Saturday, June 05, 2010

Só Sherlock Holmes salva - uma ode aos achados e perdidos...


Afinal, cá estamos, parafraseando Reinaldão: o que será a "língua portuguesa achada nas ruas"?  Ora, trata-se da prima-irmã de todos "os achados nas ruas" que pululam por aí, um fenômeno extraordinário cuja causa é uma só, o altíssimo, acachapante, alarmante índice de inconsciência coletiva em Banânia, segundo o simpaticíssimo C.G.Jung, outro dos nossos patronos itinerantes.
Vamos escarafunchar o conceito pelo método dedutivo de Sherlock Holmes: de onde vêm todos esses movimentos de uma nota só, qual é a premissa que subjaz essa idéia de que a massa, também conhecida como "populacho", mediante infindáveis assembléias, convescotes, videoconferências, seminários em praça pública, palanques de sindicatos e outros lugares de igual efervescência populacional, tem o democrático poder de ditar regras, leis e, sobretudo, a gramática da pátria-mãe, ao seu bel-prazer, devidamente monitorado por meia dúzia de líderes naturalmente iluminados pelos bons propósitos ideológicos? Adivinharam! Todo poder emana do povo! Só que há um pequeno detalhe crucial, o povo, tadinho, engloba todos os homens numa dada sociedade: ladrões, assassinos, mercenários, heróis, trabalhadores dedicados, canalhas, imbecis, sofistas, algumas pessoas inteligentes, milhões de asnos e de espertos, psicopatas, indivíduos sábios, não necessariamente nessa ordem. Portanto, quando se diz que o poder emana do povo, nada está-se dizendo de concreto, é discurso ao vento, palavras ocas.
Uma das maiores falácias da paróquia "muderna" é criar a dicotomia entre povo e privilegiados, a famosa elite do nosso desvairado Keiser, como se toda a complexa esfera social pudesse se reduzir à indigência dessas duas categorias - ou classes, como querem os herdeiros daquele barbudo precursor de um dos maiores equívocos intelectuais do século XIX, o meu homônimo com furúnculos.
Para início e fim de conversa, "elite", em qualquer dicionário que ainda não esteja infiltrado de "novilinguistas", significa o melhor entre os melhores, a nata da nata, como diria a turma do Asterix. O que seria, então, a elite de uma sociedade? Não é preciso recorrer aos filósofos gregos para responder: os mais preparados, os mais moralmente intactos, os mais dotados de clarividência a respeito dos assuntos realmente significativos para a vida do grupo social e dos rumos a tomar a partir dessa consciência.
A contrapartida desse conceito é escória, que existe rotineiramente em qualquer conglomerado de seres  humanos. O que vemos há muito tempo em Banânia, entretanto, é escória, não elite,  e com as rédeas na mão - pior, com a chave do cofre... Mas... ora, ora, que coisa interessante: num golpe de retórica tipicamente dialético, podemos afirmar que o que temos por aqui é a elite da escória, pois não?
É fácil, sob essa ótica, entender o que está por detrás dos panos falaciosos das pessoas que tentam esconder a nata da escória sob o argumento-chavão de que eles todos são iguais, interessante uso daquela rançosa e onipresente embromação sobre "igualdade", que caracteriza o discurso hipnótico dos populistas locais, especialmente em ano eleitoral. Não, não são iguais, coisíssima nenhuma! Eles, na verdade, são "mais iguais do que os outros", como diria George, o rei da floresta, digo, granja!, dos "bichos revolucionários". São a nata da nata da calhordice, os pós-graduados em canalhice, os supremos cara-de-pau, os cínicos que Cícero denunciaria ao senado romano sob chuvas de oratória convincente, talvez as "petelinárias" - bem, isso não adiantaria muito por aqui, pois o cara falava latim e a platéia de hoje mal fala o tal do "português achado nas ruas". Elementar.
A tentativa de colocar todas as pessoas num mesmo patamar - digamos assim, de maus hábitos comportamentais - não passa de uma manobra verbal tosca, que atira no mesmo saco elementos que estariam em relação lógica de exclusão ou de intersecção, trocando-as convenientemente por outra, de identidade. Traduzindo diretamente para o bê-a-bá da "lógica achada nas ruas", é o mesmo que jogar a água para fora da bacia com a criança junto, primorosa analogia para mentes confusas. Trata-se de um caso escandaloso de pé-na-bunda nas diferenças, uma ode à geléia geral! Que conveniente, não é mesmo, meu caro Watson?...
Trocando em miúdos: a origem das espécies em Banânia, contrariando aquela churumela de Darwin, produziu uma nova espécie, a elite-da-escória, constituída por gente que se esconde por detrás dos mais fracos, "dusoprimido", eliminando, aos poucos, qualquer chance de sobrevivência de algo um pouquinho melhor. O sintoma mais claro dessa involução apoteótica é o estupro da língua, espelho perfeito da vagabundagem intelecto-moral que assola estas plagas.
Ó, santa ironia! Ninguém desmente melhor a teoria de Darwin do que o povo de Banânia, um apavorante caso de decadência sem apogeu, em processo aceleradíssimo. Em breve, todos perderão o polegar opositor, sem maiores alusões a mindinhos, que, metaforicamente, já perderam há tempos, distraidamente...


