São comuns os herdeiros que se apoderam da obra dos pais e querem se locupletar com isso. É um grande desserviço que prestam à obra do artista. Como advogada especializada na área já vi muitos herdeiros inviabilizando exposições, shows, livros etc por que querem levar uma grana cada vez maior. Trata-se quase de uma chantagem onde a gente vê claramente que o interesse não é preservar a obra, mas sim levar o seu. É muito, muito triste quando isso acontece. De todas as estórias tristes, essa foi uma das piores. Que vergonha! Meu apoio incondicional ao Dado e ao Bonfá!
Thursday, May 29, 2014
Já há muito percebo que um dos maiores perigos que a humanidade enfrenta, principalmente o Brasil, é o fundamentalismo cristão. Sendo assim, resolvi lutar contra essa aberração com unhas e dentes. A partir de hoje, além dos nossos posts sobre política irei fazer uma série de críticas contra este mal pernicioso que infesta o nosso país: a ignorância fundamentalista. Um monte de analfabetos funcionais que não conseguem interpretar um texto simples e que leem a Bíblia através de seu pastor quase tão ignorante quanto. Chega de aguentar esses ignorantes que estão se infiltrando na política e em todas as camadas da sociedade. Basta de idade média, vamos voltar já para o sec. XXI.
Wednesday, July 17, 2013
Idade das trevas é HOJE ... Voltemos à era medieval!!!
Pois é. Treva é a senhora sua genitora, ok? Chega de gente cretina, sofredores de hemorróidas cerebrais, cuspidores de clichês insuportáveis, portadores da síndrome da burrice crônica, proclamando nos jornais, na televisão e, sobretudo, nas faculdades (???), sempre com aquele sorrisinho de superioridade caduca, que a "Idade Média é a idade das trevas"! É claro que meia dúzia de pessoas normais, as que costumam se informar decentemente por amor ao conhecimento e à lucidez, já sabem que essa idéia faz parte da "desinformatzia" planetária, técnica de lavagem cerebral que encontrou solo fertilíssimo em Banânia, por motivos, atualmente, GENÉTICOS! Aliás, quem quiser se informar mais a respeito dessa tramóia totalitária é só passear pelos posts mais antigos. Muita ficha há de cair.
A partir de hoje, a Furiosa dará um tempo na "psicologia do confronto" - haja paciência... - para ficar passeando pelas plagas medievais e suas luminosidades, por pura birra com este maravilhoso mundo muderno que tanto seduz as almas desavisadas, aquelas que perderam o rumo por preguiça mental e ódio à verdade.
Comparem, agora, a rosácea da catedral gótica Notre Dame de Paris, com aquela porcaria visual chamada de "catedral metropolitana do Rio de Janeiro", um monstrengo que deveria ser implodido para a saúde arquitetônica carioca.
A seguir, o interior da Saint Chapelle. Trabalhoso, não? Vagabundos devem sentir calafrios só de olhar isto... Quanto aos deslumbrados e zarolhos, fiquem babando aquelas odes ao cimento armado, paridas por Niemeyer. Há gosto para tudo numa democracia, o que não quer dizer que não haja o mais belo e o menos belo, o melhor e o pior : o segredo é usar o sentidos e abandonar a poluição intelectual, mas isso é outra conversa - perguntem ao Fernando Pessoa...
Parece que algo se perdeu de lá para cá, não é? Não me refiro ao estilo, mas à disposição espiritual com que essa turma medieva se entregava às minúcias, aos detalhes, à grandeza de uma busca pela perfeição, ainda que sob agonias,dúvidas,limitações. É uma fibra que se perdeu, uma centelha apagada, um carvão adormecido.
A capacidade de transpor barreiras, a tenacidade aplicada ao acabamento da obra, tudo salta aos olhos de quem contempla esses monumentos góticos repletos de uma beleza indescritível, misteriosa, absolutamente transcendental. É tal disposição, acima de tudo sincera e disciplinada, que desapareceu ao longo dos séculos para atingir seu clímax apoteótico na estética tupiniquim de Banânia, o desleixo em estado puro, o desprezo pela melhor forma, a sanha pelo imediatismo barato, o abandono completo à escuridão e à barbárie.
Taí: "a idade das trevas" existe, em seu esplendor fétido, na filas do SUS, nos esgares medonhos dos mercenários do Congresso Nacional, na petulância imbecil dos gestores estatais, na falta de perspectiva de que surja uma voz inteligente discursando no Planalto, em vez dos cacarejos de uma criatura inacreditável que se julga a governante de alguma coisa, uma espécie de gárgula cabloca, sem o charme da Notre Dame por detrás, é claro, conforme a figura abaixo (a belezura está pensando seriamente em voar para Brasília e ganhar uns trocados fáceis, como se pode notar pelo aspecto compenetrado.)
Imagem: parte traseira da catedral de Notre Dame de Paris, linda , leve e solta.
CONTINUA!
Marx, o Groucho
Friday, July 12, 2013
Não estamos sós: Banânia é um hospício...
Outro texto sobre o assunto preferido deste blog: o estado "protopsicótico" de Banânia, país também conhecido como Zumbilândia no baixo Hollywood, hehehe...
Os comentários entre parêntesis, em vermelho, são nossos.
O Brasil lulopetista é um teatro do absurdo
por REYNALDO ROCHA
"O Brasil é uma peça de Ionesco. Estamos vendo uma encenação política de A Cantora Careca. É o teatro do absurdo. Os personagens pouco dizem de lógico. O absurdo é o centro da trama. Assim é o Brasil lulopetista.
Não ouvem. Quando acreditam ter ouvido, confundem o português com o búlgaro clássico. E respondem em mandarim (esse terrível sintoma denota a falência neuronal dos bananenses em todo o país.)
A plateia fica abismada com o que ouve e não entende (não entende porque a maioria da população é analfabeta funcional). Seria o teatro do absurdo elevado à enésima potência, se os autores ao menos soubessem escrever.
Queremos o fim da corrupção? Eles respondem com uma proposta de constituinte chavista.
Exigimos melhor educação? Eles propõem um plebiscito para financiarmos as campanhas de Collor e Renan. Nada mais didático.
