Ninguém seria tão grosseiro a ponto de usar a doença da Dilma. Só o Lula.
O cara é tão ladino que ainda consegue transformar a Ministra em mártir.
Aguardem.
Tuesday, April 28, 2009
Monday, April 27, 2009
HARE CACA!

Hare caca!
Incrível, mas a saudação acima é do Casseta e Planeta, que está se esbaldando com o salada tupinicóide-indiana da Glória Perez.
De fato, a estapafúrdia novela - que deveria ser chamada de Aeroporto 3, depois de o Clone, Aeroporto 1, e América, Aeroporto 2 , tamanha a movimentação dos personagens de um país para o outro, ou melhor, de um continente para o outro! - é um prato cheio para todo tipo de paródia, especialmente com aquele vocabulário hindi-sânscrito-abrasileirado, que merece notinhas de rodapé, regadas à história do Hinduísmo, a cada capítulo, além , é claro, das aulas sobre esquizofrenia veiculadas pelo simpático Dr. Castanho, um psiquiatra que aguenta (já sem trema) o tranco dos loucos, de dia, e cai na gandaia da gafieira à noite.
Por que esse longo preâmbulo novelístico? Porque me deu vontade de falar de uma das poucas coisas que Banânia tem produzido de bom desde sua descoberta: o escracho! As criaturas de Banânia, pelo menos algumas delas, maquequeiam à perfeição as esquisitices do próximo. Será esse um fator de higidez mental? Dizem que sim, que o humor é indício de equilíbrio psíquico. Na verdade, trata-se de um mistério: há neurônios para o teatro - temos por aqui atores e atrizes excepcionais -, para o histrionismo mais apurado, para a paródia mais afiada, mas não há massa crítica cinzenta para olhar e ver, escutar e ouvir, ler e entender, escrever ou falar com um mínimo de coerência e um leve laivo de capacidade analítica realmente sem interferência de delírios e distorções paratáxicas. O habitante de Banânia, portanto, foi aparentemente agraciado por Deus com o dom do mimetismo, da percepção caricatural do gesto alheio, a comicidade simplória - e nem por isso menos divertida - dos bobos da Corte. Todavia, quando o pessoal tem de expressar o próprio "eu", cadê ele???!!! Será esse, enfim, o verdadeiro significado da antropofagia nacional? Para sermos alguma coisa temos de consumir o ser dos outros, digeri-lo, regurgitá-lo e devolvê-lo em forma de caricatura? Hans Staden nos acuda! Hare Cunhambebe!
Incrível, mas a saudação acima é do Casseta e Planeta, que está se esbaldando com o salada tupinicóide-indiana da Glória Perez.
De fato, a estapafúrdia novela - que deveria ser chamada de Aeroporto 3, depois de o Clone, Aeroporto 1, e América, Aeroporto 2 , tamanha a movimentação dos personagens de um país para o outro, ou melhor, de um continente para o outro! - é um prato cheio para todo tipo de paródia, especialmente com aquele vocabulário hindi-sânscrito-abrasileirado, que merece notinhas de rodapé, regadas à história do Hinduísmo, a cada capítulo, além , é claro, das aulas sobre esquizofrenia veiculadas pelo simpático Dr. Castanho, um psiquiatra que aguenta (já sem trema) o tranco dos loucos, de dia, e cai na gandaia da gafieira à noite.
Por que esse longo preâmbulo novelístico? Porque me deu vontade de falar de uma das poucas coisas que Banânia tem produzido de bom desde sua descoberta: o escracho! As criaturas de Banânia, pelo menos algumas delas, maquequeiam à perfeição as esquisitices do próximo. Será esse um fator de higidez mental? Dizem que sim, que o humor é indício de equilíbrio psíquico. Na verdade, trata-se de um mistério: há neurônios para o teatro - temos por aqui atores e atrizes excepcionais -, para o histrionismo mais apurado, para a paródia mais afiada, mas não há massa crítica cinzenta para olhar e ver, escutar e ouvir, ler e entender, escrever ou falar com um mínimo de coerência e um leve laivo de capacidade analítica realmente sem interferência de delírios e distorções paratáxicas. O habitante de Banânia, portanto, foi aparentemente agraciado por Deus com o dom do mimetismo, da percepção caricatural do gesto alheio, a comicidade simplória - e nem por isso menos divertida - dos bobos da Corte. Todavia, quando o pessoal tem de expressar o próprio "eu", cadê ele???!!! Será esse, enfim, o verdadeiro significado da antropofagia nacional? Para sermos alguma coisa temos de consumir o ser dos outros, digeri-lo, regurgitá-lo e devolvê-lo em forma de caricatura? Hans Staden nos acuda! Hare Cunhambebe!
Imagem: a turma do Casseta, encarnando o espírito indiano...
Marx, o Groucho
Sunday, April 26, 2009
Para meus amigos no exterior que não têm acesso ao Ubaldo
Este texto saiu no Globo de hoje. Coloco aqui para Paulo e Maria, que não moram aqui. João Ubaldo inspiradíssimo sacaneando os deputados e a farra das passagens. Para quem não leu...segue a dica.
Meu primeiro emprego foi em redação de jornal e, no dia a dia da imprensa, já fui desde repórter (esforçado, mas ruim) a chefe de redação (não tão esforçado, nem tão bom). Bom mesmo, ou pelo menos mediano, acho que só como copidesque, no legendário tempo dos copidesques e seus desafios himalaicos, tais como botar em meia lauda o essencial de uma conferência de duas horas — não tenho muita saudade.
E editorialista, creio que razoável.
Mas o pouco brilho de minha carreira não impediu que tenha vivido praticamente todo tipo de situação por que pode passar a imprensa em geral e um seu órgão em particular. Ou seja, assim ou assado, manjo jornal, o mundo jornalístico e seus valores, conheço suas boas qualidades e seus defeitos e acompanho a imprensa brasileira há mais de meio século.
Devia estar acostumado, portanto, a essa perpétua conversa de que o culpado pelo que de mau acontece é a imprensa, um absurdo tão patente que já deveria ter caído em desuso.
Mas não caiu. Pelo contrário, rebrota como as cabeças da hidra de Lerna e chego a pensar numa das muitas ironias que todo o tempo nos exibem seu sorriso sarcástico: a imprensa nunca vai deixar de ser essencial aos governantes, notadamente os incompetentes e corruptos, porque sem ela não haveria em quem pôr a culpa dos desmandos, malfeitorias, burrices e simples e puros crimes por eles cometidos e pela imprensa denunciados.
Responsabilizar a imprensa, por si só, já mostra desdém pela inteligência de quem ouve ou lê. “Explicação” tão cediça, mentirosa e evasiva já bem que podia ter sido substituída por outra um tantinho mais elaborada. Mas eles capricham.
Vejam só o Gabeira, que é também jornalista, mas deve ter tido um pequeno branco na semana passada.
Segundo li, ele disse que a imprensa estava agora atacando a Câmara de Deputados porque esta não é grande anunciante. Ou seja, parece ter deixado implícito que, se a Câmara de Deputados fosse grande anunciante, este jornal, por exemplo, não publicaria esta e outras colunas. Tudo bem, a tal acha ele que se resume a filosofia editorial de um jornal sério, tudo bem, cada um pensa o que quer, diz o que quer e esquece o que quer. E cospe no prato, quando manda a feia necessidade.
