus discursos sempre são de incitação do pobre contra essa classe de trabalhadores os quais chama de ricos. Sua frase na última campanha a presidente : “ não tenho cara de zona sul, tenho cara de povo”, não deixa dúvidas. Esqueceu ou então nunca estudou que independente da profissão, do grau de instrução, do cargo que ocupamos, somos trabalhadores, somos povo, porque formamos a Nação Brasileira. Além disso, conforme os seus interesses, compra os menos favorecidos com esmola e os maus políticos com milhões. Não temos o direito de ficarmos omissos ou indiferentes, a esses desmandos. Não é admissível que no século XXI se cultue a ignorância e a pobreza, que nunca foram símbolos de inteligência, honestidade ou competência".
Abraços.
J.Angel

Marx, o Groucho

Sunday, February 24, 2008

Os co-homicidas


Voltamos à mania de dar nome aos bois: quem compactua - entenda-se por compactuação aplaudir, elogiar, incentivar, fazer propaganda, defender feroz ou sutilmente - com sistemas e ideologias assassinas é co-homicida/genocida, questão de "malfadada" lógica. A ùnica maneira de combater o deplorável estado de coisas que nos circunda e sufoca é esse mesmo, dar às coisas seus verdadeiros nomes. É claro que essa tarefa é difícil, especialmente para as pessoas ingênuas, os narcisistas, os moralmente fracos de espírito, os desleixados existenciais. Todavia, com o que nos resta de fôlego e lucidez, é preciso travar esse combate, ainda que pareça um caso perdido. O jogo de palavras é tudo, o discurso condena ou absolve, pensamentos escorrem por meio de estruturas gramaticais. Não há saída porque é ASSIM, como dois e dois são quatro, apesar do que disse "mano" Caetano... Afirmar o contrário, contrariar esses parâmetros, já faz parte de uma síndrome diabólica a priori, que denota com clareza o mal absoluto ou a psicopatia que decorre exatamente por conta da disseminação desse mesmo mal.
A patota que urra cotidianamente pela defesa das" inocentes" idéias que entronizaram Fidel et caterva por 49 anos em Cuba é co-homicida. Danem-se os sofistas.
Imagem: capa do livro-reportagem Camaradas, do jornalista William Waack, uma leitura para gente honesta.

Marx, o Groucho

Monday, February 18, 2008

Da cordialidade ao purgante, triste trajeto ...


Depois de falarmos aqui sobre escotoma, enantiodromia, distorção paratáxica e outros conceitos ligados à análise do comportamento humano e suas misteriosas vertentes, resta-nos a certeza de que, no fundo no fundo, - e põe fundo nisso... - a criatura que nasce em Banânia padece sob a síndrome da ignorância crônica compulsiva. Ele ama ser ignorante, ele adora desprezar qualquer esforço em busca do conhecimento real, ele delira quando vê no outro, seu espelho, o retrato abjeto da própria estupidez. Sua imaginação é preguiçosa, seu raciocínio é preguiçoso, suas sinapses são preguiçosas, tudo nele é lerdo como um cágado com reumatismo. É por isso, e tão somente por isso, que ele não vê o óbvio sob o nariz - escotoma -, foge da realidade como o diabo da cruz - distorção paratáxica - e vive correndo em direção oposta à consciência - enantiodromia aguda... Preguiça mental, moral, espiritual, eis aí a raiz de todas as desgraças "nestepaiz". No rastro dessa "preguicite" vêm, de cambulhada, a omissão, o desleixo, a leniência, a covardia, a indiferença, a incapacidade de reagir, de criticar, de ser diferente da manada de zumbis, de ser, enfim, um INDIVÍDUO. Sim, o destino do preguiçoso é a escravidão.

Não, prezado e falecidíssimo Sérgio Buarque, o brasileiro não é cordial, não no sentido original do termo, que se refere a "coração". Ele é intestinal, no sentido da constipação crônica...Arre! Quem se habilita a receitar um purgante porreta???

Marx, o Groucho, lendo um compêndio de medicina antiga...

Operação gatos! Urgente!