Exigimos saúde? Eles criam o serviço civil obrigatório para que ministérios petistas aparelhados possam negociar para qual cidade mandar o médico em formação, a partir de módicas contribuições partidárias derivadas dos melhores locais. Se houver recusa, não há diploma! Assim como pilotos da FAB são obrigados a transportar renans a casamentos e esperar até de madrugada pelo fim da festa, agora serão os médicos que deverão ─ por dois anos ─ atender onde os petistocratas definirem o local.
A inconstância partidária dos políticos de aluguel nos agride? Eles propõem que deixemos com eles ─ pela lista fechada ─ a escolha de quem deve nos representar.
É ou não um absurdo? Teatro, sabemos que é.
Ionesco não era surdo. Era iconoclasta e revolucionário.
Os petistas também não são surdos. São hipócritas e desonestos.
O absurdo não os une. Um era arte, outro é somente delírio ditatorial (uma forma agressiva de desequilíbrio espiritual.)
Dilma sequer é personagem cômica. É algo indefinível. Tenta ser amável humilhando a todos. Acredita ser simpática portando-se como guarda de presídio nazista. Tem a simpatia das hienas. O carisma da personagem que entra muda em cena e sai calada. A subserviência ao dono que nem mesmo os romanos tinham com os imperadores.
Lula é um personagem à procura de um autor (sai Ionesco, entra Luigi Pirandello...). Só tem a fixação de ser menor ─ sempre ─ em relação a quem mais admira. E tem a certeza que tudo o que fizer será perdoado, como um ébrio em peça de Nelson Rodrigues.
O teatro tem palco e plateia fiel. Um tipo de espectador diferente: o que não paga para ver a peça. Recebe para bater palmas.
Nesse aspecto, mais parece plateia de desfile na Alemanha hitlerista. Só que movida a tubaína, sanduíche e algum dinheiro vivo (e público, com toda certeza...).
Os mais importantes não recebem o ajutório dentro do ônibus contratado para levar o coro dos felizes para a plateia do show. Já receberam na boca do caixa oficial.
É ou não é um absurdo? Sem nada de teatral.
Nesta quinta-feira, dia 11 de julho, veremos esta plateia pronta para aplaudir qualquer absurdo que venha a ser encenado.
E não será teatro.
É a distância do Brasil real do picadeiro barato que o lulopetismo imaginou ter transformado o Brasil. Onde, além do palco, existem palhaços na plateia.
De novo, estão errados. Ionesco era um gênio.
Lula e Dilma testam até onde vai a ignorância humana (infelizmente, ela não tem limites...).
É mesmo um absurdo! "
Fonte: blog do Augusto Nunes
Marx, o Groucho, de péssimo humor...
Wednesday, July 03, 2013
"Autômatos não criam. Só repetem."
Ótimo artigo, confirmando o que sempre frisamos aqui: as ideologias putrefatas só conseguem parir robôs, zumbis e marionetes, todos devidamente programados pela lavagem cerebral que assola o planeta...
Bando de Boçais
Por João Guilherme Ribeiro
Eu já conhecia uma biografia de Stalin, por Allan Bullock. Mas a do Nigel Cawthorne escancara. No domingo, vi o pessoal afluindo para apraça Saenz Peña, aqui no Rio. Tudo tranquilo, com faixas e cartazes com reivindicações claras e variadas. Famílias inteiras, de avós a netos.
Aí, da saída do metrô (ou seria do esgoto?), sai um bando de desclassificados, gritando "palavras de (des)ordem", aqueles slogans imbecis, mumificados, ultrapassados, podres. Deu para ver como estão por fora da realidade e vendidos ao sistema, internamente em estado de putrefação. Vendilhões sem consciência, agitando a soldo, tão corruptos quanto o próprio sistema, sem brios, sem dignidade, consciência ou um pingo de coerência.
A ligação com a trajetória do porco Stalin foi imediata. Vi um flashback do processo da ascensão daquele sistema criminoso, antítese da sociedade humana. Não interessa a reivindicação justa, não interessa o bem estar, não interessa a verdade, não interessa a justiça. Não.
Só interessa o poder. Não o poder para realizar, mas o poder pelo poder. Se eu fosse russo – com aquele etos cáustico, pessimista, até meio masoquista do Dostoievsky –, olhando aquele grupelho tão ridículo como perigoso, teria escrito um artigo intitulado "De cáftens e canibais". Apropriado, não?
Pelas páginas do livro de Cawthorne desfilam inocentes úteis e inúteis nada inocentes – miseráveis e seus manipuladores, carneiros e algozes –, num cenário brutal e teatral de mentiras, injustiças, acusações, torturas, denúncias e pretextos, onde o que menos importa é a verdade ou a sociedade.
Não li jornal no domingo. Minha caixa postal transbordava.
Hoje pela manhã, li a manchete, uma conclusão brilhante do Mantega: "para compensar as perdas (???), será necessário cortar gastos OU aumentar impostos".
Que imbecil! OU??? Que OU, cara-pálida?
É, os idiotas não entendem que somos diferentes dos personagens de seus "cases" de tomada de poder. Não perceberam que não dominam as comunicações, que um garoto, na idade do ideal, com acesso à net, não é um mujique analfabeto e supersticioso. Babacas.
O gênio saiu da garrafa e eles não perceberam. Ou, se perceberam, não têm a criatividade natural dos humanos. Claro, autômatos não criam. Só repetem.
Bando de boçais!
João Guilherme Ribeiro é empresário.
(fonte: Blog Alerta Total)
Marx, o Groucho
Saturday, June 29, 2013
Um artigo nos conformes: ignorância crônica, o grande mal de Banânia...
A situação é GRAVE. Há anos alguns resistentes denunciam o estado terminal da sociedade tupiniquim. Por conta da catástrofe iminente, passamos, Oriana e eu, um bom tempo falando em escotoma, técnica de desinformação, distorção paratáxica e outras coisinhas um tanto distantes do universo mental da massa de internautas que passeia aleatoriamente pelos blogs, buscando, mesmo que de forma inconsciente, um norte na barafunda de signos em que costuma chafurdar. Pelos comentários que pingam por aqui, dá para perceber que a dificuldade em ler e interpretar corretamente um texto já atingiu o propósito do totalitarismo mundial: 99% dos terráqueos já viraram zumbis!
Eis um artigo bem a propósito do triste panorama bananense, com um adendo terrível sobre a morte da criança boliviana.