Mas o que me surpreendeu mesmo, nessa do Gabeira, foi ele ter contado uma história, na qual revela que acha que nós é muitíssimo mais burro do que nós é. Disse que, quando veio à frente e revelou que também era agente de viagens, como tantos de seus colegas, arranhou sua imagem política espontaneamente.
Quem engoliu essa deve filiar-se de pronto ao Alimárias Anônimas mais próximo de sua casa. Claro que o verdadeiro arranhão aconteceria se ele não se antecipasse à revelação, que viria mais cedo ou mais tarde. Aí é que seria chato mesmo e ele, astutamente, se antecipou para eludir o constrangimento, mas acha que pode tapear a gente com outra conversa. Quer dizer, esse negócio de ter certeza de que todo mundo aqui é cretino ou fronteiriço deve ser um vírus que dá lá no Congresso e que acabou pegando o Gabeira também.
Essa patologia acabrunhante já se tinha manifestado antes em declarações do presidente da Câmara, tais como a de que meteram a mão nas passagens até para viagens galantes porque “não havia regras claras”. Seria de esperar que, não havendo regras claras para a utilização de uma vantagem, o homem público escrupuloso se afastasse dessa vantagem. Mas não, aqui isso justifica o uso e o abuso. Talvez, para que haja regras bem claras onde se diz que circulam tantos ladrões, seja melhor colar etiquetas em tudo: “Não pode levar este microfone para dar à banda de rock de seu filho”; “não pode pegar as cadeiras para mobiliar o sítio”; “os talheres são da casa”; “o papel higiênico é para uso exclusivo no local”; “tire a mão daí”, etc. etc.
Disse também o presidente da Câmara que nem todos os deputados são responsáveis por irregularidades ou falcatruas, e não se devem misturar alhos com bugalhos. Ninguém discorda, não se devem misturar alhos com bugalhos, mas quando os próprios alhos se misturam mais com os bugalhos do que clara e gema num ovo mexido, como é que se faz? Por que os alhos, a quem compete essa função e não aos governados, não se livram dos bugalhos, por que os protegem e coonestam? A mistura atingiu o ponto de não-retorno? E chega também desse papo besta, que tem enchido o país de ensaístas políticos que nunca leram o bêaacute;-bá de teoria política nenhuma, com essa conversa de que é irresponsável falar mal do Congresso, porque sem Congresso não pode haver democracia.
Verdade meio discutível (sem imprensa livre, inclusive internet, é que hoje não acredito em democracia), mas vamos dar de barato, para não bater boca com quem está por fora até dos fundamentos e nem distingue Estado de Governo, como já peguei muitos. Tudo bem, mas Congresso de merda também não é indício nenhum de existência de democracia, pois perguntem se a Coreia do Norte não tem lá o seu Congresso, assim como teve e tem a maioria das ditaduras. Então, em nome da preservação da Democracia, protege-se um congresso inepto, incapaz, omisso e malquisto e fecham-se os olhos a seus escândalos? Óbvio que um Congresso assim é que é o coveiro da democracia representativa e não os que procuram, por meios lícitos, corrigir seu curso desastroso e, a longo prazo, catastrófico. Quem faz o que faz é ele, não a imprensa, e o inimigo dele é ele, não a imprensa.
Aliás, historicamente, a maior parte da imprensa brasileira tem defendido as instituições democráticas, nas circunstâncias e visão de cada época.
Grande parte dos políticos hoje estabelecidos, em qualquer nível, esquece o muito que deve à existência de uma imprensa livre. A qual, aliás, não esquenta demais com isso, porque sabe que dor de barriga não dá uma vez só.
Meu primeiro emprego foi em redação de jornal e, no dia a dia da imprensa, já fui desde repórter (esforçado, mas ruim) a chefe de redação (não tão esforçado, nem tão bom). Bom mesmo, ou pelo menos mediano, acho que só como copidesque, no legendário tempo dos copidesques e seus desafios himalaicos, tais como botar em meia lauda o essencial de uma conferência de duas horas — não tenho muita saudade.
E editorialista, creio que razoável.
Mas o pouco brilho de minha carreira não impediu que tenha vivido praticamente todo tipo de situação por que pode passar a imprensa em geral e um seu órgão em particular. Ou seja, assim ou assado, manjo jornal, o mundo jornalístico e seus valores, conheço suas boas qualidades e seus defeitos e acompanho a imprensa brasileira há mais de meio século.
Devia estar acostumado, portanto, a essa perpétua conversa de que o culpado pelo que de mau acontece é a imprensa, um absurdo tão patente que já deveria ter caído em desuso.
Mas não caiu. Pelo contrário, rebrota como as cabeças da hidra de Lerna e chego a pensar numa das muitas ironias que todo o tempo nos exibem seu sorriso sarcástico: a imprensa nunca vai deixar de ser essencial aos governantes, notadamente os incompetentes e corruptos, porque sem ela não haveria em quem pôr a culpa dos desmandos, malfeitorias, burrices e simples e puros crimes por eles cometidos e pela imprensa denunciados.
Responsabilizar a imprensa, por si só, já mostra desdém pela inteligência de quem ouve ou lê. “Explicação” tão cediça, mentirosa e evasiva já bem que podia ter sido substituída por outra um tantinho mais elaborada. Mas eles capricham.
Vejam só o Gabeira, que é também jornalista, mas deve ter tido um pequeno branco na semana passada.
Segundo li, ele disse que a imprensa estava agora atacando a Câmara de Deputados porque esta não é grande anunciante. Ou seja, parece ter deixado implícito que, se a Câmara de Deputados fosse grande anunciante, este jornal, por exemplo, não publicaria esta e outras colunas. Tudo bem, a tal acha ele que se resume a filosofia editorial de um jornal sério, tudo bem, cada um pensa o que quer, diz o que quer e esquece o que quer. E cospe no prato, quando manda a feia necessidade.
Mas o que me surpreendeu mesmo, nessa do Gabeira, foi ele ter contado uma história, na qual revela que acha que nós é muitíssimo mais burro do que nós é. Disse que, quando veio à frente e revelou que também era agente de viagens, como tantos de seus colegas, arranhou sua imagem política espontaneamente.
Quem engoliu essa deve filiar-se de pronto ao Alimárias Anônimas mais próximo de sua casa. Claro que o verdadeiro arranhão aconteceria se ele não se antecipasse à revelação, que viria mais cedo ou mais tarde. Aí é que seria chato mesmo e ele, astutamente, se antecipou para eludir o constrangimento, mas acha que pode tapear a gente com outra conversa. Quer dizer, esse negócio de ter certeza de que todo mundo aqui é cretino ou fronteiriço deve ser um vírus que dá lá no Congresso e que acabou pegando o Gabeira também.