Urgente! Se alguém souber de pessoas absolutamente idôneas que amem felinos e queiram ficar com alguns, em plenas condições de criá-los, entre em contato com este blog. Uma amiga nossa está com "overbooking" de gatos domésticos, todos nascidos e criados em casa, e precisa doar alguns para aliviar a barra. Ela disponibiliza fotos de todos os fofos para quem estiver interessado.

Marx, o Groucho, amigo da mulher-gato!

Voltando ao caos...


Detran, agora um órgão que também fornece carteiras de identidade. Uma sala apertada, com um ar condicionado caducando. Uma máquina de tirar fotos, pifando de meia em meia hora, para desespero de dezenas de pessoas constrangidas. Uma criança histérica fazendo caras e bocas e atrasando a fila para a dita cuja máquina de fotogafar, só porque os pais a querem levar para a Disney com uma carteirinha de identidade, ai que bonitinho! Uma pia quebrada que mal dá para lavar os dedos pretos de tinta das impressões digitais, com uma toalhinha esfiapada e já sem cor pelo uso prolongado, pendurada na parede de azulejos encardidos do acanhadíssimo e caquético banheiro. Um rapaz moreno, de celular em punho, conversando aos berros com alguém, debochando sem parar do atendimento pouco eficiente, da baderna, do primitivismo ambiente, do qual, segundo ele - com inteira razão -, não haveria possibilidade de se livrar nas próximas cinco horas!Enfim, um ambiente de quinto mundo em plena capital do Rio de Janeiro, ex-cidade maravilhosa, bem no início do século vinte e um. Enquanto isso, no coração de Banânia, mais uma CPI sem futuro à vista. Quanto ao Keiser, está brincando de "happy feet" nas geladas plagas da Antártida - não confundir com uma Antártica estupidamente gelada... -, ao lado do primeiro filho, gênio entre os gênios da raça mais esperta do mundo. Não, não está dando para agüentar mais.
Imagem: paisagem onde o Keiser bebe uma gelada enquanto nós continuamos numa fria...

Marx, o Groucho, de péssimo humor.

Wednesday, January 16, 2008

Projeto de lei TAIJETO: quem se habilita?


Projeto de lei TAIJETO: todo ser humano que não demonstre ser "humano" deve ser atirado de um despenhadeiro suficientemente alto para sacramentar sua morte instantânea (em caso de sobrevivência, o Estado deverá garantir o tratamento pelo SUS).

São enquadrados nessa categoria:

1 - os fetos considerados não-pessoas-ainda por cientistas cujas teses servem de base a movimentos abortistas em geral;
2 - anencéfalos de todos os "graus";
3 - pessoas desenganadas pelas mesmas teses dos mesmíssimos cientistas - ou congêneres - que sabem exatamente o que é um ser humano e quando termina seu prazo de validade sobre a face da terra, como consta em bula de remédio;
4 - pessoas contrárias a sistemas totalitários cujos dirigentes querem sempre ser mais iguais que os outros, usufruindo do erário em nome da inclusão social de seus apaniguados;
5 - alcólicos irrecuperáveis, segundo as teses daqueles mesmos supraditos cientistas;
6 - drogados irrecuperáveis, segundo as teses daqueles mesmos supraditos cientistas, uma vez mais;
7 - pessoas com síndrome de homem-elefante e outros tantos que apresentem horrendas deformidades físicas que incomodem os olhos dos verdadeiros seres humanos, o que inclui a falta de dedos, por exemplo;
8 - xifópagos, pois eles vivem brigando;
9 - sogras que incomodam seus genros em regime de azucrinação permanente;
10 - maridos que estejam atrapalhando a vida boa dos amantes de suas mulheres e assemelhados;
11 - chefes de facções ligadas ao tráfico de drogas que estejam atrapalhando o comércio de seus concorrentes, prejudicando-lhes os ganhos;
12 - todos os corintianos rebaixados à segunda divisão - incluindo-se, por questão de justiça, o presidente da República, autodeclarado torcedor desse time;
13 - por questão de ordem, incluam-se nessa lista os judeus e os católicos, que não conseguiram provar até hoje a existência de seu deus único, segundo aqueles mesmos cientistas que sabem exatamente, pelo menos, o que vem a ser "um ser humano".
14 - todos os homems comprovadamente descendentes de macacos que, afinal das contas, não são considerados "seres humanos" pelos mesmos cientistas de sempre (afinal, descendentes de judeus eram considerados judeus na Alemanha nazista e quem usava óculos era intelectual burguês no Cambodja, hehehe...);

Revogam-se as disposições em contrário, se é que sobrou alguém para contestá-las, como se pode deduzir a partir do último item, posto que será difícil para os cientistas provar sua origem extraterrestre;

Imagem: monte Taijeto, de onde os espartanos arremessavam os seres que não eram considerados "humanos"...