'Cura gay': antes fosse manipulação...
Manipulação é algo sutil, inteligente, quase imperceptível. O que acontece nestas terras é diferente, está mais para uma submissão bovina a qualquer porcaria que se escreve na imprensa
Quando se pensa em manipulação pela mídia, logo se imagina um trabalho sutil de inversão dos fatos, de propaganda quase subliminar, de alteração da verdade em favor dos interesses de grupos específicos. No entanto, o que ocorre no Brasil é aterrador. Aqui, a mídia não precisa ser manipuladora, basta ser mentirosa e todo mundo repete, frenética e verozmente, o que ela divulga.
O que ocorre aqui não é manipulação, mas verdadeiro monopólio da verdade. Manipulação é algo sutil, inteligente, quase imperceptível. O que acontece nestas terras é diferente, está mais para uma submissão bovina a qualquer porcaria que se escreve na imprensa. Qualquer coisa que saia nos maiores veículos de mídia brasileiros é tido, sem qualquer contestação, sem qualquer dúvida, como certo, absolutamente.
O caso da tão reclamada "cura gay" é mais que um símbolo, mas um exemplo perfeito de como, no Brasil, não há informação, mas apenas divulgação do que interessa para alguns grupos. E pior, um exemplo de como tudo o que aqui é veiculado pela mídia assume, imediatamente, ares de verdade eterna.
A começar pelo termo "cura gay". Todos (isso mesmo, todos!) os jornais, revistas e portais de internet conhecidos que falaram sobre o projeto de lei que tramita perante a Comissão de Direitos Humanos usaram essa expressão. Por ela, o que se entende, automaticamente, é que a proposta era a da permissão para os psicólogos praticarem uma espécie de curandeirismo, livrando homossexuais de sua patologia.
Ora, por que usar o termo "cura gay", se o projeto apenas retira algumas proibições que o Conselho de Psicologia havia imposto aos psicólogos que tratavam homossexuais que os procuravam com seus conflitos? A resposta é óbvia: causar repulsa no leitor em relação ao projeto.
Ao ler que a lei permitiria que os homossexuais fossem curados, imediatamente o leitor identificaria um preconceito, pois logo pensaria: um homossexual não é um doente.
E como o brasileiro não lê nada mesmo, não verifica nenhuma informação, o que vimos foi uma disseminação de "pensantes inconformados" por causa da suposta homofobia de um pastor, que além de não ser autor do projeto, não tinha direito a voto na comissão.
Se a burrice fosse algo restrito à massa, já estaríamos condenados como nação. Porém, quando burrice igual se encontra numa elite considerada intelectual, então podemos afirmar que essa nação já sofreu sua execução e já vive seu próprio inferno.
E foi isso que vimos por aqui, neste caso. Foram artistas, jornalistas, escritores, filósofos e palpiteiros profissionais que trataram o projeto, sem qualquer pudor, como algo que, pelo furor como se manifestavam, parecia que obrigaria a todos os homossexuais a dirigirem-se a algum campo de concentração evangélico para serem submetidos a alguma espécie de lobotomia “homofóbica”.
No entanto, para qualquer pessoa minimamente responsável, bastava, em 3 cliques no computador, acessar o site da Câmara dos Deputados e verificar que o projeto não tinha qualquer proposta positiva, mas, simplesmente, retirava uma proibição emitida pelo Conselho de Psicologia, que impedia que psicólogos tratassem homossexuais que estivessem em conflito com sua escolha.
E o alvo maior das reclamações, obviamente, foi o pastor Marco Feliciano. Tido como que por um Hitler protestante, a imagem que tentaram passar dele foi a de um líder maligno que comanda um grupo que tem como praticamente único objetivo curar todos os gays de suas enfermidades.
No entanto, não percebem o quanto essa afirmação é contraditória. Isso porque nenhum pastor ou padre pode entender o homossexualismo como uma doença, meramente. A Bíblia, e nisso se inclui a Igreja, tem, há uns 5 mil anos, a relação homossexual como pecado. Se é pecado, então não pode ser doença. Se um ministro cristão tratar o homossexualismo como doença estará impedido, consequentemente, de condenar o praticante do ato ao fogo do inferno.
Se fosse assim, Feliciano deveria ser louvado pelos gays. Seria o primeiro pastor protestante conhecido a livrar a homossexualidade da condenação eterna!
O irônico disso tudo é que, há não muito tempo, eram os próprios experts da saúde que tinham o homossexualismo como enfermidade reconhecida. Foi apenas em 17 de maio de 1990, ou seja, há meros 23 anos, que a OMS retirou o homossexualismo da lista internacional de doenças.
De repente, o jogo vira. Os que condenavam o homossexualismo à patologia, agora se colocam como os defensores de sua normalidade e aqueles que o tinham como algo absolutamente normal, corriqueiro e não mais do que pecaminoso são colocados como os que querem afirmar sua anormalidade.
Mas tudo isso poderia ser evitado com o mínimo de interesse, de bom senso e de estudo. Não, não era necessário que as pessoas fossem intelectuais ou profissionais da área. Bastava, além de alfabetização, uma lidinha rápida na Wikipedia e na Bíblia para saber que o que a imprensa estava divulgando tinha alguma coisa de errado.
Se você está lendo este artigo, que fique uma lição em sua mente: não confie jamais nos órgãos de imprensa brasileiros.
* * *
O Brasil acabou
Após dentistas queimados e agora esse menino de cinco anos assassinado nos braços de sua mãe, não tenho mais nenhuma dúvida: nossa sociedade brasileira chegou ao fim.
Podem dizer que não é bem assim, que ainda há esperanças. Mas não, não há.
Há algum tempo falo para meus amigos mais íntimos que o Brasil tinha afundado de vez, e agora muitos deles começam a me dar razão.
Sem nenhum exagero, apenas neste mês de junho, tive, entre amigos mais próximos e familiares, dez (isso mesmo, dez!) casos de assaltos e furtos. Num desses, minha esposa e minha sogra ficaram três horas reféns de um bandido (graças a Deus, sem qualquer violência física).
Isso tudo aconteceu em Santos (SP), cidade que sempre gabou-se de certa tranquilidade e segurança.