Essa patologia acabrunhante já se tinha manifestado antes em declarações do presidente da Câmara, tais como a de que meteram a mão nas passagens até para viagens galantes porque “não havia regras claras”. Seria de esperar que, não havendo regras claras para a utilização de uma vantagem, o homem público escrupuloso se afastasse dessa vantagem. Mas não, aqui isso justifica o uso e o abuso. Talvez, para que haja regras bem claras onde se diz que circulam tantos ladrões, seja melhor colar etiquetas em tudo: “Não pode levar este microfone para dar à banda de rock de seu filho”; “não pode pegar as cadeiras para mobiliar o sítio”; “os talheres são da casa”; “o papel higiênico é para uso exclusivo no local”; “tire a mão daí”, etc. etc.
Disse também o presidente da Câmara que nem todos os deputados são responsáveis por irregularidades ou falcatruas, e não se devem misturar alhos com bugalhos. Ninguém discorda, não se devem misturar alhos com bugalhos, mas quando os próprios alhos se misturam mais com os bugalhos do que clara e gema num ovo mexido, como é que se faz? Por que os alhos, a quem compete essa função e não aos governados, não se livram dos bugalhos, por que os protegem e coonestam? A mistura atingiu o ponto de não-retorno? E chega também desse papo besta, que tem enchido o país de ensaístas políticos que nunca leram o bêaacute;-bá de teoria política nenhuma, com essa conversa de que é irresponsável falar mal do Congresso, porque sem Congresso não pode haver democracia.
Verdade meio discutível (sem imprensa livre, inclusive internet, é que hoje não acredito em democracia), mas vamos dar de barato, para não bater boca com quem está por fora até dos fundamentos e nem distingue Estado de Governo, como já peguei muitos. Tudo bem, mas Congresso de merda também não é indício nenhum de existência de democracia, pois perguntem se a Coreia do Norte não tem lá o seu Congresso, assim como teve e tem a maioria das ditaduras. Então, em nome da preservação da Democracia, protege-se um congresso inepto, incapaz, omisso e malquisto e fecham-se os olhos a seus escândalos? Óbvio que um Congresso assim é que é o coveiro da democracia representativa e não os que procuram, por meios lícitos, corrigir seu curso desastroso e, a longo prazo, catastrófico. Quem faz o que faz é ele, não a imprensa, e o inimigo dele é ele, não a imprensa.
Aliás, historicamente, a maior parte da imprensa brasileira tem defendido as instituições democráticas, nas circunstâncias e visão de cada época.
Grande parte dos políticos hoje estabelecidos, em qualquer nível, esquece o muito que deve à existência de uma imprensa livre. A qual, aliás, não esquenta demais com isso, porque sabe que dor de barriga não dá uma vez só.
Os Deputados e seu destino: Miami!!!
Imagem: deputado Dagoberto Nogueira - campeão das passagens.Acordar no domingo e ler sobre a farra das passagens é muito deprimente. Não basta serem uma quadrilha de inúteis que só discutem os próprios privilégios; o que mais me impressiona é que eles se acham cheios de razão!
No caso dos desvios das passagens aéreas pagas por Câmara e Senado, o que se ouve é: há 40 anos o dinheiro ou a cota pertence ao parlamentar, para fazer o que quiser. E o que fizeram nos últimos anos foi economizar recursos próprios, bancando com dinheiro público passeios com familiares e amigos para destinos como Londres, Paris, Nova York, Milão, Madri, Roma e, principalmente, Miami.
Se alguém tinha dúvida que se tratava de um bando de novos ricos sem gosto e sem noção o destino principal não deixa dúvidas: Miami!!!! Dá para ser mais cafona?
E os argumentos?
" Ah, sou casado, os senhores querem que eu me separe?"
"Sou um cara familia..."
Quer dizer que com a grana que eles ganham roubando sem fazer nada não dá para comprar uma passagem?
Bom, estes são os governantes eleitos pelo povo. Povo este que não sabe de nada, mas é obrigado a votar. E a quem interessa que o voto seja obrigatório? Estes mesmos que adoram ir para Miami com a nossa grana e sabem que serão votados assim mesmo. E só usar um jingle legal, as cores certas e um discurso bem rasteiro e fácil de entender. Aí os caras que são obrigados a votar olham o cartaz bonitinho e votam. Saem de lá para o churrascão e o deputado para Miami. Povo e governantes se merecem.
Friday, April 24, 2009
Politicamente correto

A Apple tirou do mercado seu joguinho - 'chacoalhador de bebê' para iPhone.
Vejam a notícia:
Representantes da Apple pediram desculpas por causa de um aplicativo de seu telefone celular, o iPhone, chamado "Baby Shaker", ou "Chacoalhador de bebê".
O aplicativo mostra um bebê chorando. O objetivo do jogo era chacoalhar o telefone até "matar" o bebê.
O jogo causou revolta entre organizações e pais de bebês que morreram ou tiveram danos cerebrais após serem chacoalhados violentamente.
Alguns comentários:
1)organizações e pais de bebês que morreram ou tiveram danos cerebrais após serem chacoalhados violentamente????? Como assim?
2) Quem foi que determinou que detestar crianças é um crime contra a humanidade?
3)Nós que detestamos crianças e somos obrigados a aturar os monstrinhos gritando no restaurante, no prédio, no vizinho etc não temos então nem o direito a um joguinho para desanuviar?
4) Quero um chacoalhador de bebês já!!!!!
Thursday, April 23, 2009
Georges Rousse
Thursday, April 16, 2009
Tuesday, April 14, 2009
Monday, April 13, 2009
Somos todos iguais?

Amigos,
estava pensando em voltar a escrever aqui na Furiosa, mas Marx andou lendo meus pensamentos e já começou a trabalhar. Nestes dois anos longe do blog eu terminei o mestrado, mudei o foco dos estudos e mergulhei numa nova área. Dois anos depois, trabalho feito, estou de volta para gritar enfurecida na tentativa de impedir que este país passe da barbárie à decadência sem nenhuma escala.
O que posso dizer deste tempo que passou? Que todos os fracos de espírito agora têm a desculpa perfeita para não fazer nada? A desculpa ideal para não ler, não trabalhar, não se cultivar.
E qual seria esta desculpa? Aqueles que sempre me leram sabem a resposta: Lula e sua turma de sindicalistas ignorantes cujos únicos objetivos na vida são panção, cervejão e churrascão...
Muitas pessoas perguntavam aqui no blog ( eventualmente fora da realidade virtual também) se eu me acho melhor que os outros. Canso de repetir: se for para pensar que enquanto todos vão à praia eu destrincho Kant num domingão de sol, se enquanto todos tomam cerveja no churrasco de sábado eu estou em casa escrevendo, se todos trabalham, mal e mal, oito horas por dia e eu e vários amigos ultrapassamos 10 horas de trabalho...bem, o mínimo que eu posso dizer é que as pessoas não são tão iguais assim. Sobre o ponto de vista cultural, de esforço pessoal, eu me acho melhor mesmo.
Conheço inúmeras pessoas que só trabalham para pagar a cerveja. Vocês podem argumentar: são os necessitados. Mas não é nada disso, mesmo muitas pessoas que têm todos os recursos para fazerem o que querem preferem não fazer nada ou muito pouco em razão de suas vidas de busca de um prazer vazio e sem sentido.