Marx, o Groucho, fantasiado de Rudolf Mengele, prontinho para o carnaval.

Tuesday, January 15, 2008

Anencefalia, em todos os níveis, só em Banânia...

Fantástico e comovente o caso da pequena Marcela de Jesus Ferreira, que, anencéfala, já completou um ano de vida - vejam o artigo do MSM aqui: Sorrisos de uma menina anencéfala - contra todas as previsões da divina medicina que nos cerca, alardeadas por alguns poços de ego boçal e totalitário, os "árbitros da vida alheia", que nem sequer sabem de onde ela vem ou para onde ela vai...
Enquanto isso, o bom senso nos diz, segundo a observação sagaz de minha irmã, que "estepaiz" é um milagre que contraria sistematicamente, em todos os níveis, do delirante ao real (como se pode constatar na introdução feita acima), as sábias previsões da ciência: todos os anencéfalos sobrevivem em Banânia, está mais do que provado! Eles votam, eles elegem petralhas, eles fazem e desfazem as leis, eles usam toga, eles usam droga, eles dão autógrafos, eles ministram aulas, eles estão por aí, felizes e "bombando", e ninguém PERCEBE nada, exatamente porque a maioria esmagadora nasceu sem cérebro, cresceu e se multiplicou! Mais um milagre brasileiro!
Isso é ficção científica em estado puro, só perdendo para a teoria da abdução, hehehe...

Imagem: conteúdo de uma casca de noz, ou de nós...

Marx, o Groucho

Saturday, January 05, 2008

Síndrome de Pinocchio..


Esperamos que nossos pontualíssimos e queridos leitores tenham tido uma excelente passagem de ano. Vamos continuar por aqui, furiosamente, até quando Deus quiser ou a censura que está-se instalando em Banânia permitir...
Aí vai, para começar 2008 com um ótmo texto, uma adequadíssima análise de Ipojuca Pontes sobre o Complexo de Pinochio que assola Banânia, matéria que vem ao encontro de várias observações psicológicas que temos insistentemente feito neste blog.
Cada povo tem a neura que lhe cabe neste latifúndio psíquico...


A CRUCIFICAÇÃO DA VERDADE
por Ipojuca Pontes

"Actions lie louder than words" – Carlyle

O agente do Bureau Federal of Investigation (FBI) Joe Navarro - autor do livro "Hunting Terrorists: a look at the psychopathology of terror" (Charles O. Thomas Editor, NY, 2004), especialista no estudo da mentira - declarou em recente entrevista concedida à revista Veja que o brasileiro mente muito e mente mal. E mais: no ato de mentir, se denuncia fácil: "As pessoas no Brasil abusam dos gestos e expressões faciais para expressar seus sentimentos" – um sintoma de que nós, brasileiros, como os italianos, de resto, mentimos espetacularmente – concluo eu.

Navarro não é qualquer um. Nascido em Cuba (terra da mentira), trabalhou para o FBI durante 25 anos e se fez o mais categorizado contra-espião do mundo, rastreando pistas e ajudando a desmascarar, com vasto conhecimento da matéria, centenas de terroristas, agentes secretos, funcionários, diplomatas e mentirosos de todo escalão. (No momento, Joe Navarro também se dedica à rendosa tarefa de treinar jogadores profissionais de pôquer, de ordinário, especialistas em camuflar os próprios sentimentos).