PS: aliás, vocês sabiam que "candidato" tem a ver com "cândida", que tem a ver com inocência, pureza, alvura? Eis aí mais um significado, dessa vez perdido, nas ruas.


Imagem1: Sherlock Holmes, chiquerésimo, procurando a lógica em Banânia.
Imagem2: Circe, a feticeira candidatíssima, batendo papo com os futuros cidadãos bananenses.


Marx, o Groucho, procurando o passaporte vencido

Thursday, June 03, 2010

Sobre o mito da isenção e outras maracutaias retóricas...



Ano de eleições, mídia assanhada. Os velhos clichês dos botequineiros profissionais - aqueles que se dedicam 24 horas ao discurso de boteco como se estivessem passeando com Aristóteles no baixo Atenas- voltam à baila, destacando-se, sempre, entre eles, a estorinha sobre "isenção". O que seria isso, segundo os hipnotizados de Banânia? Seria não ter  "lado", não ter posicionamento algum, não expressar juízo de valor sobre nada, em suma, comportar-se como uma ameba profissional estrategicamente empoleirada na lâmina do microscópio. Trata-se de uma exigência feita, especialmente, por pessoas que fazem exatamente o contrário, justo porque, no fundo, no fundo, têm... "lado"! Omitem informações, editam o que lhes convém, retiram, do contexto original, frases, palavras  soltas e imagens que, após essa dantesca cirurgia verbal, invariavelmente, assumem o significado oposto, mandando, assim, para as calendas gregas, qualquer possibilidade de um ingênuo buscador da verdade encontrá-la com facilidade. Mas...  - sabe cumé? - um gênio da comunicação assegurou aos bichos-preguiça que "não há fatos, somente versões". De preferência, as deles, é claro...

Um dos patronos desse blog, George Orwell, já tinha a perfeita noção dessa manobra espúria, denunciando-a, há décadas, tanto em A revolução dos bichos quanto em 1984, suas obras mais significativas. Na segunda,  ele cria a novilíngua (newspeak, no original), instrumento do estado totalitário - representado pelo onipresente Big Brother -  visando ao controle mental da população, cuja característica básica era a construção de um vocabulário novo, paralelo à eliminação do antigo, o que era feito por meio de sistemática desconstrução semântica, cujo resultado certeiro era uma extensa lavagem cerebral. Nesse tipo de situação, todo mundo tem um "lado só": não existe oposição, questionamentos, um discurso contraditório que "acorde" as pessoas para a análise do que acontece ao seu redor. Et voilà! Cá estamos de volta à terrinha da "isenção", a senha perfeita para ocultar… a censura! Sob a fachada de um comportamento supostamente ético - como se essa gente doentia estivesse preocupada com a importância disso -,  a turma que ama de paixão a democracia, tanto quanto os passarinhos apreciam os gatos, cala a boca dos que pensam vagamente em contestar o palavrório que pulula (êpa!) na imprensa de todos os matizes. Por que "o palavrório" e não os fatos em si? - perguntaria um filósofo alemão, daqueles bem velhinhos, sempre preocupado com os detalhes irrelevantes. Caro senhor, responderíamos, porque, por mais esquisito que pareça aos distraídos, não existem "fatos" na mídia, somente textos que deveriam narrá-los de forma honesta, numa clave denotativa. 

Tá confuso? Marx, o Groucho, explica: quando a patrulha ideológica grita, exige, cobra "isenção", ela está tentando intimidar os comentaristas que fazem uma leitura mais lógica, mais coerente sobre a narrativa dos acontecimentos que nos chegam aos olhos e ouvidos travestidos de texto jornalístico. Eis aí o ponto fundamental: a autêntica isenção reside no exercício da lógica, que não é exatamente a praia dessa gente regada à prostituição verbal, um cruzamento nada acidental de indolência macunaímica com anos de doutrinação escolar estúpida.  Ai, que preguiça…
Estamos de novo às voltas com a lógica, essa coisa impertinente, cansativa, raramente detectada em dissertações de mestrado e doutorado em Banânia! Sim, impertinente porque é o único instrumento à mão para escarafunchar o bolor das bobagens, desmascarar o visgo das mentiras, desnudar a fantasia delirante dos psicopatas. A mesma lógica que, por exemplo - uma vez que este blog não pratica a "isenção" segundo o estatuto da gafieira midiática, mas a isenção à luz dos ditames do fio de Ariadne -, encontra-se a mil anos-luz da fala alucinógena, misto de papagaio-de-pirata e sonambulismo gagá, da musa daqueles que Orwell, se vivo fosse, arrolaria na classe dos "isentos que seriam mais isentos do que os outros", a imbatível Miss Anacoluto! 

Num capítulo próximo, o fabuloso método de se atirar fora a água da bacia com a criança junto, hehehe...
Imagem: "isentos" fuzilando os do lado de lá...

Marx, o Groucho.