Querem me dizer que com os meus anos ininterruptos de leitura, e minhas dez horas de trabalho incluindo fim de semana, eu sou igual à pessoas que nunca leram nada porque não quiseram, que adoram assistir Faustão, que acham que trabalho é bater o ponto 9 horas e sair 5 em ponto correndo para o bar e cervejão?????
E dentro desta lógica maluca estes mesmos fracos de espírito acham um absurdo que pessoas como eu ganhem mais?
A novidade agora é meter o pau nos executivos de empresas. Será que essa gente não raciocina o quanto esses caras batalharam para chegar lá?
Agora me digam, somos todos tão iguais assim???
Acho que não.
Aliás, eu sempre detestei gente igual mesmo, parece coisa de gado...
E não, não estudo sábado à tarde porque não tenho amigos, mas obrigada pela preocupação. Tenho muitos amigos e até saio bastante, minhas festas são conhecidas. Só não vivo para isso...
A Furiosa volta com força total...
Oriane
Sunday, April 12, 2009
Monday, March 09, 2009
Tudo como antes no quartel de Abrantes!

Os humanos em geral e os tupinicóides em particular ODEIAM a liberdade. Eles mesmos se encarceram na masmorra da estupidez convicta. Não sabem respirar em outra atmosfera que não seja a da opressão. Pedem, imploram por chicote e lavagem cerebral, sentem-se mal quando a porta da prisão se abre e a vastidão existencial os desafia. Tremem nas bases, mijam as calças, gemem de pavor frente à perspectiva de descobrirem e assumirem seus próprios discursos. Preferem o alheio, o do super-homem invisível que os controla como marionetes tristonhos. Sim, porque essa gente é necessariamente triste: não tem senso de humor, não tem personalidade própria, não tem condições de ficar a sós com seus pensamentos mais íntimos e delicados. Sua bússola aponta sempre o rumo da autoridade sem rosto que assola esse tipo de alma penada, os orcs - lá vem eles de novo! ... -de plantão, os que desistiram de ser gente genuína tão logo abriram os olhos para a vida. É uma pena, um desperdício total. Poderiam agir ao invés de reagir, poderiam esclarecer ao invés de confundir, poderiam amar ao invés de odiar visceralmente o tempo todo. Uma lástima, um buraco negro...O texto supradito não é a "volta dos que não foram", a Furiosa não morreu, não desistiu, apenas viajou. Ao mais, morreu de rir ao ler alguns comentários que se acumularam ao longo desses meses de ausência: puxa vida, até que enfim a petralhada descobriu este blog! É mais um para eles exercerem todas as qualidades "órquicas" descritas acima, sobretudo a indigência mental, a projeção psicótica e a violência como expressão verbal a mais corriqueira.Bem-vindos todos, os amigos e os inimigos. A Furiosa está de volta!
Imagem: figura ambígua, usada nos testes de psicologia da Gestalt. O problema é, sempre, conseguir ver...
Marx, o Groucho, e Oriane.
Monday, August 04, 2008
As escolas-serpentário de Banânia: cadê a guerra???

Diego Casagrande, no texto abaixo, denuncia o que todas as pessoas da área do "magistérico" estão carecas de saber: as escolas brasileiras tornaram-se ninhos de cobras, berçários de "orcs", incubadoras da demência infanto-juvenil que se propaga em proporções geométricas por este solo azarado. Enquanto isso, no Iraque, onde a guerra acabou - fato ignorado pela mídia verde-amarelada -, os índices de mortandade são histericamente mais baixos que os do Rio de Janeiro, um lugar esquisito em que, estranhamente, ninguém admite estar havendo um conflito bélico...
í vai o Casagrande, com a objetividade que o caracteriza:
A REVOLUÇÃO SILENCIOSA - por Diego Casagrande, jornalista.
Não espere tanques, fuzis e estado de sítio. Não espere campos de concentração e emissoras de rádio, tevê e as redações ocupadas pelos agentes da supressão das liberdades. Não espere tanques nas ruas. Não espere os oficiais do regime com uniformes verdes e estrelinha vermelha circulando nas cidades. Não espere nada diferente do que estamos vendo há pelo menos duas décadas. Não espere porque você não vai encontrar, ao menos por enquanto. A revolução comunista no Brasil já começou e não tem a face historicamente conhecida. Ela é bem diferente. É hoje silenciosa e sorrateira. Sua meta é o subdesenvolvimento. Sua meta é que não possamos decolar. Age na degradação dos princípios e do pensar das pessoas. Corrói a valoração do trabalho honesto, da pesquisa e da ordem. Para seus líderes, sociedade onde é preciso ser ordeiro não é democrática. Para seus pregadores, país onde há mais deveres do que direitos não serve. Tem que ser o contrário para que mais parasitas se nutram do Estado e de suas indenizações. Essa revolução impede as pessoas de sonharem com uma vida econômica melhor, porque quem cresce na vida, quem começa a ter mais, deixa de ser “humano” e passa a ser um capitalista safado e explorador dos outros. Ter é incompatível com o ser.Esse é o princípio que estamos presenciando. Todos têm de acreditar nesses valores deturpados que só impedem a evolução das pessoas e, por conseqüência, o despertar de um país e de um povo que deveriam estar lá na frente. Vai ser triste ver o uso político-ideológico que as escolas brasileiras farão das disciplinas de filosofia e sociologia, tornadas obrigatórias no ensino médio a partir do ano que vem. A decisão é do ministério da Educação, onde não são poucos os adoradores do regime cubano mantidos com dinheiro público. Quando a norma entrar em vigor, será uma farra para aqueles que sonham com uma sociedade cada vez menos livre, mais estatizada e onde o moderno é circular com a camiseta de um idiota totalitário como Che Guevara.A constatação que faço é simples. Hoje, mesmo sem essa malfadada determinação governamental - que é óbvio faz parte da revolução silenciosa - as crianças brasileiras já sofrem um bombardeio ideológico diário. Elas vêm sendo submetidas ao lixo pedagógico do socialismo, do mofo, do atraso, que vê no coletivismo econômico a saída para todos os males. E pouco importa que este modelo não tenha produzido uma única nação onde suas práticas melhoraram a vida da maioria da população. Ao contrário, ele sempre descamba para o genocídio ou a pobreza absoluta para quase todos.No Brasil, são as escolas os principais agentes do serviço sujo. São elas as donas da lavagem cerebral da revolução silenciosa. Há exceções, é claro, que se perdem na bruma dos simpatizantes vermelhos. Perdi a conta de quantas vezes já denunciei nos espaços que ocupo no rádio, tevê e internet, escolas caras de Porto Alegre recebendo freis betos e mantendo professores que ensinam às cabecinhas em formação que o bandido não é o que invade e destrói a produção, e sim o invadido, um facínora que “tem” e é “dono” de algo, enquanto outros nada têm. Como se houvesse relação de causa e efeito.Recebi de Bagé, interior do Rio Grande do Sul, o livro “Geografia”, obrigatório na 5ª série do primeiro grau no Colégio Salesiano Nossa Senhora Auxiliadora. Os autores são Antonio Aparecido e Hugo Montenegro. O Auxiliadora é uma escola tradicional na região, que fica em frente à praça central da cidade e onde muita gente boa se esforça para manter os filhos buscando uma educação de qualidade. Através desse livro, as crianças aprendem que propriedades grandes são de “alguns” e que assentamentos e pequenas propriedades familiares “são de todos”. Aprendem que “trabalhar livre, sem patrão” é “benefício de toda a comunidade”. Aprendem que assentamentos são “uma forma de organização mais solidária... do que nas grandes propriedades rurais”. E também aprendem a ler um enorme texto de... adivinhe quem? João Pedro Stédile, o líder do criminoso MST que há pouco tempo sugeriu o assassinato dos produtores rurais brasileiros. O mesmo líder que incentiva a invasão, destruição e o roubo do que aos outros pertence. Ele relata como funciona o movimento e se embriaga em palavras ao descrever que “meninos e meninas, a nova geração de assentados... formam filas na frente da escola, cantam o hino do Movimento dos Sem-Terra e assistem ao hasteamento da bandeira do MST”.Essa é a revolução silenciosa a que me refiro, que faz um texto lixo dentro de um livro lixo parar na mesa de crianças, cujas consciências em formação deveriam ser respeitadas. Nada mais totalitário. Nada mais antidemocrático. Serviria direitinho em uma escola de inspiração nazi-fascista.Tristes são as conseqüências. Um grupo de pais está indignado com a escola, mas não consegue se organizar minimamente para protestar e tirar essa porcaria travestida de livro didático do currículo do colégio. Alguns até reclamam, mas muitos que se tocaram da podridão travestida de ensino têm vergonha de serem vistos como diferentes. Eles não são minoria, eles não estão errados, mas sentem-se assim. A revolução silenciosa avança e o guarda de quarteirão é o medo do que possam pensar deles.O antídoto para a revolução silenciosa? Botar a boca no trombone, alertar, denunciar, fazer pensar, incomodar os agentes da Stazi silenciosa. Não há silêncio que resista ao barulho.