A partir da longa experiência, o agente naturalizado americano, hoje instrutor da FBI, faz revelações pertinentes. Diz Navarro: "Quem mente mais mente melhor", visto que a construção da mentira é, para ele, "engendrada na região da mente ligada à razão – e não às emoções". Ao compreender como funciona o cérebro, o observador atento estará mais capacitado "para decifrar os gestos comportamentais". Assim, diz ele, poderemos decodificar melhor uma inverdade porque, no ato de mentir, entre outras reações, o mentiroso "morde os lábios, mexe nos cabelos, esfrega as mãos ou entrelaça os dedos".

Nos seus estudos sobre a capacidade humana de mentir, Navarro chega à conclusão de que os políticos e advogados são, de longe, os expoentes universais da arte de sonegar a verdade. Para nós, brasileiros, a revelação do agente americano não traz nenhuma novidade: sabemos todos, na carne, que os "nossos" políticos mentem até quando dizem a verdade (em geral, usada como suporte para coonestar uma meia-verdade, esconder alguma fraude ou cimentar uma mentira ainda maior).

Por exemplo: quando o ministro da Defesa Nelson Jobim (Laden), diante do cancelamento e atraso de mais de 650 vôos afirma incisivo, no Natal, que "não há caos aéreo nenhum" e que os passageiros "podem viajar tranqüilos, tomando chimarrão"; quando o ministro da Saúde José Gomes Temporão, defensor intransigente do aborto, sustenta com cara de pau que a prática (assassina) não é contra a vida; e quando o ministro da Educação Fernando Haddad, marxista low profile, manda distribuir livros didáticos em que ditadores sanguinários do porte de Mao Tse-tung e Fidel Castro aparecem como exemplos admiráveis de conduta humana; ou quando Inácio da Silva (apud dom Luiz, o bispo de Barra) garante, dedo em riste, que não há motivo para elevação da carga tributária ao tempo em que a equipe econômica planeja aumento de impostos via operações financeiras e incidência de taxação sobre o uso do cartão de crédito - simplesmente estão todos crucificando a verdade, ou mentindo adoidado, de acordo com as observações do agente Navarro.

Sim, os nossos políticos são mentirosos tradicionais, vigorosos e diligentes – mas a sociedade, que lhes dá teúda e manteúda, não fica atrás. No Brasil, por exemplo, o professor universitário finge que ensina e o aluno, por sua vez, finge que aprende. O clérigo, nas suas homilias, fala em nome de Deus, mas reza a cartilha atéia de Karl Marx. O policial pago para dar segurança e manter a lei, é, muitas vezes, o primeiro a transgredi-la. Já o marido que jura fidelidade à esposa, cobiça ou possui a mulher do próximo. No mesmo compasso, o sujeito que estende a mão para você e diz hipocritamente "muito prazer", no íntimo quer vê-lo morto e sepultado. E o artista que chora e protesta contra a fome e a pobreza (nordestina, em geral), não dá esmola, come a melhor comida e bebe a melhor bebida, tem chofer, mansão e passa temporadas em Nova York, Roma ou Paris.

A pior forma de mentira, no entanto, é a mentira utópica, produto das mentes fantasiosas que prometem aos deserdados da vida uma sociedade perfeitamente justa, igualitária e feliz, enquanto abiscoitam, no presente, aqui e agora, salários supimpas, benesses de toda ordem e honrarias as mais diversas. Nikolai Bardiaev, o escritor russo que se insurgiu contra as mentiras industrializadas por Lenin, escreveu com dose de elevado bom senso que a humanidade, cedo ou tarde, haveria de encontrar "meios de evitar as utopias e de voltar a uma sociedade não-utópica, menos ‘perfeita’ e mais livre¨. Corretíssimo. São palavras sábias de um homem que viveu durante muito tempo no olho do furacão socialista!

(E convém não esquecer que outro utópico, Adolf Hitler, com suas promessas de grandeza e felicidade, na linha do socialismo nacionalista, levou o povo alemão à ruína. Ele mesmo, em privado, gostava de afirmar que as massas são mais facilmente seduzidas por uma mentira grande do que por uma mentira pequena – no que estava coberto de razão).

No Brasil atual, conforme as evidências, a arte maior do político consiste em fazer o povo acreditar na mentira que prega, nem sempre inconsciente de que, com ela, está crucificando a verdade.