Não estou falando isso levado pela emoção. Já vinha ensaiando este comentário há algum tempo. Esse caso do menino boliviano, porém, me veio como um sinal derradeiro de que realmente não dá mais para ter esperanças.
Infelizmente, o brasileiro está cego por causa de sua própria burrice. Trevas, simbolicamente, significam ignorância. E é isso que se tornou o Brasil: um lugar tenebroso.
Perdoem-me o tom soturno, mas acreditem, não consegui expressar toda a indignação, revolta e desesperança que sinto em relação a este país, que não é mais meu, nem seu, mas de criminosos.
Escrito por Fabio Blanco, advogado e teólogo, em 28/6/13.
Imagem: brasileiro com horror à visão correta...
Marx, o Groucho
Tuesday, June 25, 2013
Voltamos na hora do pesadelo !!!
No meio da confusão das ruas, da baderna do governo, da pane mental - a de sempre... - das pessoas que já foram abduzidas e ignoram isso, eis que voltam ao cenário virtual os textos de Marx, o Groucho, e Oriana, a desaforada. Nunca fomos embora porque gostamos de soltar o verbo, o nome, a preposição e outras categorias gramaticais menos votadas.
O caos atual nos fascina, a cereja do bolo que vinha sendo assado pela petralhada e seus asseclas (uma guinada mais radical na política deste pobre paiseco) nos convoca para dar mais palpites proféticos neste nobre espaco. Sim, pois basta dar uma olhada nas velhas postagens para ver claramente para onde ia o andar da carruagem tupiniquim: surto coletivo em direção ao totalitarismo escancarado, o plano dos velhos psicopatas de priscas eras... Vamos ver, agora, como dizia minha avo, quem tem garrafas para vender!
Imagem: Edna e Patsy procurando Dilma na Arena de Braslia e, depois, correndo na passeata de Botucatu!
Marx, o Groucho, veloz e furioso...
Cleptocracia: a festa dos zumbis e das hienas...
Roubo da direita para a esquerda e vice-versa. De cima abaixo e vice-versa.
A exceção virou regra, tomou de assalto a razão - a boa e velha herdeira do logos -, pintou um quadro medonho que se rotula por aí de… Brasil, vulgo Banânia, nomenclatura válida apenas para os pouquíssimos vacinados contra o vírus da loucura coletiva, doença conhecida, desde a Bíblia, por "síndrome de legião".
Intróito sombrio? Não, constatação dos horrendos fatos em desfile diário nos meios de informação, mas sobretudo conclusão óbvia de meia dúzia de raciocínios nada sutis. Sim, nem democracia nem porcaria nenhuma, vivemos a plenitude de uma CLEPTOCRACIA. Essa é a origem de tudo, para além de ideologias vagabundas, dos delírios dos desavisados, dos sistemas econômicos, de todas as tentativas pífias de explicação da realidade vigente. Banânia hoje é o paraíso dos dementes de carteirinha, dos idiotas crônicos, de uma gente sem rumo, exceto no que se refere à chave de algum cofre recheado de grana. A visão de alguma carteira recheada, a perspectiva de alguma negociata rentável, tudo é motivação para os preguiçosos, os incompetentes, os invejosos, os que sobrevivem como vampiros do esforço alheio, da criatividade de algum ser saudável que ainda resiste à contaminação epidêmica, à voracidade da ignorância programada.
A outrora promissora nação brasileira descansa - segundo a profética recomendação contida na letra do próprio hino nacional… - em um berço de inconsciência profunda, uma doença letal que tem transformado todas as pessoas em seres ocos, insensíveis, hienas que se aglomeram em bandos cada vez mais poderosos, quadrilhas cujos tentáculos já tomaram todos os poderes da república com tamanha desenvoltura e naturalidade que praticamente nenhum indivíduo consegue mais identificar um reles trigo em meio a tanto joio. Assim, o que era despautério ontem é a risonha normalidade de amanhã.
Os sintomas estão todos à flor da pele, despudorados, claros como água, mas invisíveis aos olhos que não vêem, aos ouvidos que não escutam, aos cérebros que não raciocinam mais, só reagem aos instintos mais básicos, mais animalescos: hienas comem carcaças e zumbis não têm alma.
Marx, o Groucho, depois de longo e tenebroso inverno...
Monday, April 11, 2011
Dá-lhe Oriana! Um artigo no rastro do seu...
Lá vai bala - literalmente? -, na forma de um artigo que vai ao encontro (e não "de encontro a", OK, meninos e meninas?) do texto de Oriana sobre o assunto "desarmemos o cidadão idiota e deixemos os marginais dando gargalhadas..."
Ei-lo:
FELIPE MOURA BRASIl
O impossível é que o desarmamento das pessoas de bem tivesse alterado o resultado da tragédia. O único efeito do desarmamento, ao contrário, seria deixar o caminho aberto para as próximas.
Eu antecipei no Twitter: "Massacre no Rio será usado por militantes do desarmamento. Não se engane! Eles querem só bandidos e psicopatas armados". Eram 13 horas. Dali a pouco, o ex-policial Rodrigo Pimentel já falava na TV em "retirar armas da rua". Depois vieram "especialistas". Jornalistas. Ministro da Justiça. José Sarney. Todo o front do atraso nacional querendo a nossa família tão indefesa quanto as crianças na escola de Realengo.
Como eu sabia? Ora. A única coisa que não se atrasa no Brasil é o atraso. Ele sempre chega na hora. Às vezes, até se adianta. Mas atrasar? Nunca! Um drama comove o país e lá está ele: pontual, previsível, irremediável - com o mesmo kit de ideias retrógradas, argumentos chinfrins e omissões providenciais já tantas vezes desmoralizado em outros lugares e épocas. Dilma Rousseff alegou ainda que o massacre "não é característica nossa". Nossa característica, eu dizia no artigo anterior, é sermos assassinados aos pouquinhos e espaçadamente, sem reparar na soma total. Matemática não é o nosso forte. Entre 65 países, tiramos o 57º lugar.Para justificar a eficácia do desarmamento, Pimentel sacou as palavrinhas mágicas da persuasão contemporânea: "Está provado. É científico!". Nem precisou mostrar o estudo comprobatório, ou explicar por que bandidos e psicopatas devolveriam suas armas. Vai ver assistiu aos filmes do Michael Moore e acreditou. Nos Estados Unidos, o que é "científico", na verdade, é justamente o contrário. Segundo o estudo dos economistas John Lott e Bill Landes, "de 1977 a 1999, os estados que adotaram leis que permitiam o porte livre de armas apresentaram uma queda de 60% nos ataques contra indivíduos e uma queda de 78% nas mortes em consequência de tais ataques". Os motivos? Tanto o temor de uma reação pode dissuadir um criminoso quanto a presença de alguém armado pode interrompê-lo. E a maioria dos americanos sabe que nem sempre há tempo para esperar pela polícia.