Imagem: Groucho, vestido a caráter, no filme Duck soup. Reparem o garbo da rapaziada!
Marx, o Groucho, em ataque de narcisismo...
Tuesday, July 22, 2008
Na mosca, com louvor...

Direto do Avolio, com autoria de Bolívar Lamounier, em entrevista ao Estadão.
Assinamos embaixo, em cima, no meio, do lado etc! A coisa maldita está no DNA de Banânia, que deve ter sido abduzido, logo após a chegada dos portugueses, e trasmutado em um código genético alienígena, programado para uma longa experiência cósmica de séculos a fio, com resultados assustadores, sendo que o maior deles é precisamente a eleição - e reeleição - do Keiser...
"Por que não debelamos a corrupção?
Porque a enxergamos por uma ótica otimista. Atribuímos tudo ao passado: à colonização, aos portugueses, à formação do País. É uma análise evolucionista. Temos a impressão de que vamos em direção a algo melhor. O que atrapalharia seriam os grilhões do passado. Isso não é necessariamente verdade. Essa leitura esconde outra premissa, o conceito do bom selvagem de Jean-Jacques Rousseau. O homem é bom, mas a sociedade o corrompe. No Brasil, a elite é ruim, mas o povo é essencialmente bom. Essa impressão é profundamente superficial. O Brasil é essencialmente corrupto. A verdade é a seguinte: nada indica que estamos a caminho de um mundo melhor. Corrupção e clientelismo não estão dando sinais de terem diminuído. Acho que estão aumentando. Quando o governo diz que temos mais informação sobre corrupção e só por isso ela aparece mais, isso soa como uma afirmação tão válida quanto qualquer outra. Só poderia aceitá-la se o governo tivesse uma lista com todos os corruptos e quanto desviaram ao longo dos tempos. No Brasil, a transgressão é generalizada e ocorre sempre por motivos econômicos. Há casos passionais, mas esses existem em qualquer sociedade e são a exceção. Estelionato, assalto, corrupção, o crime brasileiro tem causas econômicas."
Marx, o Groucho
Assinamos embaixo, em cima, no meio, do lado etc! A coisa maldita está no DNA de Banânia, que deve ter sido abduzido, logo após a chegada dos portugueses, e trasmutado em um código genético alienígena, programado para uma longa experiência cósmica de séculos a fio, com resultados assustadores, sendo que o maior deles é precisamente a eleição - e reeleição - do Keiser...
"Por que não debelamos a corrupção?
Porque a enxergamos por uma ótica otimista. Atribuímos tudo ao passado: à colonização, aos portugueses, à formação do País. É uma análise evolucionista. Temos a impressão de que vamos em direção a algo melhor. O que atrapalharia seriam os grilhões do passado. Isso não é necessariamente verdade. Essa leitura esconde outra premissa, o conceito do bom selvagem de Jean-Jacques Rousseau. O homem é bom, mas a sociedade o corrompe. No Brasil, a elite é ruim, mas o povo é essencialmente bom. Essa impressão é profundamente superficial. O Brasil é essencialmente corrupto. A verdade é a seguinte: nada indica que estamos a caminho de um mundo melhor. Corrupção e clientelismo não estão dando sinais de terem diminuído. Acho que estão aumentando. Quando o governo diz que temos mais informação sobre corrupção e só por isso ela aparece mais, isso soa como uma afirmação tão válida quanto qualquer outra. Só poderia aceitá-la se o governo tivesse uma lista com todos os corruptos e quanto desviaram ao longo dos tempos. No Brasil, a transgressão é generalizada e ocorre sempre por motivos econômicos. Há casos passionais, mas esses existem em qualquer sociedade e são a exceção. Estelionato, assalto, corrupção, o crime brasileiro tem causas econômicas."
Marx, o Groucho
Thursday, July 10, 2008
Logofobia, preguiça, Farenheit 451 e algemas: tudo a ver.

Estudar é tão bom! Aprender é tão libertador! Pena que milhões de paquidermes se dediquem furiosamente ao culto da deusa Preguiça - aquela que manda "colar" a prova do vizinho, hehehe... -, abdicando de tamanho prazer, o da busca pelo verdadeiro conhecimento.
Pois bem, o supradito preâmbulo embromativo é para dizer aos adeptos, quase sempre fanáticos, da esquerdopatia mundial que a grande falha de suas vidas está nessa ojeriza patológica aos estudos objetivos. Por que objetivos? Porque aos "subjetivos" eles se dedicam entusiasticamente. Explicando: estudos subjetivos são aqueles necessários - pragmaticamente falando - à manutenção de um conjunto de idéias mantenedoras do status quo de uma ideologia ou neurose qualquer. Por exemplo, os nazistas se dedicaram ao estudo das "raças" para fomentar o ódio aos judeus. Sob esse ângulo, a dedicação aos estudos passa a ser apenas um meio para se alcançarem determinados alvos político-ideológicos, diferentemente de um outro tipo de conhecimento, que, sendo um fim em si mesmo, espana o marasmo mental instalado a partir da estupidez discursiva gerada por subjetivismos de toda ordem. O fato é que esse embotamento racional, legítima logofobia, explica, em parte, o estado de decadência civilizatória em que nos debatemos. Os sintomas são tantos que seria enfadonho enumerá-los. Basta-nos lembrar que todo o horror instaurado pela craca do "politicamente correto" talvez seja o mais alarmante de todos.