Marx, o Groucho, tomando Prosecco...

Friday, December 21, 2007

Chesterton e rabanadas!


Feliz Natal e ótimo 2008 aos nossos fiéis e pacientes leitores! E, como presentinho básico, aí vai um texto de Chesterton, o lúcido:

"Filosofia para a sala de aula
G. K. Chesterton (tradução de Roberto Mallet. )

O que o homem moderno precisa aprender é simplesmente que todo argumento tem em sua base uma suposição; isto é, algo de que não se
duvida. É claro que você pode, se quiser, duvidar da suposição que está na base de seu argumento, mas nesse caso estará começando um
argumento diferente com uma utra suposição em sua base. Todo argumento começa com um dogma infalível, e esse dogma infalível só pode ser discutido se recorrermos a algum outro dogma infalível; você jamais poderá provar seu primeiro enunciado, ou então ele não será o
primeiro. Isso é o bê-á-bá do pensamento, que tem um ponto especial e positivo: pode ser ensinado na escola, como o outro bê-a-bá. Não
começar uma argumentação sem antes declarar seus postulados é algo que pode ser ensinado em filosofia como é ensinado em Euclides, numa sala de aula comum com um quadro-negro. E penso que deveria ser ensinado de maneira simples e racional mesmo para os jovens, antes de saírem para as ruas e serem entregues à lógica e à filosofia dos meios de comunicação.Muito da nossa confusão sobre religião e das nossas dúvidas advém disto: nossos céticos modernos sempre começam afirmando aquilo em que não acreditam. Mas mesmo de um cético queremos saber primeiro em que ele acredita. Antes de discutir, precisamos saber o que é que não se discute. E essa confusão aumenta infinitamente pelo fato de que todos os céticos do nosso tempo são céticos em diferentes graus da dissolução que é o ceticismo. Agora, você e eu temos, espero, esta vantagem sobre todos esses hábeis novos filósofos: não estamos malucos. Todos nós acreditamos na Catedral de São Paulo; muitos de nós acreditam em São Paulo. Deixem-nos afirmar claramente este fato, que acreditamos em um grande número de coisas que fazem parte de nossa existência, e que não podemos demonstrar.
E por ora deixemos a religião fora de questão. Afirmo que todos os homens sãos acreditam firme e invariavelmente em um certo número de coisas não demonstradas nem demonstráveis. Permitam-me apontá-las resumidamente:
1ª. Todo homem são acredita que o mundo ao seu redor e as pessoas que nele estão são reais, e não uma ilusão sua, ou um sonho.
Nenhum homem começa a incendiar Londres na crença de que seu criado logo o acordará para o café da manhã. Mas o fato de que eu, em
qualquer momento dado, não estou em um sonho não está demonstrado nem é demonstrável. O fato de que existe alguma coisa exceto eu mesmo não está demonstrado nem é demonstrável.
2ª. Todos os homens sãos acreditam não somente que este mundo existe, mas que ele é importante. Todo homem acredita que há em nós
uma espécie de obrigação de nos interessarmos por essa visão ou panorama da vida. O homem são consideraria errado o homem que dissesse: Eu não escolhi esta farsa e ela me aborrece. Sei que uma velha senhora está sendo assassinada no andar de baixo, mas estou indo dormie. Que exista alguma obrigação de melhorar as coisas que não foram feitas por nós não está demonstrado nem é demonstrável.
3ª. Todos os homens sãos acreditam que há algo que chamamos eu, ou ego, que é contínuo. Não há um centímetro de matéria em meu cérebro que permaneça a mesma de dez anos atrás. Mas se
eu salvei um homem em uma batalha há dez anos atrás, sinto-me orgulhoso; se fugi, sinto-me envergonhado. Que haja algo como esse "eu" que permanece não está demonstrado nem é demonstrável. E isto é mais do que não demonstrado ou demonstrável, é matéria de discussão entre muitos metafísicos.
4ª. Por fim, a maioria dos homens sãos acredita, e todos os homens sãos na prática assumem-no, que eles têm poder de escolha sobre suas ações, e que são responsáveis por elas. Seguramente é possível estabelecer alguns enunciados simples, modestos como os acima, para fazer com que as pessoas saibam em que apoiar-se. E se o jovem do futuro não deverá (no momento) ser instruído em nenhuma religião, poderá ser ao menos ensinado, clara e firmemente, sobre três ou quatro sanidades e certezas do pensamento humano livre. "

Marx, o Groucho, e Oriane de Guermantes, comendo rabanadas ao Porto!