Tuesday, May 25, 2010

Chamem o Neimar e o Ganso - ou a arte de traduzir o impossível!


Direto do blog do Augusto Nunes:


"Se só Celso Arnaldo consegue decifrar o dilmês, traduzir para o inglês o que diz Dilma Rousseff é mais complicado que marcar, sozinho, o ataque inteiro do Santos. Se soubesse disso, a angolana escalada para a missão impossível teria pedido demissão antes da chegada a Nova York da sucessora que Lula inventou. Acompanhe o calvário da tradutora do Discurso sobre o Nada, resumido por Celso Arnaldo:
Eu cantei a bola. O tradutor de Dilma em Nova York seria levado à loucura ao perceber, já nas primeiras palavras, que a simultaneidade da tradução é uma impossibilidade humana na compreensão e na versão da fala de Dilma para qualquer idioma.
Dito e feito. Leio na Folha que a coletiva de imprensa no New York Palace teve problemas de tradução. O problema é Dilma — mas, em respeito à convidada, culparam o mensageiro.
A primeira parte de sua entrevista foi traduzida por um homem. Os tradutores simultâneos, não sei se todos sabem, têm normas rígidas de trabalho – não podem atuar mais do que duas horas seguidas, porque é uma das três mais estressantes atividades do mundo, dizem os especialistas.
No caso de discurso ou entrevista de Dilma, o tempo máximo de trabalho contínuo deve ser reduzido ao prazo de meia hora, estourando – findo o qual, o coitado é levado ao pronto-socorro mais próximo, com estafa galopante, olhos em midríase, pulso acelerado, delírios trêmulos, um quadro, enfim, de overdose.
Efetivamente, esse primeiro tradutor pediu para sair depois de meia hora. Saiu cambaleando e precisou de ajuda para não desabar, sendo levado ao serviço médico da casa.
Entra em cena uma mulher, a angolana Marísia Lauré, que fala 12 línguas e domina o Inglês e o Português como Shakespeare e Camões. Ninguém melhor do que uma mulher para entender a alma e a fala de Dilma, certo? Errado.
Já nas primeiras frases, Marísia entrou em pane. Quando Dilma, discorrendo sobre o Banco Central, mencionou a expressão “autonomia operacional”, a tradutora, já em transe, esqueceu o “operacional”. Dilma percebeu, parou e, numa língua que remotamente lembrava o inglês, corrigiu: “Opereichional autônomi”.
E veio à tona a repressora Dilma: “Eu peço para você traduzir literalmente, porque é complicado”.
Sim, é complicado. Dilma é mais complicada ainda. Ela passou a falar sobre privatizações e as empresas que devem permanecer públicas, como Petrobras, Eletrobras, bancos públicos. A tradutora esperou que a convidada concluísse a frase para traduzir. Ao final, Dilma conferiu com a platéia: “Não faltou da Petrobras?”. Não, não tinha faltado.
Na frase seguinte, Dilma ouviu o início da tradução e, achando que havia mais um erro, interrompeu Marísia. “No, no,no. Yes, yes, yes”, emendou, ao se dar conta de que a frase traduzida estava correta, arrancando risos da plateia atônita. E emendou: “Eu prefiro que você copie e faça porque se não eu vou quebrar meu raciocínio todo, tá bom?”
Tava mais ou menos bom, porque a esta altura Marísia estava quase desmaiando com o raciocínio quebrado de Dilma. Preferiria estar traduzindo, sob chibatadas, o ditador King Jong-il em coreano – idioma que ela não domina.
Na pergunta seguinte, a angolana trocou “redução da dívida” por “redução de impostos”. Dilma a interrompeu novamente.
“Copia, minha santa, eu vou falar”.
Nesse momento, a organização trouxe de volta o tradutor anterior – que, segundo testemunhas, entrou no palco empurrado. Chegaram a ver o brilho de uma lâmina em suas costas – mas a informação ainda carece de confirmação.
E a coisa foi indo, aos trancos e barrancos, como qualquer fala de Dilma, traduzida para qualquer idioma, mas sobretudo no original, em português.
Ao final da coletiva, Maurísia e Dilma se abraçaram. A tradutora, ainda com o olhar perdido, esgazeado, pediu desculpas e atribuiu o engano ao excesso de trabalho – de fato, cinco minutos traduzindo Dilma equivalem aos seis anos que Champollion gastou decifrando a Pedra da Rosetta.
“Você trabalha muito bem”, disse Dilma, comprovando, mais uma vez, que mentir é sua melhor tradução.
Apenas uma dúvida: como verter “minha santa” para o Português? My Saint, por acaso?"

Acessando na fonte: http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/direto-ao-ponto/o-martirio-da-tradutora-do-discurso-sobre-o-nada/

Marx, o Groucho - abrindo o dicionário...

Sunday, May 23, 2010

O que J.D. Salinger viu, ou melhor, voltou a ver, sob a perspectiva de Banânia!