Na imprensa e na internet, o Brasil inteiro comparou a tragédia no Rio às Columbines americanas. Prontamente, os jornais publicaram uma listinha de episódios similares. Mas e quanto aos massacres que não chegaram a acontecer? Ninguém vai publicar? É uma desfeita com os dois estudantes que, em 2002, na Virginia, pegaram suas armas no carro para neutralizar um colega atirador; com o policial de folga, porém armado, que levava sua filha à escola no dia em que um aluno resolveu matar os outros em Santee, em 2001; com o dono de um restaurante em Edinboro, que, em 1998, usou sua arma para render o aluno que matara um professor e ferira mais três; com o diretor que também pegou sua arma no carro para apontar a um estudante homicida em Pearl, em 1997. E por aí vai (sem contar episódios em casas, restaurantes etc.). Em vez de 12 mortos até a chegada da polícia, como em Realengo, cada um desses teve no máximo três. A propósito: três são menos que doze.
Mas, assim como criminosos não seguem leis e psicopatas não precisam de motivações, esquerdistas dispensam a realidade e criam suas próprias relações de causa e efeito. Se o porte de armas no Brasil dos 26 mortos por 100 mil habitantes fosse tão comum quanto nos Estados Unidos dos 6 mortos por 100 mil, nada garante, de fato, que o massacre teria sido evitado ou interrompido, embora isto fosse, ao menos, possível. O impossível é que o desarmamento das pessoas de bem tivesse alterado o resultado da tragédia. O único efeito do desarmamento, ao contrário, seria deixar o caminho aberto para as próximas. (Para FARC, PCC, Comando Vermelho, ADA, atiradores escolares etc.) Sem prender bandidos, sem vigiar fronteiras, sem combater o tráfico, sem investir em cadeias e manicômios, o governo já nos trouxe a "pacificação". Agora, só pede que entreguemos nossas armas.
Um dos avisos mais comuns nos jardins das casas e mansões americanas é o de "Armed response" - o primo sarado do tradicional "Cuidado com o cão". Aqui, a depender de Rodrigo Pimentel, José Sarney, e do Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, você já tem todo o direito de escolher o seu: "Roube sem bater", "Mate após o café" ou "Estupre devagar, que é mais gostoso".
Imagem: modelitos para usar contra a Jihad que se instalou no Rio!
Marx, o Groucho, azeitando a armadura medieval ao cair da tarde...
Sunday, April 10, 2011
Desarmamento e outras mesmices
Imaginei quanto tempo os chatos do Viva Rio iam demorar para tentar aparecer as custas da tragédia alheia. A conversa é sempre a mesma: desarmar a população, e quando digo desarmar é desarmar os cidadãos de bem, as armas registradas. Porque as armas dos bandidos, que não são registradas, que entram no Brasil por leniência e corrupção do Estado, essas não serão removidas. Quando se fala em desarmamento estamos falando do cidadão que nunca fez nada de errado, mas antes de tudo estamos falando do Estado roubando mais um pouco da nossa liberdade individual para compensar a sua incompetência. Algo mais ou menos assim: não conseguimos prender os bandidos, então vamos fazer uma ação espetaculosa de desarmamento. E para aqueles que vão argumentar que o assassino não tinha antecedentes, logo poderia ter uma arma legal ( o que não era o caso!) eu digo: nossa sociedade, não só o Estado, estimula a exclusão, de forma cruel, daquele que não se comporta como a massa. Digamos que numa escola de pais moderninhos, daqueles que acham que lula é um ungido e que assaltante é de esquerda e assaltado de direita, um menino declare não gostar do Lula, prefere, digamos, o ACM (que Deus o tenha). Os coleguinhas vão reagir como se ele fosse um lunático e tratá-lo como tal. Ok, esse tipo de comportamento vai bem além da política, mas ele é exemplo do mesmo discurso comum que agora aponto: o uso da falácia ad populum - todos pensam dessa forma e se você pensa diferente você só pode estar errado. E se está errado é preciso convencê-lo a mudar de opinião ou excluí-lo.
Não gosto de armas em casa e nem vejo motivo para tê-las, embora tenha treinado artes marciais por anos. Mas simplesmente não admito a intervenção do Estado em minhas escolhas pessoais e mais do que tudo não permito ser nivelada por baixo. Porque quando o Estado me proibe de ter armas ele me nivela por baixo, lá ao lado do meliante que não se importa nem um pouco de matar para se dar bem.
Ninguém merece isso. O que realmente queremos é um Estado que cumpra com suas obrigações e que não se meta em minha vida, e mais: que consiga fazer seu trabalho com eficiência me cobrando o mínimo possível. Nem mais nem menos do que pedimos para uma empresa ou prestadora de serviços competente!!!
Oriana
Não gosto de armas em casa e nem vejo motivo para tê-las, embora tenha treinado artes marciais por anos. Mas simplesmente não admito a intervenção do Estado em minhas escolhas pessoais e mais do que tudo não permito ser nivelada por baixo. Porque quando o Estado me proibe de ter armas ele me nivela por baixo, lá ao lado do meliante que não se importa nem um pouco de matar para se dar bem.
Ninguém merece isso. O que realmente queremos é um Estado que cumpra com suas obrigações e que não se meta em minha vida, e mais: que consiga fazer seu trabalho com eficiência me cobrando o mínimo possível. Nem mais nem menos do que pedimos para uma empresa ou prestadora de serviços competente!!!