Essências, acidentes e o Churchill de Banânia...


Ser branco, azul ou amarelo é acidente. Ter olho castanho ou azul, também. Nascer em berço de ouro ou de pau-a-pique, idem. Queixar-se a quem? Não há escolhas aí, como não há escolha em relação ao clima da cidade onde se vive. Pode-se mudar de cidade, isso sim, quando há condições para tanto. Só há escolha quando há opção e liberdade para se escolher isso ou aquilo.
Liberdade é premissa essencial, o que vem a ser uma redundância besta: se algo é premissa é porque é essencial. Tudo o mais, se na esfera do acidente de percurso, não passa de conversa fiada para boi dormir. Olha-se para os homens e aterradoras diferenças são vistas: diferenças de caráter, diferenças de sensibilidade estética, diferenças físicas.
Não se podem construir, deduzir, estabelecer regras duradouras sobre a efemeridade, sobre a aparência circunstancial. Não se pode levar a excepcionalidade das exceções ao estatuto de norma, de padrão a ser observado. Toda vez que se faz isso, subverte-se o fluxo existencial das coisas, instaurando-se reinos de terror, miséria, sadismo absoluto, desumanidade completa, tudo com base legal, é claro...
Homens não podem "consertar" homens, homens não têm poder algum sobre o andar da carruagem da vida, na qual são apenas passageiros, jamais os condutores. Toda vez que alguém se arvora em guia dos povos, libertador dos oprimidos, líder dos descamisados, paizinho da nação ou mãezinha dos pobres, a vaca vai pro brejo numa torrente de sangue, suor e lágrimas, como antecipava Churchill às vésperas do enfrentamento total ao nazismo. Depois dele, não apareceu mais ninguém para espezinhar os totalitários de sempre, os Lênin, os Stalin, os Pol-pot, os Castro, só para ficar nos mais notórios. Essa gente procriou como bactérias de uma peste negra que se espalha por aí há anos, sempre encontrando ótimas ratazanas como hospedeiras necessárias à sua proliferação.
Quem será o Rodox das nossas baratas, nosso Churchill da esquerdopatia? Quem será o Racumin de Banânia???

Marx, o Groucho, disfarçado de mata-mosquito.

Saturday, December 15, 2007

Heteronímia, superego e a sorte dos orcs...




Lembram dos heterônimos de Fernando Pessoa, o genial poeta portuga? Pois bem, atacou-nos síndrome parecida hoje: a psique de Marx, o Groucho, acordou ombro a ombro com uma inusitada alma gêmea, um misto da noiva de Kill Bill com o mascarado de V de Vingança, um toque romântico de Conde de Monte Cristo e um pouco da anarquia de Emília de Rabicó! Claro que não vai dar boa coisa! Essa explosão de personalidades sob a égide de uma só se deve à pressão psicológica que esmaga o cérebro um tanto perturbado de alguém que SOBREVIVE em Banânia e não se submeteu à abdução reinante. O que lhe restou foi um ar fresco de loucura controlada, para não dar muito na vista. A delirante criatura atazanou a mente marxista durante toda a noite, sem dar trégua: "Larga este país, larga este país! A vaca está indo pro brejo, não tem mais jeito! Vai explodir Brasília, vai trucidar o Keiser, o Senado e o Congresso! Não vai sobrar ninguém! Grrr!"
Só que amanheceu, e, como diria o heterônimo furibundo e melancólico, de Pessoa, Álvaro de Campos, acometeu-me aquela visguenta pachorra:

Depois de amanhã, sim, só depois de amanhã...
Levarei amanhã a pensar em depois de amanhã,
E assim será possível; mas hoje não...
(Adiamento)

Pronto! Saíram ilesos todos os orcs que sufocam Banânia! Essa é a eterna vantagem deles: o nosso superego não permite malvadezas em nome de uma ira santa... Eles sempre estarão à mercê, isso sim, da justiça divina, pois a dos homens já foi para o brejo há séculos...