Esquisitice verbal por esquisitice verbal, vai abaixo, pelo menos, uma narrativa um pouco mais literária-filosófico-esotérica-ufff, em homenagem ao recém-falecido J.D.Salinger, cujos livros esplêndidos animaram bastante a minha distantíssima adolescência.
Eis aí um exercício de palavra-puxa-palavra, com sotaque salingeriano:

Um belo dia, lá para as bandas remotas do Éden, o homem identificou-se com a porcaria do ego - catátrofe produzida na instância da maya hindu -, que era antes desse desastre apenas um "eu" comportadíssimo, centro da sua modesta consciência individual por meio da qual as abundantes benesses de uma conexão com a unidade criadora poder-se-ia efetivar, posto que o Pai o havia nomeado co-criador de tudo que estava aí ou coisa que o valha...
Iludido pela idéia besta de ser o dono da fazenda e não apenas seu solidário capataz, o homem perdeu as estribeiras e as regalias da convivência íntima com a esfera divina para cair no círculo infernal da terra-de-ninguém: foi extraditado para o Brasil e obrigado a votar na Dilma Roussef, a rainha do anacoluto e tudo… 
De ser realmente racional que era, dono da palavra que vivifica, porta-voz do discurso original, o homem passou à categoria de "orc", teleguiado pelo que há de pior e mais boçal do inconsciente coletivo, tornando-se o homem-massa do Ortega y Gasset, o homem-legião do Novo Testamento, o homem-clichê do discurso moderno e o homem-que-vê da cândida candidata Dilma, garota-propaganda da Ótica do Povo, morô? Passou de servo a escravo, por conta de sua deslavada e ambiciosa opção. A liberdade que tinha, doada diretamente pelo Criador, para co-criar, co-criar, co-criar, tornou-se a maldita sina de copiar, copiar, copiar…

Entenderam ou querem uma fotocópia autenticada do melhor conto de Salinger, "Um dia ideal para os peixe-banânia" ???
Imagem: J.D.Salinger, recém-falecidíssimo.

Marx, o Groucho, relendo "O apanhador no campo de centeio"...






Sunday, May 16, 2010

Vamos votar na foca!!!









Belo e instrutivo vídeo, especialmente para os apreciadores de animais "semi-racionais"...hehehe



Marx, o Groucho - ecologicamente correto...

Sunday, May 02, 2010

"Olha para mim, olha nos meus olhos!" - o Zen de Lia?



Poderia ser um bordão de novela ou de programa humorístico, típicos fenômenos da cultura " pop", mas não é. Ele surgiu na boca de uma participante do BBB10, a Lia, apelido de Eliane. A moça era ouriçada até a medula e vivia chamando os outros para uma estado quase permanente de DR (para os desligados, "discutir a relação"). Isso lhe valeu alguns ódios básicos dentro da casa e, como soe acontece na "sociedade do espetáculo", uma admiração inusitada fora dela, o que lhe valeu, ao final do programa, uma avalanche de fanáticos seguidores, espalhados pelas diversas redes sociais da internet. A criatura está, como diriam os adeptos da boa gíria, "bombando". Vamos tentar entender o porquê, o essencial, não os periféricos, geralmente cretinos.
Independente de qualquer crítica à aridez lingüística dos participantes desse já longevo evento televisivo, cuja inspiração se deve a um dos mais contumazes freqüentadores deste blog, George Orwell  - vide postagem recentissima  -, não podemos deixar de registrar a significativa sinalização que a supradita frase de Lia nos oferece, originada diretamente dos confins do inconsciente coletivo, segundo nosso amigo, C.G.Jung: OLHA!
Se juntarmos a palavra a seu par perfeito, OUVE!, teremos o melhor dos mundos, o mundo dos primeiros passos em direção ao diálogo! Estranho? Nem tanto, se atentarmos (saudades do jargão "atentai!", do senador Mão Santa...) ao fato de que vivemos cada vez mais imersos na escuridão do ...escotoma!
Conscientemente ou não, a ex-BBB usava e abusava da função fática da linguagem - procurem Jakobson et caterva para entender o conceito - , um recurso bastante banal, usado principalmente em conversas telefônicas, por meio do qual o contato com o interlocutor é permanentemente ativado.
Lembrando que escotoma é "ponto cego" - ocorrência tanto visual quanto auditiva -, nada mais justo do que indicar o comportamento aparentemente obsessivo da moça como um sintoma dos tempos "mudernos", nos quais ninguém presta atenção a nada, ao outro, ao contexto, ao que está logo ali, bem defronte ao nariz. Um bom psicoterapeuta diria que o chamado de Lia, que acabou virando sua marca registrada, muito mais do que um cacoete sem sentido, denuncia uma calamidade epidêmica da atualidade: o não saber ouvir, o não saber ver, condições sine qua para o início - VEJAM BEM! -, do início do processo de uma real comunicação! 
Enclausurada no meio de pessoas um tanto ou quanto títeres de seus próprios egos, todas em busca de um respeitável prêmio, Lia, sem ter consciência profunda do seu insistente enunciado, corporificou o que centenas de aprendizes de "doutores em linguagem", enleados pela parafernália de clichês ideológicos, midiáticos e acadêmicos, não conseguem, de forma rigorosamente objetiva, dizer com tamanha fúria: o princípio de tudo é... a ATENÇÃO! Olhar no olho é estabelecer o bom e velho rapport, vínculo sem o qual toda gente fica "falando para ontem", como diziam as vovós...