Insistimos: na origem dessa desgraceira toda, uma imensa preguiça nos acena, sorridente, prometendo risonhos amanhãs, em que o mal-estar causado por filmes como Farenheit 451 será uma vaga, inexplicável lembrança. As massas amantes da abulia, na glória de sua infausta rebelião (lembrando, sempre, Ortega y Gasset...), terão pisoteado todo o acervo civilizatório que séculos de amor ao conhecimento autêntico - e, sobretudo, à sabedoria que ele pode proporcionar - conseguiram acumular.Enquanto isso, em Banânia, Tarso Genro cospe sofismas na TV e o povão pede mais...algemas - com metáfora, por favor!
Imagem: cena de Farenheit 451, 1966, filme de François Truffaut baseado em livro de Ray Bradbury . - sinopse aqui.
Marx, o Groucho, vestido de bombeiro...
Wednesday, July 09, 2008
Furiosamente de volta: as perguntas da hora!

O blog estava de férias, nossa fúria, não! Alguém ainda agüenta Banânia??? Alguém ainda tem paciência para suportar tanta debilidade mental??? Há cidadãos, se é que merecem tal nome, que ainda restem impassíveis diante de tanta estupidez, mediocridade, preguiça e COVARDIA na atual conjuntura bananense, em que admitem-se leis que punem a maioria pela destrambrelhação da minoria - como a lei seca que está encantando os cretinos de plantão...- e permitem-se, mais e mais, atos de um ogro estatal contra a liberdade dos indivíduos? A abdução dos neurônios terá chegado ao seu clímax? Nada mais há a fazer? A vaca foi para o brejo? Todos nós já fomos para a célebre cucuia? As urnas confirmarão tudo isso nas próximas eleições? Dantas voltou para chantagear o PT? Os PMs que trucidam criancinhas serão exemplarmente punidos? A garotinha que foi atirada pela janela terá inaugurado um novo método de controle da natalidade? Chamarão de volta FHC para controlar a inflação com um novo plano REAL? Ingrid, a eterna francesa latino-americana, voltará aos braços das FARC para comandá-las contra Uribe numa espetacular retomada do poder colombiano pelas forças "democráticas" de esquerda? Tá todo mundo no hospício??? Chamem Alfred Hitchcock, pois é muito suspense!
Respostas urgentes, sérias e eficazes para este blog! De nossa parte, a proposta é instituir a insanidade como método. Enquanto isso, tomemos Bollystolly à vera, em protesto contra a Lei Seca!
Imagem: as AbFab, dando o exemplo politicamente correto para os abestalhados de Banânia...
Marx, o Groucho, a todo vapor!
Friday, June 06, 2008
Será que este filme passará em Banânia?
Ótima dica no Resistência, esta matéria extraída do The Economist e traduzida pelo Nemerson. Resta saber se, nestas plagas abandonadas pela sorte, teremos a tranqüilidade de ver este filme nos dias do porvir. Caso consiga chegar até aqui incólume, terá o mesmo destino do filme de Andy Garcia sobre Cuba, ou seja, a rapidez de um bater de asas de borboleta, pois esse será seu tempo em cartaz nos cinemas bananosos...
Eis o texto:
"Contando a história soviética -
Um novo filme sobre os laços nazi-soviéticos.
Ter sua efígie queimada nas ruas de Moscou por gorilas nacionalistas deve contar como uma espécie de Oscar caso você seja um cineasta letão cujo objetivo é expor a cegueira da Rússia moderna em relação à história criminosa da União Soviética. A ira do protesto organizado semana passada pelo grupo Jovem Rússia em frente à embaixada da Letônia era dirigida contra Edvins Snore, cujo filme “História Soviética” é o mais poderoso antídoto já produzido contra a tentativa de se criar um passado asséptico.
O filme é emocionante, audacioso e nem um pouco condescendente. Embora comece narrando a história do assassinato de 7 milhões de ucranianos em 1933, ele não é um mero catálogo de atrocidades. O principal objetivo do filme é mostrar as conexões íntimas – filosóficas, políticas e organizacionais – entre os sistemas nazista e soviético."
Leiam o restante do texto aqui.
Imagem: assinatura do pacto entre Stalin e Hitler, conhecido como "pacto de não-agressão", ora pois, pois...
Marx, o Groucho
Friday, May 30, 2008
Temporada de caça aos embriões: Prometeu se deu bem...

É isso mesmo: está aberta a temporada de caça aos embriões. Num país como Banânia em que a lei é impecável, a polícia, íntegra e ágil, os promotores públicos, diligentes e atentos, os juízes, rigorosamente exemplares, só falta mesmo um apetitoso tráfico de embriões fazendo a festa daqueles seres gentis que sempre estão à espreita de mais uma oportunidade de ouro para auferir altos lucros às custas da burrice alheia. Uma burrice arquetípica, visceral, horrendamente incontornável, a marca de Caim, registrada há séculos, das pessoas que não conseguem ver e compreender dois palmos de história para trás de seus egos nem para a frente de seus umbigos obtusos.
Nada melhor para alavancar a liberação do aborto do que a decisão tomada ontem pelo Supremo Bestialógico, um grupo de togados dignos deste país, dignos deste pseudopresidente, dignos dessa massa debilóide que consegue a proeza de fazer do voto uma arma de suicídio coletivo, a senha para a porta de todos os abismos possíveis.
Não reclamem, não ousem remungar amanhã, quando houver a constatação de que comprar embriões fresquinhos e charmosos para as delirantes e discutíveis - repetimos, discutíveis - pesquisas com células-tronco embrionárias for um negócio mais lucrativo do que o tráfico de drogas na América Latrina.
Há uma massa enorme de gente sofredora, cheia de justa esperança, querendo isso, desejando isso, sendo iludida diariamente por isso, pela promessa de uma cura, um alívio, uma vida melhor. Eles têm todo direito de desejar que a ciência lhes acene alegremente com notícias sobre o êxito das pesquisas que serão feitas pelos novos doutores Mengele de plantão. Sim, eles têm todo o direito, sem dúvida, mas raciocinemos: será que há alguma relação entre a conquista de um mundo melhor, sempre cuidadosamente arquitetada sobre uma pilha astronômica de cadáveres, e a conquista de uma vida pessoal melhor, mais uma vez construída sobre uma outra pilha de seres com vocação para Inês de Castro, aquela célebre portuguesinha que foi rainha "sem nunca ter sido"? Entenderam? A manobra mental é a mesma: para alcançar a perfeição - privilégio da esfera divina, não é mesmo, Prometeu?... -, seja ela científica, física, social ou estética, é preciso relativizar tudo num ataque de pragmatismo delirante em que realmente qualquer meio é válido contanto que se atinja o almejado fim. No caso dos embriões, infelizmente, o fim que será atingido será exatamente o fim da picada, pois a política do lençol curto estará em voga novamente por estas plagas bananosas, uma vez que vidas serão ceifadas em nome de um progresso científico que, é claro(???), propiciará uma melhor qualidade de vida para milhões de desvalidos da sorte. Palmas para eles, os iluminados.