Marx, o Groucho, tomando vinho do Porto.

A retroalimentação da burrice e a derrota de Darth Vader!

Ok. Ninguém tem coragem de atirar no Keiser porque seus índices de aprovação seriam altos - seriam porque, no país das fraudes, dos mensalões e dos recordes imbativeis de corrupção, é impossível ter-se confiança plena em pesquisas disso e daquilo. Acontece que o famoso "óbvio ululante" do Nelson Rodrigues diz o seguinte, com todas as letras: o cara parece estar sempre em alta PORQUE NINGUÉM BATE NELE, porque a oposição em Banânia é apenas um apêndice caudal da situação, um simulacro do que seria um autêntico jogo democrático, uma areia grossa no olho já escotomizado de pessoas que não têm a mínima idéia do que seja democracia real porque há décadas vêm-se criando condições propícias para a implantação de uma ditadura pós-stalinista "nestepaiz". As reações coléricas do Keiser são apenas o sintoma de uma impaciência, a brecha no olho de Sauron, por onde se vislumbra o verdadeiro estado de coisas sob a capa do teatro que se engendra em Banânia.
Por essa fresta da máscara petralha, sintetizada pela face bronca, etílica e grotesca do "pai dos pobrinhos" idiotizados pelo cupim da ignorância, candidatos a uma eterna condição parasitária por obra e graça do maquiavelismo das esquerdas, o que se vê é a impaciência de quem pensa que vai ganhar na reta final e está perdendo as estribeiras pelo excesso de concessões à conveniente simulação de que se trata realmente de uma corrida de cavalos SÉRIA. O monstro de Garanhuns está ficando indócil, os manipuladores do circo-Brasil estão doidos para rasgar a fantasia e arreganhar os dentes.
Esse é o perigo que a petralhada corre, mostrar a cara feia antes do momento certo, demonstrar excesso de confiança em suas cartas marcadas, deixar transparecer suas verdadeiras intenções um segundo antes do irreversível amadurecimento da ignorância nacional. Qualquer interrupção na retroalimentação da burrice - não se bate nele porque "ele" está em alta e "ele" está em alta porque não se bate "nele"!- pode começar a reverter o quadro de dominação esquerdopata em Banânia. Isso ficou claro como água nesse episódio da queda da CPMF. Há uma tênue, mínima luz em meio à névoa reinante, sim! Se alguém conseguir ver para além da brecha no olho vermelho de Sauron, para além das brumas que cobrem o sol de uma autêntica consciência política, para além da grotesca dominação sobre o que resta de inteligência e honestidade nestas plagas, o que surgirá adiante é a convicção de que é preciso mandar a covardia às favas e meter o saco na cabeça da serpente: ela acabará sufocada pela própria auto-suficiência porque o lado negro da força não é - e jamais será - onipotente. Há sempre uma falha, há sempre uma brecha, há sempre um passo em falso - não, eles não chegarão lá. O que está em questão é o número de cadáveres que ficarão pelo caminho. Alerta, pois! Vade retro Darth Vader!

Marx, o Groucho, com ares de Jedi...

A prancheta do delírio


Frase de efeito "retardado", expelida por um mito gagá que tem exatamente na belelequice seu melhor traço de personalidade - os outros são bem mais sombrios:

A arquitetura não é o principal, o principal é a vida, a gente tem que trabalhar para fazê-la mais justa.