Em suma, é a primeira vez - e isso não é um acidente de percurso puro e simples - que alguém rompe o bloqueio do pegajoso e circular discurso do "entretenimento" na TV, justamente num programa de estrondosa audiência, e chateia, conclama, irrita, hipnotiza, chicoteia o público com a convocação para uma tomada de consciência que só costuma freqüentar os melhores textos do... zen budismo...hehehe...
Ufff! Dependendo do olhar, o BBB também é cultura!


Imagem: 1 - Lia, meditando... 2 - Chuang-tsu, fazendo o mesmo...


Marx, o Groucho

Saturday, May 01, 2010

Socorro, Shakespeare!


Pois é… nada mudou sob o sol… Na última eleição tínhamos a tropa de choque petralha mandando ver, em todas as frentes. Neste ano da graça (ou ainda da mais pura desgraça???) de 2010, vamos de repeteco, só que dessa vez temos em pauta a PATÉTICA - ou pata-anti-ética, como quiserem - criatura apelidada de Dilma Roussef, cujo sobrenome honra ortograficamente os melhores fulanos da falecida URSS, um "russês" de respeito, hehehe…. Aliás, muito mais adequado ao perfil vermelhinho da dondoca do que os codinomes que ela usava em tempos de "cólera"...
Imaginem o que vem por aí, tendo em vista a pequena amostra do que já está rolando "nestepaiz" pré-eleitoral: rede de intrigas e mentiras sustentada por blogs a soldo, censura aceita explicitamente pela rede Globo (isso não é nenhuma novidade, não sei por que tantas pessoas se espantam com essa manobra de censura ÓBVIA à empresa dos Marinho), o judiciário bocejando de braçada ante o uso escandaloso da máquina pública em favor desse "despacho de múmia paralítica" que o nosso divino Keiser, provavelmente em momento etílico, escolheu para sua sucessão. Trata-se de uma escolha meio estranha, não acham? Não haveria alguém menos embananado para a missão sucessória? Talvez a aposta seja de inspiração lulo-obâmica: o primeiro torneiro-mecânico a ser eleito em Banânia e o primeiro negro a ser eleito nos USA podem ter inspirado a eleição da primeira mulher a ser eleita por aqui - também conhecida como a rainha do anacoluto no baixo Brasília. Será isso mesmo ou haverá mais carne-seca por detrás? HUMMMMMMMMMM… Há algo de podre no reino verde-amarelo e já está dando para sentir o odor!
Quem deveria mesmo ser indicado/a para sentar no troninho de Rei Lear? Será que o cara quer mesmo é uma megera domada?
Ah, Shakespeare, ajude-nos além-túmulo!

Imagem: Lula domando sua candidata megera, na tentativa de enquadrá-la!

Marx, o Groucho

Wednesday, April 07, 2010

Síndrome do nivelamento fajuto ou Orwell ataca de novo!


Ficamos hibernando por uns tempos, mas estamos de volta para tirar o mofo do blog, ora pois, pois!
Enquanto o Rio nada, nada e morre na praia - e NADA há a fazer, exceto prestar solidariedade individual às vítimas, pois o "puder" público, aquele financiado por nós, os bobocas de sempre, vai continuar dizendo baboseiras ocas na mídia, as mesmas que disseram em outros anos, outras décadas, outras enchentes. AS MESMAS, pois sua face é coletiva, inconsciente, luceferiana --, ficamos a cismar com uma frase muito corriqueira, muita vagabunda, mas nem por isso menos insidiosa (aliás, um lugar-comum, por exemplo, no discurso dos preclaros BBBs, uma pequena amostragem de como andam os cérebros "nestepaiz".), talvez a preferida de nove entre dez orcs que por aí pululam: fulano pensa que é o dono da verdade, ele se acha... Vocês já ouviram isso? Quantas vezes?
Pois bem, normalmente essa pérola de clichê aparece como um petardo contra um infeliz qualquer que ousa abrir a boca, estando ou não certo no que diz, para expressar sua opinião. Ninguém pode fazer isso, a não ser "eu e os meus", a "minha" tribo, o "meu" partido, a "minha" banda, os "meus" aliados, os "meus"cupinchas de gangue, o "meu" líder cheio de votos fajutos no bolso da urna.
Opinião, juízo de valor e argumentos só são permitidos quando estão do lado de cá, do lado de lá não pode. Ninguém pode ser assertivo em Banânia porque ninguém sabe o que é assertividade; essa palavra não freqüenta o vocabulário da esmagadora maioria de pessoas imbecilizadas pelo atual estado em que se encontra a educação (???) nas escolas públicas e privadas, de qualquer grau, pois essa situação de miséria intelectual faz parte de um programa muito bem elaborado de dominação das mentes, nenhuma novidade para quem teve a sorte, dentre outros livros significativos, de ler 1984, de George Orwell, o pai do Big Brother...
Em suma, uma das mais estúpidas e notórias formas de intimidação do seu interlocutor, uma ótima ferramenta para desqualificá-lo, amordaçá-lo, assassiná-lo verbalmente, nivelá-lo à turma-do-sorvete-na-testa, é a supradita frase.
Se você é um orc, use e abuse desse recurso, bom proveito! Se não, deixe os outros falarem, tente, depois, entendê-los denotativamente, interprete-os, em seguida, segundo seus recursos cognitivos e, finalmente, argumente educadamente com eles ao final desse longo trajeto que em priscas eras era chamado de diálogo. Achou difícil, cansativo, enrolado? Bem-vindo ao BBB11 !!! Bem-vindo ao solilóquio, bem-vindo à projeção, bem-vindo ao narcisismo.
Imagem: óbvia...