Que queimem no fundo do inferno de suas consciências os magistrados que não entenderam o mito de Prometeu - e que o abutre olímpico não lhes poupe um milímetro de seus preciosos fígados, sem direito à reposição celular...
Ao mais, como Banânia está cada vez mais parecida com um vaso sanitário, só nos resta desejar que o último a sair não se esqueça de dar a descarga.
Imagem: frontispício da edição de Frankenstein, de Mary Shelley, 1831: Um Prometeu moderno.
Nada melhor para alavancar a liberação do aborto do que a decisão tomada ontem pelo Supremo Bestialógico, um grupo de togados dignos deste país, dignos deste pseudopresidente, dignos dessa massa debilóide que consegue a proeza de fazer do voto uma arma de suicídio coletivo, a senha para a porta de todos os abismos possíveis.
Não reclamem, não ousem remungar amanhã, quando houver a constatação de que comprar embriões fresquinhos e charmosos para as delirantes e discutíveis - repetimos, discutíveis - pesquisas com células-tronco embrionárias for um negócio mais lucrativo do que o tráfico de drogas na América Latrina.
Há uma massa enorme de gente sofredora, cheia de justa esperança, querendo isso, desejando isso, sendo iludida diariamente por isso, pela promessa de uma cura, um alívio, uma vida melhor. Eles têm todo direito de desejar que a ciência lhes acene alegremente com notícias sobre o êxito das pesquisas que serão feitas pelos novos doutores Mengele de plantão. Sim, eles têm todo o direito, sem dúvida, mas raciocinemos: será que há alguma relação entre a conquista de um mundo melhor, sempre cuidadosamente arquitetada sobre uma pilha astronômica de cadáveres, e a conquista de uma vida pessoal melhor, mais uma vez construída sobre uma outra pilha de seres com vocação para Inês de Castro, aquela célebre portuguesinha que foi rainha "sem nunca ter sido"? Entenderam? A manobra mental é a mesma: para alcançar a perfeição - privilégio da esfera divina, não é mesmo, Prometeu?... -, seja ela científica, física, social ou estética, é preciso relativizar tudo num ataque de pragmatismo delirante em que realmente qualquer meio é válido contanto que se atinja o almejado fim. No caso dos embriões, infelizmente, o fim que será atingido será exatamente o fim da picada, pois a política do lençol curto estará em voga novamente por estas plagas bananosas, uma vez que vidas serão ceifadas em nome de um progresso científico que, é claro(???), propiciará uma melhor qualidade de vida para milhões de desvalidos da sorte. Palmas para eles, os iluminados.
Que queimem no fundo do inferno de suas consciências os magistrados que não entenderam o mito de Prometeu - e que o abutre olímpico não lhes poupe um milímetro de seus preciosos fígados, sem direito à reposição celular...
Ao mais, como Banânia está cada vez mais parecida com um vaso sanitário, só nos resta desejar que o último a sair não se esqueça de dar a descarga.
Imagem: frontispício da edição de Frankenstein, de Mary Shelley, 1831: Um Prometeu moderno.
Marx, o Groucho, furibundo, experimentando uma fantasia de Frankenstein.
Tuesday, May 27, 2008
Miscelânia de infelicidades: Jô e a CPI vadia...

Foi dada a partida para Dilminha 2010!
Depois da entrevista de ontem, ainda existem dúvidas sobre de que lado está a pseudo-inteligência de Jô Soares? Pseudo, sim, porque pessoas verdadeiramente inteligentes reconhecem o erro, o dolo e a má-fé como coisas execráveis que devem necessariamente ser denunciadas, combatidas, repudiadas. Por esse ângulo, a inteligência autêntica seria naturalmente moral e intuitivamente correta em termos de valores, algo que já se vislumbrava no antigo e mal compreendido conceito de Logos, onipresente nos "fragmentos" do filósofo pré-socrático Heráclito.
Levantar a bola para uma terrorista que hoje usufrui, às custas de um povo imbecilizado, as mordomias do poder em Banânia foi exatamente o que fez o "gordo global", sem pejo algum, já com ares de lançamento televisivo oficial, de mais uma candidatura petralha. Quem sobreviver, sem dúvida, votará...
Chamem o Carequinha!
A CPI dos cartões corporativos estertora. Alguém ainda acredita que essas estapafúrdias regras que permitem uma "maioria" - seja de que lado for - votando contra uma "minoria" funcionem para valer, proporcionando o ambiente ideal para que ocorram investigações dignas desse nome? É um asco só, ouvir o discurso dos lídimos representantes da base do governo, arrasando com as pálidas pretensões de uma oposição anêmica e jogando para escanteio qualquer possibilidade de uma cena que não seja apenas a de mais um circo idiota, anos-luz da ingenuidade e da graça de um Carequinha, e, pior, fazendo-nos a todos, os pagadores de astronômicos impostos, de patéticos palhaços. E, pelo amor de Deus, o que é aquela criatura tucana que preside essa porcaria???!!!
Marx, o Groucho
Friday, May 09, 2008
A perversão do heroísmo...

Reinaldo, estraçalhando:
"Não tenho por que desconfiar de Dilma Rousseff, certo? Se ela, como disse ao exaltar o próprio heroísmo, conseguiu, sob tortura, mentir de forma deliberada para salvar a vida dos companheiros de antes e enganar os seus algozes, não poderia, sem tortura nenhuma, fazer o mesmo para salvar os companheiros de agora e enganar os senadores da oposição? A ministra demonstrou ali ter uma têmpera de aço, certo? Acredito nela. A minha indagação é puramente lógica: o que se faz, por necessidade, sob risco de vida, não se pode fazer, também por necessidade, sem nenhuma ameaça ou perigo?"
Ai que preguiça!!! Os neurônios de Banânia estão tão comprometidos pela cachaça - et caterva - do populismo, que raciocínios sereníssimos como o supradito passam ao largo da percepção das gentes, sobretudo das gentes do nosso vergonhoso Senado... O dado relevante nessa triste estória da guerrilheira que virou ministra é, sem dúvida, sua tenacidade, sua lealdade à "causa" quadrilheira. É nessa obsessiva adesão ao idealismo de proveta marxista que mora o perigo: a perversão do heroísmo, no sentido em que todos os fins justificam os meios e dane-se quem defende o contrário. A distorção do conceito de "herói", uma vez mais, denuncia a manipulação do discurso coletivo com fins de lavagem cerebral dos néscios disponíveis por metro quadrado sob o luar deste sertão, uma turminha que, para nosso desespero sem peias, já totaliza um apavorante número, o que nos deixa à beira do abismo absoluto. Todavia, não precisaríamos realmente recorrer a tanta retórica, posto que bastaram apenas algumas horas para que as mentiras se rendessem aos fatos, só para variar...
Que coisa cansativa! Que triste país o nosso, em que psicopatas e cínicos espertalhões de todos os matizes se travestem de heróis e ninguém diz nada, só os resistentes de sempre...
Marx, o Groucho, torturando o teclado.