Destrinchemos a pseudo-sabedoria do bolchevique centenário, idade que assenta de forma bem menos constrangedora em Dercy Gonçalves, a autêntica.
Sim, a arquitetura não tem a menor importância porque não passa de um álibi para elevar às esferas da "intelectualidade" esquerdopata, preponderante nestas plagas, o nome de um sujeito que planeja horrendos fornos crematórios em que se incineram livros do nascer do sol ao poente. Nesse mesmo espaço, pelo seu gosto íntimo, estariam queimando, na verdade, corpos de capitalistas selvagens...
Sim, o principal é a vida, um bem que não passa de um zero à esquerda, literalmente, segundo uma análise cuidadosa - repleta de fatos históricos verídicos, estatísticas corretas, testemunhos incontestes e farta documentação não-adulterada - feita a propósito do desastre planetário causado pela supina ignorância do comunismo, cada vez mais assanhado na América Latrina e até hoje defendido com unhas e dentadura por esse ícone da distorção paratáxica, a múmia mais notória deste fim de ano.
Sim, a gente tem de trabalhar para fazer a vida mais justa. Resta-nos perguntar em que este senhor exatamente trabalhou a favor dessa justiça toda, a não ser sobre a prancheta do seu delírio, desenhando coisas de gosto duvidoso, tão distantes da vida real quanto as teorias que sempre defendeu, as mesmas que prometem um mundo melhor e entregam Gulags por erro de cálculo...
Niemeyer não é um mito da arquitetura, é um sintoma ambulante da doença mental que se perpetua em Banânia.

Imagem: os cem anos de Dercy, a lúcida...

Marx, o Groucho, comendo panetone.

Sunday, December 02, 2007

Pavlov, infantilismo e TV pública: ligações perigosas...


A percepção que nos invade após termos visto, uma vez mais, uma encenação de debate cultural na televisão, é a de que algumas pessoas, ainda vagamente conscientes de que há algo de podre no reino de Banânia, tentam esboçar um gesto de legítima defesa da própria sanidade, acenando com uma tímida, pálida afirmação do que, no fundo de suas almas, sabem ser o discurso correto a defender. Entretanto, o que vem à tona de sua expressão é tão suave, tão frágil, tão verbalmente capenga - sobretudo do ponto de vista da argumentação lógica - que a impressão que nos fica é a de um bando de colegiais balbuciantes e ansiosos, oscilando entre a necessidade de pôr a boca no trombone e o medo de fazê-lo diante da concretíssima possibilidade de um severo puxão de orelha das "autoridades escolares", que podem estar representadas, pura e simplesmente, pelos colegas de turma, os onipresentes líderes negativos.
Essa é a questão: a sociedade brasileira, hoje em estado de estupor, parou naquela fase infanto-juvenil em que meninos tímidos, vagamente cientes de que têm de fazer "alguma coisa" em relação ao seu papel na vida comunitária, não ousam tirar a bola que emprestaram aos mais desaforados e caras-de-pau, decerto aqueles que a tomaram para jogar um jogo sempre em seus próprios termos - com a bola alheia, é claro...

A esquerdopatia tornou-se um clichê de tal monta, criou uma atmosfera tão comum em todas as esferas da sociedade - principalmente nos meios de comunicação -, que qualquer reação visando a contrariá-la frontalmente tornou-se uma gafe social, uma pisada de bola, uma falta de educação, uma demonstração de incultura, ou, na pior das hipóteses, uma tentativa de suicídio, posto que certas verdades são realmente intragáveis para os delicados estômagos da esquerda, nada tolerantes quando têm de digerir algumas "inconveniências".
Em suma, criou-se um padrão pavloviano de estímulo-resposta, que impede as pessoas de dizer o que lhes passa pela cabeça sem salivar de medo. Se isso não é uma síndrome completa de estado ditatorial, minha mãe era uma jaca!
E não se iludam: quem faz o servicinho sujo de eliminar os futuros dissidentes do regime que está-se instalando por aqui são os descerebrados que obedecem cegamente às ordens do pensamento único, o mesmo que impede que se leve a uma emissora de TV, pública ou não, alguém que possa falar ÀS CLARAS e sem papas na língua sobre os malefícios, a ignorância, o atraso e a opressão totalitária que se escondem sob determinadas narrativas cinematográficas que, volta e meia, são objeto de debates promovidos com o único propósito de passar a idéia de que "nestepaiz" existe o contraditório e o desejo REAL de se conhecer honestamente alguma coisa além da babaquice esquerdopata de praxe.
Quem quiser que acredite nisso, vendo e aplaudindo os programas da nova TV "pública", o mais puro exercício de democracia desde a antiga Grécia!

Imagem: o famoso cão de Pavlov, preparando-se para um debate na TV pública!

Marx, o Groucho