Marx, o Groucho, usando pés-de-pato.



Saturday, April 03, 2010

A volta dos que não foram ou um problema com os "evangélicos"...


Pois é... Há muito tempo "fora do ar, o que nada significa, pois na verdade o tempo não existe, hehehe...
Há dezenas de assuntos para postar, a vida se acumulou nesse espaço entre as últimas linhas e as que agora digito. É muito divertido escrever num blog, é estimulante, é uma aventura, é o raio-que-o-parta!
Pois bem, dedico essa volta dos que não foram à Oriane de Guermantes, a Peripatética, que ousou baixar o sarrafo nos "meninos da Vila", os santinhos evangélicos do... Santos FC! - taí, nome é sina...
Só para variar, choveram comentários indignados sobre o post porque Oriane relatou a recusa de Robinho, Neymar e de outros jogadores santistas, todos evangélicos, em visitar crianças numa instituição espírita. O teor dos argumentos é de enfartar qualquer pessoa minimamente racional, mas o campeão de todos eles é justamente o preferido de nove dentre dez tupinocóides: os jogadores "têm o direito de não gostar do espiritismo, de não entrar em contato com espíritas etc e tal" e, portanto, não fizeram nada demais, principalmente porque "não xingaram os meninos", ora vejam que magnífica delicadeza! Bem, realmente deram uma baita colher de chá para as crianças porque se elas fossem judias e eles, terroristas islâmicos, uma bombinha teria resolvido tudo, sempre em nome do direito de ser um filho da mãe, pois filhos da mãe também têm direitos, não é mesmo? Lembrem-se que Hitler e Stalin foram lindos nenéns, só que ambos nasceram de bigode, é claro, como o filho do Covas Adams, hehehe...

Folks, as coisas estão piorando vertiginosamente, é só olhar com atenção...
PS: postei um comentário no Peripatética e já lá vou para postar outro! Todos tirando Oriane do paredão!

Imagem: Carlitos pensando se rejeita ou não o garotinho.

Marx, o Groucho, em sua bis-rentreé !


Thursday, August 06, 2009

Meu outro blog - Oriane light

Amigos, ando muito de saco cheio de política e ultimamente venho escrevendo mais no meu blog pessoal: Peripatética. Tenho tentado alimentar os dois mas fica cada vez mais difícil. Quem quiser me visitar é só clicar no link do nome.

Um abraço

Oriane

Tuesday, July 14, 2009

Olha essa tradução, olha o texto...hilário!!

Não deixem de prestar atenção à tradução para o Inglês. A introdução também é bastante...inspirada. Deliciem-se!


Monday, July 06, 2009

Direto do Serrão, com louvor!


Artigo imperdível do Jorge Serrão. Se as pessoas ainda não estão convencidas de que moram num país tropical, amaldiçoado por Deus, corrupto por natureza e com eterna vocação para puteiro, meus pêsames.

"Domingo, 5 de Julho de 2009
O golpe militar inexistente e outros golpes militantes
Artigo no Alerta Total - www.alertatotal.net

Por Jorge Serrão

Os maiores inimigos do Jornalismo são a mentira, a manipulação política, os preconceitos ideológicos, a autocensura, a ignorância, a falta de humildade e o descompromisso com a Verdade – que é a realidade universal permanente. A mídia amestrada e abestada tupiniquim vem abusando, sistematicamente, de todos estes defeitos e vícios. O azar dos “gênios” do jornalismo é que os consumidores de notícias começam a perceber como, quando, onde, por que e por quem são enganados.

Os ditadores da nossa mídia ignorante produziram pelo menos três “pérolas” dignas de serem saboreadas apenas pelos mais abjetos, estultos e imundos porcos da pocilga política brasileira. Inventaram um “golpe militar” em Honduras. Aceitaram e apenas descreveram, sem uma crítica mais contundente e objetiva, o pacto corleônico do chefão Lula com o poderoso José Sarney – o imortal que já morreu politicamente, mas que não larga o osso dos podres poderes. Foram coniventes com mais um golpe da “doutora” Dilma Rousseff, atenuando o papel da máquina do Bolcheviquepropagandaminister em fabricar mentiras históricas para serem repetidas até se tornaram “verdades”.