Oriana
Tuesday, April 05, 2011
Falácias e a estranha liberdade de apreciar aqueles que não amamos
a quem ousar criticar o filme de Leni Riefenstahl por suas lamentáveis escolhas em vida só tenho uma coisa a dizer: não repitam seu erro...
ps: para os pouco rápidos: falácia ad hominem: um Argumentum ad hominem (latim, argumento contra a pessoa) é uma falácia, ou erro de raciocínio, identificada quando alguém responde a algum argumento com uma crítica a quem fez o argumento, e não ao argumento em si ( fonte: Wiki).
Oriane
ps: para os pouco rápidos: falácia ad hominem: um Argumentum ad hominem (latim, argumento contra a pessoa) é uma falácia, ou erro de raciocínio, identificada quando alguém responde a algum argumento com uma crítica a quem fez o argumento, e não ao argumento em si ( fonte: Wiki).
Oriane
Sunday, March 27, 2011
Babacas e seus carros!!!

É a selva!!! Tem uma pequena contramão em frente a minha casa, que dá para uma esquina, onde os carros entram a toda para não perder a janela entre carros. Vi que havia um carro fazendo isso, mas atravessei achando que o babaca na contramão iria me esperar. Em vez disso, para não perder a janela entre carros ele acelerou em cima de mim. Tive que pular para trás para não ser atropelada!!! Em que mundo estamos???
Oriane
Wednesday, March 16, 2011
Notícia de hoje no jornal: MinC autoriza Maria Bethânia a captar R$ 1,3 milhão para criar blog

O quê??? 1,3 milhão????? Como assim? Com o meu, o seu, o nosso dinheiro. Para encher ainda mais os cofres dessa família que se acha a nobreza intelectual do país! Isso tudo depois da Petrobrás dar 2,3 milhões para o EmirAnta Sader fazer a "Enciclopédia da esquerda Latino Americana"(??????!!!!!!!).
Não aguento mais esses feudos de pesudo intelectuais que se acham o fino da goiabada. Por que diabos essa desgraçada não usa os burros de dinheiro que ganhou uivando em nossos ouvidos para fazer o blog dela? Aliás, para que dinheiro? Blog é de graça. Essa é a vantagem do blog: democracia com mérito, e todos sabem o quanto ambos são excludentes. Mas essa gente não se contenta em opinar sobre absolutamente tudo: agora querem fazer isso com a nossa grana.
SOME, FAMÍLIA DESGRAÇADA!!!!

O quê??? 1,3 milhão????? Como assim? Com o meu, o seu, o nosso dinheiro. Para encher ainda mais os cofres dessa família que se acha a nobreza intelectual do país! Isso tudo depois da Petrobrás dar 2,3 milhões para o EmirAnta Sader fazer a "Enciclopédia da esquerda Latino Americana"(??????!!!!!!!).
Não aguento mais esses feudos de pesudo intelectuais que se acham o fino da goiabada. Por que diabos essa desgraçada não usa os burros de dinheiro que ganhou uivando em nossos ouvidos para fazer o blog dela? Aliás, para que dinheiro? Blog é de graça. Essa é a vantagem do blog: democracia com mérito, e todos sabem o quanto ambos são excludentes. Mas essa gente não se contenta em opinar sobre absolutamente tudo: agora querem fazer isso com a nossa grana.
SOME, FAMÍLIA DESGRAÇADA!!!!
Wednesday, March 02, 2011
Mais um animal típico sem educação.
Tuesday, November 02, 2010
Petralhices em estado puro: uma ode ao escotoma geral!!!
Reconhecemos que o texto abaixo suja a estética deste blog, mas reproduzimos a porcaria para mostrar, pela milionésima vez, o espírito altruísta da "tropa de escória" que anda entupindo as veias abertas da América Latrina, setor Banânia, em escalada progressiva, há anos, com explícitos projetos de vinte aninhos de mamata - sempre vinte aninhos... - nas tetas da República. É um estado de completa falta de pudor, posto que não há mais nada a ocultar se a platéia é cega, não é mesmo? Eis aí, para os que têm problemas de leitura, um exemplo primoroso de uma ode ao escotoma geral.
Degustem o "alto nível" democrático, o uso primoroso da novilíngua orwelliana em sua forma mais esplendorosa, o tom ameaçador - eufórico-patológico - e a demonstração inequívoca do culto à barbárie descarada, todos os mimos que Banânia fez por merecer até os dias de hoje, encerradas as eleições mais debilóides já perpetradas na antropofágica taba dos tapuias (os grifos são nossos, o Português, mambembe, deles):
"Está chegando o grande dia. A vitória do projeto PT 20 Anos nas urnas é certa no próximo domingo. Todas as pesquisas já afirmam que Dilma Rousseff será eleita no dia 31/10. Apesar de todas as manobras escusas da extrema-direita católica, que primeiro tentou impor a agenda religiosa a nossa candidatura, depois tentaram caluniar e criminalizar o passado de luta da companheira Dilma e agora estão enviando emails apócrifos levantando dúvidas sobre o estado de saúde de nossa presidente eleita. Nossa militância não precisa se preocupar. Agora que garantimos o poder, nem Temer pode nos impedir de continuar nosso projeto para o Brasil.
Finalmente poderemos aprovar o Plano Nacional de Direitos Humanos do presidente Lula, e continuar avançando no sentido de democratizar a mídia e fazer a separação definitiva entre Igreja e Estado no Brasil. Com Dilma, quem estará no poder serão os nomes tradicionais da ala mais ideológica do PT. Companheiros valorosos como José Dirceu e José Genoino, ambos agora de volta à política de forma oficial, que estão na luta contra o sistema capitalista há décadas, e conhecem as experiências feitas em outros países rumo ao socialismo do século 21.
Os demotucanos que comandam SP há 3 décadas também podem se preparar. O Governo Dilma não dará sossego a eles. Estaremos nas ruas com todos os movimentos sociais, e o governo federal certamente não será tão generoso e benevolente com o Picolé de Chuchu como foi o governo Lula com seu antecessor, que agora fica desempregado indefinidamente.
Aqueles setores da Igreja Católica que se posicionaram como partido político e tentaram arrancar de nossa candidatura um compromisso com o atraso da religião também não perdem por esperar. Com a maioria nas duas casas legislativas, poderemos enfim ressucitar a CPI da pedofilia e incluir esses representantes da direita também.
É hora de comemorar o belo futuro que o Brasil escolheu nas urnas. Com Dilma, seguiremos em frente e consolidaremos o PT à frente do Brasil por mais 20 anos."