"Não tenho por que desconfiar de Dilma Rousseff, certo? Se ela, como disse ao exaltar o próprio heroísmo, conseguiu, sob tortura, mentir de forma deliberada para salvar a vida dos companheiros de antes e enganar os seus algozes, não poderia, sem tortura nenhuma, fazer o mesmo para salvar os companheiros de agora e enganar os senadores da oposição? A ministra demonstrou ali ter uma têmpera de aço, certo? Acredito nela. A minha indagação é puramente lógica: o que se faz, por necessidade, sob risco de vida, não se pode fazer, também por necessidade, sem nenhuma ameaça ou perigo?"
Ai que preguiça!!! Os neurônios de Banânia estão tão comprometidos pela cachaça - et caterva - do populismo, que raciocínios sereníssimos como o supradito passam ao largo da percepção das gentes, sobretudo das gentes do nosso vergonhoso Senado... O dado relevante nessa triste estória da guerrilheira que virou ministra é, sem dúvida, sua tenacidade, sua lealdade à "causa" quadrilheira. É nessa obsessiva adesão ao idealismo de proveta marxista que mora o perigo: a perversão do heroísmo, no sentido em que todos os fins justificam os meios e dane-se quem defende o contrário. A distorção do conceito de "herói", uma vez mais, denuncia a manipulação do discurso coletivo com fins de lavagem cerebral dos néscios disponíveis por metro quadrado sob o luar deste sertão, uma turminha que, para nosso desespero sem peias, já totaliza um apavorante número, o que nos deixa à beira do abismo absoluto. Todavia, não precisaríamos realmente recorrer a tanta retórica, posto que bastaram apenas algumas horas para que as mentiras se rendessem aos fatos, só para variar...
Que coisa cansativa! Que triste país o nosso, em que psicopatas e cínicos espertalhões de todos os matizes se travestem de heróis e ninguém diz nada, só os resistentes de sempre...
Marx, o Groucho, torturando o teclado.
Sunday, April 27, 2008
Ainda sobre a "desinformatzia", agora em francês...
Talvez nosso blog seja um dos poucos, em Língua Portuguesa, a insistir sobre o assunto desinformação - A Furiosa será, em breve, referência obrigatória sobre o tema, hehehe... -, mas o fato é que fica impossível abordar a catástrofe que se abate sobre Banânia, como resultado óbvio da que ronda o planeta, sem falar sobre uma das técnicas mais fundamentais de dominação ideológica já engendradas pelos totalitaristas de plantão. Se vocês fizerem uma pesquisa, encontrarão pouquíssimas informações a respeito disso, comparativamente a outros tópicos da "moda intelectual", com nome, sobrenome, local e data, digamos assim. No entanto, aqui, já informamos aos nossos fanáticos leitores que há um livro dificílimo de ser encontrado nas livrarias (na ótima Cultura, de Sampa, até o ano passado, ele podia ser encomendado. Agora, sumiu...), da autoria de Vladimir Volkoff, indispensável a quem quiser entender do riscado em pauta: Pequena história da desinformação. (post introdutório ao assunto, neste blog, aqui.).
Pois bem, aí vai mais bala na agulha, por conta da nossa obsessiva insistência: visitem este site francês - sob o título Sémantique de la désinformation -, que cita enfaticamente o nosso Volkoff, referência de leitura obrigatória quando o tema é desinformatzia, e aprendam mais detalhadamente sobre a importância crucial dessa matéria na estratégia da política revolucionária mundial.
Em suma, este é o verdadeiro "segredo de Tostines": aprofundamento dos estudos lingüísticos, especialmente na área semântica, de onde partem todas as diretrizes para uma eficaz manipulação das massas, o que podemos observar exemplarmente no seguinte trecho-aperitivo do supradito site:
"Discussion avec François-Bernard Huyghe*Par Pierre-Marc de Biasi, émission « Lexique de l’actuel » France Culture
PMB — (...) On s’y perd. François-Bernard Huyghe, que veut dire vraiment le mot “ désinformation ” ?
FBH — D’abord le sens le plus technique : ici le concept de désinformation existe bien avec un sens très précis. Dans les domaines de la cybernétique, des sciences de la communication, on parle de la désinformation comme d’un trouble de la communication : une mauvaise réception de données. En allant un peu plus loin, Watzlavick, fait des expériences en laboratoire sur la désinformation.
Paul Watzlavick, chercheur au Mental Research Institut, est considéré en France comme le chef de file de l’école de psychothérapie de Palo Alto dont les fondements sont diamétralement opposés à la psychologie traditionnelle et à la thérapie freudienne : Une logique de la communication, Seuil, 1974 ; Changements, paradoxes et psychothérapie, Seuil 1980.
Sa démarche, pragmatique, consiste à « manipuler » les patients en modifiant leur vision du monde et des autres, jusqu’à restaurer un état stable de leurs relations avec autrui et leur donner la sensation d’être guéris. Certaines écoles de commerce, y compris en France, enseignent les méthodes de Paul Watzlawick pour les appliquer aux relations commerciales et aux relations d’entreprise.Il s’agit d’étudier la réaction de cobayes, animaux ou humains, face à des expériences truquées : on propose par exemple à des sujets humains des séries de chiffres auxquelles il faut trouver un sens ; il n’y a en réalité aucun sens dans ces séries, mais si les sujets feignent d’en trouver un, et ils sont encouragés à cette fausse lecture par des récompenses. Le but est de mesurer comment le cerveau humain est capable de créer un système d’interprétation cohérent mais délirant à partir de données arbitraires et aléatoires. (...)"
PMB — (...) On s’y perd. François-Bernard Huyghe, que veut dire vraiment le mot “ désinformation ” ?
FBH — D’abord le sens le plus technique : ici le concept de désinformation existe bien avec un sens très précis. Dans les domaines de la cybernétique, des sciences de la communication, on parle de la désinformation comme d’un trouble de la communication : une mauvaise réception de données. En allant un peu plus loin, Watzlavick, fait des expériences en laboratoire sur la désinformation.
Paul Watzlavick, chercheur au Mental Research Institut, est considéré en France comme le chef de file de l’école de psychothérapie de Palo Alto dont les fondements sont diamétralement opposés à la psychologie traditionnelle et à la thérapie freudienne : Une logique de la communication, Seuil, 1974 ; Changements, paradoxes et psychothérapie, Seuil 1980.
Sa démarche, pragmatique, consiste à « manipuler » les patients en modifiant leur vision du monde et des autres, jusqu’à restaurer un état stable de leurs relations avec autrui et leur donner la sensation d’être guéris. Certaines écoles de commerce, y compris en France, enseignent les méthodes de Paul Watzlawick pour les appliquer aux relations commerciales et aux relations d’entreprise.Il s’agit d’étudier la réaction de cobayes, animaux ou humains, face à des expériences truquées : on propose par exemple à des sujets humains des séries de chiffres auxquelles il faut trouver un sens ; il n’y a en réalité aucun sens dans ces séries, mais si les sujets feignent d’en trouver un, et ils sont encouragés à cette fausse lecture par des récompenses. Le but est de mesurer comment le cerveau humain est capable de créer un système d’interprétation cohérent mais délirant à partir de données arbitraires et aléatoires. (...)"
Marx, o Groucho, comendo biscoito com Bollystolly...
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