A notícia do “golpe militar” em Honduras foi mais uma prova de ignorância política ou de tosca manipulação ideológica – sempre com o intuito subliminar de desmoralizar os militares (que têm o dever constitucional de garantir a soberania nacional). A imprensa tupiniquim preferiu brigar com a notícia e explicar a queda de Manuel Zelaya da presidência de Honduras. Seria mais honesto explicar que o “mane” caiu porque tentou dar um golpe institucional, e não porque sofreu um golpe – que não pode ser definido como “militar”.

Mané Zelaya – um conservador picado pela mosquinha do poder que aderiu ao socialismo chavista – armou um referendo 171 para tentar impor a possibilidade de reeleição presidencial permanente ao povo hondurenho. Mané Zelaya desrespeitou o Supremo Tribunal Federal Hondurenho que já decretara a inconstitucionalidade do tal plebiscito. Guardiães da Constituição de Honduras, com base no artigo 272, os militares cumpriram a função legalista e apenas foram garantidores do processo de mudança de poder – entregue ao presidente do Congresso Nacional. Logo, ao contrário do que a mídia burra e preconceituosa desinformou, não houve “golpe militar” em Honduras.

Aqui no Brasil, temos assistido a repetidos “golpes militantes” – aplicados por verdadeiros meliantes da política tupiniquim. Diferentemente de Honduras, embora a Constituição daqui tenha um artigo 142 de cristalina interpretação, os servidores públicos fardados preferem passar fome em seus quartéis, enquanto aguardam um “clamor popular” solicitando que eles apliquem o poder constitucional contra as ações do governo do crime.

Aqui também, diferentemente de Honduras, o STF se limita a referendar as manobras do desgoverno, com interpretações constitucionais de conveniência. Graças a tanta omissão, os militantes golpistas deitam, rolam e se locupletam, até se eternizarem no projeto “socialista tupiniquim” de poder. O chefão aqui pode passar a mão na bunda do guarda. O oficial fardado – fadado à desmoralização histórica - ainda lhe pedirá desculpas por estar com o rabicó virado para receber quatro dedadas regulamentares.

Outro golpe meliante é a crise sem fim do Senado. Pior que isso só a (im)postura do chefão Lula em defender o indefensável José Sarney. Em O Globo de sábado, o chargista Chico foi mais que perfeito ao retratar Lula com o bigodão do Sarney (ou seria de um Adolf Hitler?). A ilustração atestou que ambos, - unidos como se fossem unha e carne podres – representam o corneolismo político tupiniquim. Eis a vitória da vanguarda do atraso que nos desgoverna desde a Nova República. Lula e Sarney – filhotes da Ditadura, como diria o falecido Leonel Brizola...

Outro golpe militante de mestre (ou seria de doutorado 171) foi dado pela guerrilheira aposentada Dilma Vana Rousseff. Curiosamente e por ironia, a armação da “doutora” Dilma foi revelada pela Revista Piauí (editada por simpatizantes petistas). A Casa Civil veiculou a mentirinha de que Dilma era “mestre em teoria econômica e doutoranda em economia monetária e financeira na Unicamp”. Pior ainda, publicaram o mesmo currículo maquiado na plataforma Lattes, do CNPq - que é a referência oficial em currículos acadêmicos.

O golpe acadêmico foi derrubado porque a Unicamp informou que não há registro de que Dilma tenha cursado o mestrado na instituição. Para complicar ainda mais, a mesma Unicamp revelou que Dilma começou o doutorado, mas não concluiu. O curioso é como ela começou um doutorado, sem ter sequer um mestrado? Enquanto o mistério do golpismo acadêmico não se desvenda, a Casa Civil prontamente altera os dados errados. Explica que Dilma (graduada em Economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul) foi aluna de mestrado e doutorado em Ciências Econômicas ela Universidade de Campinas.

Duro é suportar esse modelo stalinista de escrever e alterar a história conforme as conveniências político-ideológicas. Eis o método que permite golpes militantes – ou ações meliantes, 171 – contra a verdade histórica. Eis por que é fácil usar o “golpe militar” (tão decantado pelos ideólogos e ignorantes afins) como argumento para justificar o corleônico golpe dos militantes contra o Brasil. Honduras condenou o golpismo. Quando o Brasil fará o mesmo combatendo a República Sindicalista do Crime Organizado?"
Imagem: Pernalonga mostrando como se dá um golpe!
Marx, o Groucho

Banânia de vento em popa!


Tenho de me render: dessa vez, realmente, uma imagem vale mais que mil palavras. Aí vai, roubada diretamente do Nariz Gelado, a foto do século! Beijar o semblante do Keiser com a popa a favor do vento não tem preço...
Marx, o Groucho

Tuesday, June 23, 2009

Pérolas do apedeuta

imagem: analfabeto funcional

Ficam com essa estória de diploma para jornalista, mas enquanto isso não exigem nada para presidente, só que o sujeito saiba ler e escrever, mesmo sendo analfabeto funcional. Agora vejam a declaração de Lula, dizendo que preferia dar dinheiro para os pobres em vez de desonerar impostos.