Não é uma graça de retórica bandida? Um pitéu de psicopatia em estado puro? Militância fanática é isso aí, o resto é verniz!
Lição de casa para petralhas retardados: corram atrás do significado de ode e escotoma, aqui mesmo, neste distraído blog...
Imagem: Sísifo, conhecido como "psdb" no baixo Olimpo, empurrando aquela pedra teimosa, a que não sobe nunca, devidamente vigiado por Cérbero, o mascote petralha de múltiplas cabeças!
Marx, o Groucho, vestindo-se de Jeca Tatu, já para o carnaval de 2011!
Não é uma graça de retórica bandida? Um pitéu de psicopatia em estado puro? Militância fanática é isso aí, o resto é verniz!
Lição de casa para petralhas retardados: corram atrás do significado de ode e escotoma, aqui mesmo, neste distraído blog...
Imagem: Sísifo, conhecido como "psdb" no baixo Olimpo, empurrando aquela pedra teimosa, a que não sobe nunca, devidamente vigiado por Cérbero, o mascote petralha de múltiplas cabeças!
Marx, o Groucho, vestindo-se de Jeca Tatu, já para o carnaval de 2011!
Saturday, October 30, 2010
A revolta de Emília!
A falta de raciocínio lógico é um dos desastres do nosso tempo. Eu atribuo isso a dois fatores: crise no ensino de matemática e falta de leitura. A pouca intimidade com os textos e a incapacidade de estabelecer relações entre fatores, distinguindo correlação de relação de causa e efeito, por exemplo, transformam qualquer cérebro num mingau. E tolices pavorosas vão se multiplicando.(Reinaldão, inspiradíssimo.)
Como diriam os italianos de novela, PUNTO E BASTA! Ou os cidadãos de Banânia caem das nuvens em que flutuam, na mais profunda e desastrosa inconsciência da paróquia, ou chafurdam de vez no inferno da demência totalitária que se avizinha a galope.
Há tempos não falávamos sobre o MEC, esta excrescência abominável que só funciona como cabide de emprego - mais um… - dos asseclas do atual governo, abrigando retardados, vagabundos e canalhas de todos os matizes, todos girando como mariposas bêbadas ao redor do tutu-deles-de-cada-dia. Nas horas vagas, quando não estão no recreio, eles se lembram de que sua função precípua é ajudar no controle - controle, controle, controle!!! - mental das pessoas que passam rente à palavra "educação", seja lá o que isso signifique para esses cérebros esfumaçados. Assim, volta e meia aparece mais uma travessura desse bando de desocupados crônicos.
A bola da vez agora é o ataque aos livros de Monteiro Lobato, exatamente aquele indivíduo que ousou dizer um dia: "um país de faz com homens e livros". Alguém sente, hoje, falta disso? Claro. Não temos mais homens nem temos mais livros… que prestem! Os que valem alguma coisa são censurados, afastados, demonizados, no melhor estilo 1984, de Orwell, o profeta de sempre…
Lobato é o pai de Emília, a boneca mais inteligente da literatura infantil. Num lampejo genial, o escritor paulista, em uma de suas melhores obras, a transformou no "cérebro" ambulante de Hércules, a quem ela chamava intimamente de "Lelé", em meio a mil deliciosas peripécias na Grécia Antiga: a de Péricles, a das fábulas de Esopo, a do sinistro Minotauro, entre outros personagens e figuras inesquecíveis. São textos deliciosos, cheios de informações preciosas e narrativas delirantes, regadas a pó de pirlim-pim-pim, um "must" lobatiano que assanhava a imaginação dos leitores que queriam voar em direção à aventura do conhecimento, pois a vovó da criançada do Sítio do Pica-Pau Amarelo, Dona Benta, era a mais liberal de todas as avós…
Então, em pleno século XXI, bem longe dos primeiros filósofos gregos, meia dúzia de burrocratas, travestidos de Jecas Tatus a soldo do Leviatã, todos egressos do pântano da miséria humana, resolvem censurar (Ai, que falta de imaginação!) o livro Caçadas de Pedrinho sob o pretexto absolutamente cretino de "preconceito racial", um das obsessões mais caras aos fanáticos do politicamente correto. É muito, muito cansativo aturar idiota!...
Sabe o que mais? Vão lamber sabão!!! E tenho dito!
Assinado: Emília de Rabicó!
Marx, o Groucho, relendo Os doze trabalhos de Hércules...
Mais seres racionais: outro texto e tanto...
Brasil aprova a ficha suja
Guilherme Fiúza, O Globo, 30/10/10
Seja qual for o resultado das eleições presidenciais, 2010 ficará marcado como o ano do movimento cívico que aprovou a ficha suja na política brasileira.
A opinião pública, distraída como sempre, está eufórica com a Lei da Ficha Limpa — que barra candidatos com maus antecedentes, como o lendário Jader Barbalho. Sem querer estragar a festa, é preciso dar a má notícia: Jader, Roriz e companhia são gotas no oceano diante dos métodos políticos que estão sendo aprovados, ao mesmo tempo, pela mesma opinião pública, na campanha presidencial.
A imprensa fez a sua parte. Mostrou, de forma quase didática, o jeito Dilma de governar. Não se trata de uma denúncia aqui, ou um escândalo ali. Trata-se de uma cultura. O que o Brasil viu — ou deveria ter visto — acontecer na Casa Civil ou na Receita Federal não foi uma coleção de deslizes. Foi um método de ação, um plano de governo. Sucessora de José Dirceu, afastado pelo mensalão, Dilma Rousseff trouxe Erenice Guerra. Investiu tudo nela, e promoveu sua ascensão meteórica de funcionária obscura a ministra mais importante da República.
A eficiência de Erenice é incontestável. Montou uma rede de tráfico de influência no ministério em menos de seis meses. Pode-se imaginar o que faria em quatro anos, como principal ministra de Dilma.
Ao fundo, a espionagem na Receita a serviço do comitê da candidata do PT — mesma Receita que já havia sido fustigada por Dilma, segundo a exsecretária Lina Vieira, para aliviar um processo contra o filho de Sarney. O Estado é deles. Se não fosse, qual seria a graça de pegar o poder?
As agências reguladoras, criadas justamente para despolitizar o Estado — quem foi o louco que inventou isso? —, foram retomadas pela sanha partidária. E devidamente desmoralizadas. O Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), importante referência na análise conjuntural, foi convertido em propagador de ideologia petista. Os Correios, pilar da unificação continental brasileira, mudaram de prioridade: antes da entrega de cartas, a entrega de cargos. Ali também chegou um dos tentáculos de Erenice, a fiel escudeira de Dilma e do PT.
Diante dessa colonização da máquina pública, chega a ser comovente o grito genérico do povo contra as privatizações. O brasileiro teme a alienação do patrimônio estatal. Não toquem nos nossos parasitas.
Lula tem toda a razão quando diz que não se pode reclamar de falta de liberdade de imprensa no seu governo. De fato, a imprensa mostrou a farra toda. E mostrou fartamente quem é, ou melhor, quem não é Dilma Rousseff, além de uma testa de ferro desse projeto de sucção partidária do Estado. Não viu quem não quis. E a massa de votos apontados para a madrinha de Erenice, outdoor do assalto “progressista” à coisa pública, não deixa dúvidas: a ficha suja é um sucesso no Brasil.
Lula tem toda a razão quando diz que não se pode reclamar de falta de liberdade de imprensa no seu governo. De fato, a imprensa mostrou a farra toda. E mostrou fartamente quem é, ou melhor, quem não é Dilma Rousseff, além de uma testa de ferro desse projeto de sucção partidária do Estado. Não viu quem não quis. E a massa de votos apontados para a madrinha de Erenice, outdoor do assalto “progressista” à coisa pública, não deixa dúvidas: a ficha suja é um sucesso no Brasil.
A miopia é mesmo um grande tranquilizador de consciência. O eleitor de Dilma ainda se sente à vontade para patrulhar os outros. Afinal, Dilma é Lula, e Lula é o pai dos pobres. No Rio de Janeiro, capital nacional da esquerda festiva, já brota uma certa hostilidade moral contra os que não apoiam a “presidenta”. O politicamente correto continua sendo o melhor disfarce para o intelectualmente estúpido.
Esse Brasil supostamente solidário — ficha suja e cara limpa — ama Lula pelo motivo errado. O governo que se encerra foi positivo em um aspecto crucial: garantiu a estabilidade política, com as instituições funcionando normalmente, artigo raro numa República que marcha aos trancos e barrancos. Isso se deveu em grande medida à ampla representatividade de Lula, e à sua habilidade pessoal. Esta foi a base da manutenção da estabilidade econômica — e do progresso social advindo dela — que o Brasil resolveu acreditar ser obra do governo bonzinho de um presidente pobre.
E onde brota a mistificação, como se sabe, a ignorância e a má-fé se confundem. A comparação de indicadores econômicos do último ano de Fernando Henrique com números atuais não é honesta. Circula na internet um comentário do jornalista Joelmir Beting comparando PIB, juros, inflação etc. de 2002 e 2010, como argumento para a aposta em Dilma. Uma fraude.
O governo anterior tirou a economia brasileira do pântano. Controlou a inflação, apesar da oposição do PT. Mesmo abalroado pelas duas maiores crises financeiras dos últimos 20 anos (dos Tigres Asiáticos e da Rússia), deixou as bases institucionais para o crescimento. Os indicadores de 2002 refletiam essa conjuntura de transição, além do risco Lula — que só desapareceu quando ele comprometeu-se com a política econômica de FH.
Em sua campanha, Dilma apropriou-se do feito de Pedro Malan, da foto de Norma Benguell e da assinatura de Ruth Rocha, entre outras licenças poéticas. Mas o que é genuinamente seu, até o momento, é o legado de Erenice. Cada um com a sua ficha.
GUILHERME FIÚZA é escritor.
Marx, o Groucho, tirando uma soneca...
Marx, o Groucho, tirando uma soneca...
Friday, October 29, 2010
Ah, ainda há seres racionais em Banânia!
Texto impecável!
Comparem o texto abaixo, independente do tema que ele aborda, com o discurso lulo-dilmês que os "intelequituais" de Banânia - mestres, doutores e pós-doutores de araque - tanto prezam. Trata-se de uma carta, dirigida a Reinaldo Azevedo, por uma professora de Direito da USP, Janaína Paschoal. Impecável, sobretudo, porque finalmente alguém soube explicar com clareza fulminante o que é o tal do "Estado laico", esse esotérico enunciado que tem escorrido a cântaros, nestes tempos de treva, pela baba bovina dos colunistas políticos, em sua maioria, cândidos amantes do jabá estatal.
Reparem na fluência, na coesão, no resultado convincente da argumentação empregada, que não resulta de uma boçal e histérica "vontade de poder" (ops…), mas do exercício correto das prerrogativas ensejadas pelo pensamento verdadeiramente racional e, por óbvio, honesto. Aí está a diferença fundamental entre quem se EXPRIME e quem se ESPREME...
"Caro Reinaldo,
Sou advogada e professora de Direito Penal na USP. Quando da apreensão dos folhetos contrários ao aborto, revi toda a legislação eleitoral e posso AFIRMAR categoricamente que não há qualquer dispositivo que justifique a censura sofrida pelos católicos. Também nada justifica a intervenção da Polícia Federal, ou de qualquer órgão ligado à Justiça Penal. Quando das apreensões, cheguei a enviar e-mails para alguns jornais, dando meu humilde parecer nesse sentido, mas não obtive resposta. Desenvolvi, na Faculdade, em sede de pós- graduação, a disciplina Direito Penal e Religião. Chegamos à conclusão de que os “intelectuais” confundem Estado laico com Estado ATEU. E, em termos de censura, a Igreja Católica, na atualidade, é a mais perseguida. Falo isso com tranquilidade, até por não ser católica. Neste país, temos liberdade de falar, desde que seja para concordar. Simples assim. Parabéns pelo excelente trabalho que tem feito ao Brasil. Logo mais, estarei no Largo São Francisco (do lado de fora, conforme manda a lei) para engrossar a caminhada a favor de Serra e contra tudo o que a opositora representa de atraso e ilegalidade. Abraço grande, Janaina Paschoal."
(grifos nossos)
Imagem: well... deixa pra lá, né?
Marx, o Groucho, lendo o Código Penal.
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