Ao invés de ficar desonerando o tanto que estamos desonerando, seria melhor pegar esse dinheiro e dar para o pobre', disse ele, no Porto do Rio

Que bom que ele explicou: não é mais para ninguém trabalhar, vamos todos viver de esmola pública. Acho que ele não entendeu a parte da cartilha que falava dos impostos como inibidores de emprego.

Suspiro...

Sunday, June 21, 2009

Revisão Gramatical feita pelo LULA

Com a nova Revisão Gramatical feita pelo LULA as seguintes palavras tem novos significados:

ABREVIATURA- ato de se abrir um carro de policia;

ALOPATIA - dar um telefonema para a tia;

BARBICHA - boteco para Gays;

CÁLICE - ordem para ficar calado;

CAMINHÃO - estrada muito grande;

CATÁLOGO - ato de se apanhar coisas rapidamente;

COMBUSTÃO - mulher com peito grande;

DESTILADO - aquilo que não está do lado de lá;

DETERGENTE - ato de prender indivíduos suspeitos;

DETERMINA - prender uma garota;

ESFERA - animal feroz amansado;

HOMOSSEXUAL - Sabão utilizado para lavar as partes íntimas;

LEILÃO - Leila com mais de 2 metros de altura;

KARMA - expressão mineira para evitar o pânico;

LOCADORA - uma mulher maluca de nome Dora;

NOVAMENTE - diz-se de indivíduos que renovam sua maneira de pensar;

OBSCURO - 'OB' na cor preta;

QUARTZO - partze ou aposentzo de um apartamentzo;

RAZÃO - lago muito extenso porém pouco profundo;

RODAPÉ - aquele que tinha carro mas agora roda a pé;

SAARA - muulher do Jaaco;


Roubei do Cabrunco

Thursday, June 18, 2009

Religião e picaretagem



Sou uma inimiga figadal de qualquer espécie de seita, seja intelectual, seja religiosa. Mas há muito tempo venho guardando minha implicância para as igrejas neopentecostais. Sou uma adepta feroz da idéia de não levar a sério uma igreja que seja mais jovem do que o whisky que gosto de tomar.As neopentecostais são as mais novas de todas, dessas onde o pastor grita "xô Satanás" para o cara endemoniado. O batismo é caracterizado por uma repetição do dia de Pentecostes, onde os discípulos começaram a falar línguas desconhecidas. Então junta aquele bando de gente lá e começa a falar as tais línguas. Mas não, nada de aramaico ou hebraico, eles falam as línguas dos anjos, seja lá o que isso queira dizer.
Não é difícil imaginar que a maior parte daquelas pessoas finja falar as tais línguas apenas para se sentir parte da galera;outros acreditam realmente estar falando uma língua desconhecida e eu francamente não sei dizer qual dos dois casos me assusta mais.
Mas se o cara é capaz de fingir que falou a língua dos anjos, também é capaz de aceitar o diploma de dizimista assinado por nada mais nada menos do que JC em pessoa!!!
O diploma acima é dado pela Igreja Universal para o mané que dá 10% do salário para a IURD.
Então é isso: para entrar na IURD você só precisa falar a língua dos anjos e dar 10% dos seu salário e em troca você recebe um diploma assinado por Jesus Cristo.
Merecido!

Wednesday, June 10, 2009

Pânico!!!!!!

Socorro!!!!!!

José Genoino foi designado hoje o relator do projeto que permite o terceiro mandato. Será ele o responsável por dizer, na Comissão de Constituição e Justiça, se a proposta é constitucional. A aprovação na CCJ é o primeiro passo para a proposta ter continuidade.

Fundador do PT, Genoino comandava o partido no período em que foram assinados os empréstimos com Marcos Valério que irrigaram o mensalão. Já no meio do escândalo, um assessor de seu irmão, que era deputado estadual, protagonizou uma das cenas mais emblemáticas dos desmandos petistas ao ser pego com 100 000 dólares na cueca.

Friday, June 05, 2009

Lula não vem mais ao Rio para a 2ª missa

Planalto diz que presidente buscará outra forma de homenagear vítimas

Já sei, ele vai convidar os cumpanheiros para uma cerveja-churrasco-pelada...

Thursday, June 04, 2009

Roubei do Kibe loco


O Kibe foi tão definitivo que eu trouxe a piada para cá. Uma observação: talvez ele saiba como o petróleo se forma e quis fazer uma daquelas metáforas engraçadinhas tipo corpos-petróleo saca? É de péssimo gosto, mas é o Lula...

Lula: suave como a minha pele.“País que acha petróleo a 6 mil metros de profundidade pode achar avião a 2 mil”, diz Lula sobre acidente da Air France

***

Responda depressa: qual o melhor comentário sobre a notícia acima?

a) Com vocês, a “sençibilidade” com “Ç”.

b) O Sarkozy deve estar morrendo de inveja. Essa é a frase que todo cidadão gostaria de ouvir do seu presidente depois de perder um parente, né não?

c) Ah, gente… até que ele não foi mal. Em outros tempos ele teria dito que um “país que ganha cinco Copas do Mundo pode achar avião rebaixado”.


Para você paulo e pelamordedeus, não pega esse vôo para vir ao Brasil. Aliás, prefiro a Boing, que não é estatal...